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27 de dezembro de 2011

Pretos Novos: Arqueologia e História da escravidão no Brasil.



Arcada dentária de escravos africanos.



Navio negreiro no transportando escravos aficanos.

Recentemente quando a prefeitura do Rio de Janeiro estava realizando obras nas proximidasdes da área portuária do Rio de Janeiro, no processo de escavação foram encontrados ossos humanos. Arqueólogos que já realizanavam pesquisas na região do Antigo Valongo - Praça Mauá, Pedra do Sal, Morro da Conceição, ficaram curiosos e descobriram que o local era um cemitério de escravos africanos denominados na época como "pretos novos".
Os pretos novos eram escravos que morriam durante a travessia da África para o Brasil. nos navios negreiros caracterizados como tumbeiros Com a falta de higiênie e situações desumanas que sofriam durante a viagem, muitos africanos contraíam doenças letais para época como a varíola e o escorbuto - uma espécie de bactéria contagiosa que lesionava a pele com manchas. Além disso, os castigos e motins que ocorriam no navio negreiro também justificavam muitas mortes.
Na cidade do Rio de Janeiro, estes escravos eram enterrados em cemitérios simples, ou melhor, não obtinham cerimônias, eram simplismente enterrados, e muitas vezes queimados, o que foi compravado por pesquisadores ao encontrarem os ossos em cores diferentes.
O estudo realizado pelo Instituto de Mémoria Pretos Novos busca através na análise de utensílios enterrados no antigo cemitério que incluii um sítio arqueológico inteiro na região portuária do Rio de Janeiro, etnias, e indícios que apresentam a riqueza cultural e a própria história da escravidão contada pelos africanos que aqui chegavam. Em pesquisas inciais foram descobertas pela análise da arcada dentária de 28 corpos encontrados, dentes cerrados que comprovam rituos de passagem de tribos típicas da Àfrica.
A sede do estudo também possui uma história especial. Localizado na Gamboa, os proprietários da casa também encontraram ossos humanaos e incialmente pensaram em chacina! Chamaram a polícia que sem pistas passaram o caso para arqueológos e historiados que comprovaram que os ossos encontrados compunham uma área de  cemitério de escravos.Hoje a casa compõem o instituto, que atualmente faz campanha por verbas para continuidade e finalização das reformas em seu espaço.
Esta pesquisa que relembra uma história triste que remete a escravidão e as penalidades sofridas pelos africanos que aportavam no Brasil na condição de escravos, permite por outro lado, reafirmar a cultura e hisória do negro no Brasil, contribuindo para or eforço da identidade étnica e respeito a diversidade cultural brasileira.

Documentário - CAIS DO VALONGO: SANGRA DA TERRA - Trailer

Visite o Portal arqueológio do Instituto Pretos Novos e conheça melhor está hitória!

Visite na internet e conheça mais essa História!

Portal Pretos Novos: www.pretosnovos.com.br

10 de dezembro de 2011

HISTORY GAME 8o. ANO 3o. TRIMESTRE

  1. Apresente três ideias principais do Iluminismo:
    R: Liberalismo, igualdade de direitos, razão, fim dos privilégios feudais
  2. Cite três mudanças ocorridas no Brasil durante a estadia da Corte Portuguesa.
    R: Criação do Banco do Brasil, da Biblioteca Real, Jardim Botânico, Imprensa Régia.
  3. Apresente três fatos responsáveis pelo processo de Independência do Brasil em 1822.
    R: Tratado de Comércio e Navegação, Abertura dos Portos, Elevação do Brasil a Reino Unido de Brasil e Algarves, e Revolução do Porto.
  4. A criação do Estado brasileiro após a independência foi resultado de que projeto político?
    R: O Estado brasileiro criado durante o 1o Reinado foi resultado de um projeto liberal moderado, que defendia a Monarquia Constitucional, a integridade territorial sob um regime centralizado.
  5. Determine três fatores responsáveis pela crise do 1o Reinado.
    R: Crise econômica causada pelo esvaziamentos dos cofres e dívida externa, crise política relacionada a imparcialidade de D. Pedro I frente ao partido português e brasileiro, impopularidade e autoritarismo de D. Pedro I, e intervenções no Prata.
  6. No período Regencial o Brasil passou a ser governado por liberais. Explique de que maneira o projeto liberal ameaçava a unidade territorial brasileira.
    R: O Projeto Liberal defendia a descentralização política e a autonomia provincial, esta posição deu margem para o surgimento de uma série de revoltas de caráter separatista e também de reivindicações sociais que ameaçavam a unidade territorial brasileira.
  7. Explique os objetivos centrais das seguintes revoltas ocorridas no período regencial:
    a) Sabinada: ocorrida na Bahia de caráter liberal, almejava a separação e a proclamação de uma república sob a liderança do médico Francisco Sabino.
    b) Cabanagem: ocorrida no Pará, os cabanos reivindicavam as condições sociais e o abuso de poder do governo provincial e a negligência do governo central.
    c) Balaiada: ocorrida no Maranhão, a revolta incluiu setores de camadas baixas, entre eles escravos que reivindicavam as condições sociais e desigualdades, além de defenderem posição política liberal.
    d) Farroupilha: os farrapos defendiam a diminuição dos impostos sob o preço do charque, a separação e a proclamação de uma república no Rio Grande do Sul.
    e) Revolta dos Malês: foi um motim organizado por escravos islamizados que não concordavam com os abusos da escravidão e com a opressão cultural e religiosa.
  8. Quando D. Pedro II subiu ao poder pelo golpe de maioridade, ficava clara a importância da monarquia para a manutenção da unidade territorial brasileira e estabilidade do império. Que posição política D. Pedro II ocupou durante o 2o Reinado?
    R: D. Pedro II zelou pela estabilidade política através da manutenção do modelo de monarquia parlamentar às avessas, devido ao Poder Moderador e a soberania do imperador.
  9. Cite duas caraterísticas econômicas do 2o Reinado.
    R: Produção de café para exportação e manutenção da escravidão.
  10. Cite duas transformações culturais ocorridas durante o 2o Reinado.
    R: Surto industrial – Era Mauá, criação do IHGB – Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, e o Colégio Pedro II e etc.

8 de dezembro de 2011

History Game 7o. Ano 3o Trimestre

HISTORY GAME 7o. ANO 3o. TRIMESTRE

  1. Qual é a função de cada classe social descrita abaixo:

IGREJA : Manutenção da religião católica

SENHOR FEUDAL: Dono do feudo

CAVALEIROS: Defesa

SERVOS: Trabalho

  1. Qual era o papel da igreja católica na sociedade feudal?

R: Manter a sociedade sob controle através da imposição religiosa.

  1. O que foi o Tratado de Tordesilhas?

R: Foi a divisão do mundo conhecido entre Portugal e Espanha, o que definiu os domínios coloniais entre os dois países.

  1. Qual foi o papel da igreja católica na colonização?

R: Catequização e busca por novos fiéis.

  1. Cite três características do período pré-colonial (1500/1537).

R: Extração de pau-brasil, feitorias, escambo.

  1. O que eram os escravos de ganho?

R: O s escravos de ganho viviam nas cidades e realizavam serviços para seus donos cuja a remuneração era revertida em lucro para o proprietário do escravo.

  1. Por que a mão de obra indígena foi substituída pela mão de obra africana no processo de escravidão no Brasil?

R: Devido ao lucro com o tráfico de escravos africanos, e também devido ao interesse da Igreja em catequizar os indígenas como forma de auxiliar a colonização e o conhecimento do território.

  1. Por que os portugueses decidiram efetivar a colonização a partir de 1537?

R: Devido a crise do comércio com as Índias, a necessidade de ocupar as terras brasileiras como forma de evitar as invasões estrangeiras, e o interesse em plantar açúcar como forma de suprir a crise do comércio com as Índias.

  1. Cite dois fatores responsáveis pela interiorização da colonização no Brasil.

R: Pecuária, drogas do sertão e as bandeiras.

10)O que forma as bandeiras?

R: Foram expedições voltadas para a busca de metais preciosos e também para o aprisionamento de indígenas. O aluno também pode se lembrar do sertanismo por contrato onde os bandeirantes eram contratados para acabar com os quilombos.

  1. Cite três formas de resistência dos africanos à escravidão no Brasil?

R: Quilombo, banzo, fugas, tentar matar os senhores, recusa ao trabalho.

11 de outubro de 2011

"Cana de mel, preço de fel" . O ciclo da cana de açúcar no Brasil colonial.

"Dos grilhões ao quilombo" - O trabalho escravo no Brasil colônia.

Os portugueses efetivam a colonização no Brasil (1530/1570).

O inicio da colonização portuguesa no Brasil foi marcado pela adoção de um sistema de ocupação de terras conhecido como capitanias hereditárias. As capitanias hereditárias possuíam o objetivo de defesa, ocupação do território e exploração das novas terras. A mudança na dinâmica de colonização adotada pelos portugueses esteve relacionada com desaquecimento econômico do comércio com as Índias, e também com as constantes invasões de franceses e de outros estrangeiros nas terras brasileiras, além do interesse de produção do açúcar.

O açúcar adotado como economia principal no Brasil colonial, consistiu na especiaria mais exótica e rentável do mercado internacional durante os século XVI e XVII. O açúcar era utilizado como remédio, condimento exótico, na fabricação de cachaça e de inúmeras receitas de consumo da aristocracia européia, visto como produto de luxo na época.

A experiência do cultivo de açúcar nas Antilhas determinou em função da semelhança de aspectos geográficos físicos e climáticos a adoção desta especiaria no Brasil nas décadas de 1530 e 1540. A produção de cana de açúcar demandava a instalação de engenhos, que eram operações bem caras na época e de responsabilidade do donatário – dono da capitania.

O sistema de capitanias hereditárias consistia na repartição dos domínios territoriais em grandes propriedades de terras. O proprietário, ou donatário, recebia uma doação de terras da Coroa portuguesa através da Carta Foral. Esse documento estabelecia os limites geográficos da capitania e proibia o comércio da terra em doação, aceitando a transferência territorial apenas por hereditariedade; regulamentava os limites das capitanias; dava jurisdição civil e criminal sobre a área da capitania. A posse dos donatários dava o direto de cobrar impostos sobre a utilização das terras, e instalar engenhos para a o cultivo e produção do açúcar. Em troca, o donatário deveria pagar os devidos tributos à coroa pela exploração das terras a ele consentida.

A Carta de Doação, outro documento emitido pela coroa no tramite de distribuição de terras, determinava ao donatário o direito de fundar vilas e doar sesmarias. As sesmarias consistem em um grande latifúndio de terra virgem cuja obrigação do sesmeiro era o cultivo e pagamento de impostos durante cinco anos, estes anos geralmente não eram obedecidos e as terras acabavam ficando para o sesmeiro.

As capitanias se caracterizaram por uma maneira de manter o monopólio real sobre a colônia e os produtos que nela estavam sendo cultivados como o açúcar. Muitas capitanias fracassaram em função dos ataques indígenas, por falta de recursos, e até mesmo desentendimentos internos. As mais promissoras se caracterizam pela capitania de São Vicente e Pernambuco.

O sistema de distribuição de terras em latifúndios determinou um processo de concentração de terras. Ter terra tornou-se sinônimo de poder e prestígio político.

A política econômica colonial no Brasil se caracterizou pelo “exclusivismo” econômico, determinada pelo monopólio e protecionismo exercido pela metrópole sob a colônia. O plantation foi convencionado para caracterizar este sistema colonial português de exploração cujos pilares são: o latifúndio, a monocultura e o trabalho escravo. Porém, é importante destacar que ao longo da ocupação do território brasileiro a economia colonial expandiu-se gerando novos atrativos comerciais como o ouro, as drogas do sertão, a pecuária, assim como um cultivo diversificado de especiarias para o consumo e comércio entre os colonos.

O inicio da colonização se deu através da mão de obra indígena, mas com a efetivação da colonização ocorreu à substituição do trabalho escravo indígena pelo dos africanos.

Os indígenas, como nativos das novas terras, tinham o conhecimento do território até então desconhecido pelos portugueses, podendo ser utilizados para exploração do sertão e busca de ouro. Além disso, o conhecimento do território pelos indígenas, facilitava a fuga e resistência ao trabalho compulsório.

Interessada na catequização como um dos pilares da colonização, a igreja interessada na conversão dos gentios passou a condenar a escravidão dos mesmos. Os indígenas passaram então a ser catequizados, batizados e civilizados nos moldes culturais ocidentais, evitando assim rebeliões e fugas.

Em 1570 incentivou-se a importação de africanos para trabalhar no Brasil. Neste período, o trafico de escravos africanos se tornava cada vez mais lucrativo para os portugueses. No século XVI, a Guiné (Bissau e Cacheu) e a Costa da Mina consistiam nos maiores fornecedores de escravos para o Brasil. No século XVII as regiões de Congo, Senegal, Angola e Moçambique se responsabilizaram pelo fornecimento de mais de 70% dos escravos para a Bahia e para o Rio de Janeiro.

A explicação para o trafico negreiro parte de uma premissa sociológica, de onde a África perde a condição passiva, para a condição ativa e participante na venda de seres humanos para o trabalho escravo. A guerra entre diferentes povos na África determinava o aprisionamento das tribos vencidas, que eram vendidas pelos diversos reinos como escravos. Para evitar que houvesse resistência por parte dos africanos aprisionados como escravos, os traficantes agrupavam grupos étnicos distintos, como bantos, islamizados, sudaneses de fala ioruba, que eram colocados lado a lado para evitar a comunicação. Porém, os códigos de escarifações descritas na pele, o embelezamento do corpo e a estética pessoal consistiam em signos grafados no corpo físico que contribuíam para a identificação de grupos semelhantes e também de comunicação e troca de informações.

O relacionamento de Portugal com a África garantia boas relações comerciais. Os portugueses trocavam o fumo produzido na Bahia pelos escravos que no Brasil, o determinava um comércio estabelecido pelo escambo de mercadorias.

Estima-se que cinco milhões de cativos vivos entraram no Brasil durante o século XVI e XVII.

Os proprietários de escravos marcavam seus escravos a ferro, assim como a Igreja deixava uma marca de cruz nos cativos batizados como forma de eliminar os resquícios culturais africanos.

Os africanos apesar do desconhecimento da nova terra não aceitaram a escravidão com facilidade ou passivamente. Muitas foram as fugas individuais ou em massa, fora as agressões contra senhores e até mesmo o suicídio como forma de resistir a escravidão.

Os quilombos, conhecidos como comunidades de escravos fugidos das fazendas, consistiram em espaços coletivos de resistência importantíssimos no século XVII, que possuíam uma organização social semelhante às organizações comunais africanas caracterizadas pela produção para subsistência, troca com o comercio local. O quilombo conhecido foi o Quilombo dos Palmares cujo líder foi Zumbi.

21 de setembro de 2011

Precisamos do seu apoio! Vídeo dos alunos do CPII em apoio a greve das instituições federais de ensino. Todos pela educação!

A greve do Colégio Pedro II continua. Um movimento legítimo pela educação que precisa do seu apoio! Leia o depoimento da mãe de um de nossos alunos.

Meu filho, aos nove anos de idade, com muita dedicação, participou do concurso para ingresso no Colégio Pedro II e obteve êxito, conseguindo a sua tão sonhada vaga. Transbordando de orgulho, me senti tranquila quanto ao seu futuro, afinal de contas estamos falando de uma instituição de ensino com 174 anos, tendo formado cidadãos como Machado de Assis, Manuel Bandeira, Mario lago, entre outros notáveis.

Leso engano, os professores do Colégio Pedro II permanecem em greve há quase um mês, reivindicando melhores condições de trabalho, sem qualquer indicação de interesse do Governo em resolver o problema, afinal de contas greve de professor não gera prejuízo financeiro aos cofres públicos e os filhos de nossos governantes estudam em escolas particulares.

Desde o início da greve, no país do futebol, vi a greve dos trabalhadores que reformam o Maracanã durar 5 dias, pois o Poder Público prontamente resolveu o problema. No país da corrupção, vi integrante da família Roriz ser absolvida de um crime lastimável, pois maus políticos resolveram o problema. No país dos “espertos”, vi liminar que impedia supersalários do Governo ser derrubada, resolvendo o problema de poucos interessados. No país do “puxadinho”, vi maquinista de bondinho sucateado ser apontado como responsável pela morte e ferimento de dezenas de pessoas, resolvendo o problema do descaso do Poder Público.

No país da desigualdade, vi com indignação, que o problema do ensino ninguém resolve. Acredito ser a educação o meio eficaz para a igualdade, dando oportunidades para ricos e pobres, “só a educação liberta”, já dizia Epicteto há mais de 1.960 anos.

No entanto, nossos governantes não demonstram interesse em ter uma nação bem instruída, um povo consciente capaz de escolher bem seus representantes e lutar por um país melhor, livre da corrupção. Jovens e o futuro do nosso Estado estão sendo prejudicados. Um problema sem solução ou inércia proposital dos governantes?

De uma mãe desesperada e uma cidadã indignada,

Lilian Reis

8 de setembro de 2011

Escola Beit Mencahem Vídeo sobre os Persas! Imperdível!

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Escola Beit Menachem apresenta: especial História dos Hebreus com as Meninas do 6o Ano

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Escola Beit Menachem apresenta: especial História dos Hebreus com os Meninos do 6o Ano

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Os diferentes tipos de colonização da América

Com as expansões marítimas, os europeus partiram em busca da construção de impérios coloniais. A idéia de expandir domínios além da Europa estava relacionada com a acumulação de capitais, principalmente de ouro e prata, o que poderia ocorrer por meio do comércio de especiarias ou através da conquista de novas terras repletas de metais preciosos.

Em 1492 a Espanha, junto à esquadra de Colombo, chega a América Central. A organização indígena existente no México vivia do comércio do excedente de produção, era urbanizada e possuía o domínio de metais preciosos. A Conquista da América chefiada por Hernán Cortez dizimou os astecas objetivando o “Eldourado”, ou seja, toda a reserva de metais preciosos.

Com os portugueses a história tomou um curso diferente. A chegada ao Brasil e o encontro com populações indígenas tribais caracterizou o litoral brasileiro como uma rota de abastecimento e pouso antes de seguir para o comércio de especiarias com as Índias. De 1500 a 1530 os portugueses ocuparam o litoral com feitorias – armazéns; e através do escambo trocavam com os indígenas quinquilharias por produtos exóticos. O ganho vinha da extração de pau-brasil, visto que a planta servia como corante vermelho para tingir tecidos, e por isso muito apreciado pelos europeus.

Os ingleses, por sua vez, tinham outros objetivos coloniais. A Inglaterra investia nos corsários – piratas contratados pelo Estado; e na produção de manufaturas, pois a colonização não era a prioridade inglesa. Com a Reforma Religiosa ocorrida no século XVI, protestantes foram perseguidos por católicos e uma guerra civil foi iniciada em Londres. Além disso, os camponeses estavam sendo despejados de suas terras em função objetivos industriais ingleses. Os protestantes perseguidos e camponeses expropriados seguiram para as colônias inglesas na América do Norte desenvolvendo treze colônias que se dividiram em modelos coloniais distintos, caracterizados como: povoamento e exploração.

Os objetivos econômicos relacionados à utilização da terra como fonte de riquezas, determinou tipos coloniais diferentes definidos como povoamento e exploração. A colônia de povoamento esta desassociada ao pacto colonial – monopólio real; o que implica em maior autonomia das colônias. Neste sistema colonial a terra é dividida em pequenas propriedades, o trabalho é livre e a economia é voltada para o mercado interno. As treze colônias inglesas da América do Norte desenvolveram este modelo colonial.

O modelo de exploração caracterizou-se de forma diferente. Em função do pacto colonial, a exportação das riquezas era uma exigência para o enriquecimento da metrópole, e por isso, a colônia não possuía autonomia para desenvolver-se. As terras eram divididas em grandes propriedades – latifúndios, o trabalho era escravo e a produção monocultora. O Brasil, a América espanhola e parte das Treze Colônias inglesas desenvolveram este modelo, criando diferentes formas de povoamento e produção.

Nas colônias portuguesas, a partir de 1530, os portugueses efetivaram a colonização devido ao declínio do comércio de especiarias nas Índias, e também devido à ameaça de invasões estrangeiras ao litoral brasileiro. As capitanias hereditárias foram criadas como forma de dividir a terra, proteger, produzir e ocupar. O donatário recebia a terra do rei e com recursos próprios deveria plantar o açúcar e implantar os engenhos, que na época custavam caro em função da tecnologia.

Poucas capitanias prosperaram, pois muitas não conseguiam recursos e sofriam com os ataques e resistência dos indígenas. As que prosperaram chefiadas por Martin Afonso – São Vicente, Duarte Coelho - Pernambuco, desenvolveram um sistema de administração conhecido como sesmarias, onde o donatário doava terras aos sesmeiros para que estes ocupassem e produzissem.

500 ANOS O BRASIL - UM NOVO MUNDO NA TV - TERRA CHEIA DE GRAÇA - EP. 04

Novo Telecurso - A Colonização no Brasil (Parte I)

Novo Telecurso - A Colonização no Brasil (Parte II)

14 de agosto de 2011

GREVE COLÉGIO PEDRO II: LUTA PELA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE!

Uma greve não se julga apenas pela paralisação. A greve é um instrumento histórico de luta e mobilização dos trabalhadores por direitos. Por isso, torna-se necessário analisarmos a decisão coletiva tomada pelo conjunto de professores e funcionários do Colégio Pedro II, apoiados pelo grêmio estudantil, que somaram 450 pessoas presentes na assembléia realizada quarta-feira (10/08), onde optaram pela greve em tempo indeterminado, que terá inicio nesta segunda-feira (15/08).

O movimento de mobilização justifica uma luta pelo reajuste do salário dos servidores de 14,77%, pela abertura de concurso para professores efetivos e contra a PL549 voltada pelo congelamento do salário dos servidores, que estão sem reajuste há cinco anos! Tais medidas emergenciais somam-se a um movimento das intuições federais de educação, que estão procurando pressionar o governo Dilma a não apenas investir, mas tornar a educação a pauta principal do governo.

A paralisação dos profissionais da educação não está voltada só por melhores condições de trabalho. Lutamos pela educação pública de qualidade, contra o sucateamento e privatização de nossas instituições! Se a educação é um direito e uma necessidade que não pode parar, o Blog Pensando Alto está integrado em atividades pedagógicas durante a greve, e junto aos alunos utilizaremos a tecnologia para nos comunicarmos.

Neste movimento de luta, solicitamos o apoio de pais, alunos e da sociedade a uma causa que não é só dos servidores. Pressionar o governo por melhores condições de trabalho e pela educação é uma luta de todos!

Segue abaixo o cronograma de atividade do sindicato durante a paralisação divulgado pelo SINDISCOPE - Sindicato de Servidores do Colégio Pedro II:

· 15 de agosto (2ª feira) – os servidores de cada unidade escolar poderão realizar atividade de greve (reunião para discussão da pauta de reivindicações);

· 16 de agosto (3ª feira) – os servidores de cada unidade escolar decidirão por realizar reuniões com os pais e alunos para esclarecimentos da greve. Ao final dessas reuniões poderão ocorrer atos públicos na porta de cada unidade onde as mesmas forem realizadas. As organizações dessas atividades serão a partir dos servidores das respectivas unidades, cabendo ao SINDSCOPE proporcionar toda infraestrutura para sua realização;

· 17 de agosto (4ª feira) – aula pública, na praça em frente à Unidade Centro, a partir das 13 horas;

· 18 de agosto (5ª feira) – assembléia de avaliação do movimento, às 09 horas, com o debate nesta assembléia sobre atividades ou excepcionalidades da greve, bem como os destaques à pauta de reivindicações apresentados na assembléia do dia 10 de agosto.

· Além da assembléia, estaremos participando de passeata no Centro (concentração na Candelária), a partir das 17 horas, acompanhando a jornada nacional de lutas.

· 20 de agosto (sábado) – plenária nacional do SINASEFE – Sindicato Nacional dos Servidores Federais, em Brasília;

· 24 de agosto (4ª feira) – marcha a Brasília, pela jornada nacional de lutas.

Acompanhe opiniões e o andamento da greve pelos sites:

Colégio Pedro II: www.cp2.g12.br

SINDISCOPE: http://sindscope1.wordpress.com

Blog dos Responsáveis do Colégio Pedro II:

http://apascp2.blogspot.com/2007/06/blog-post.html

MATERIAL DE APOIO PARA ALUNOS DE RECUPERAÇÃO CPII/USCII 7o Ano.

Mercantilismo: as primeiras relações de mercado na Europa Absolutista (XV/XVI)

Com o rei como chefe político do Estado, começava a aparecer na Europa as monarquias absolutistas. O monarca se caracterizava por absoluto por atribuir à sua autoridade: o poder de um nobre, a importância de um chefe militar, o maior controle de terras e a popularidade. Os reis abriam espaço na sociedade para criar uma nova rede social para envolver a todas as classes sociais: nobre, clero, burgueses e camponeses.

A nobreza e o clero apoiaram o rei como forma de manter o prestigio social adquirido no feudalismo, como a arrecadação de impostos e dízimos, e o clero atribuía um número maior de fiéis.

Mas e a burguesia?

Enquanto uma nova classe da Idade Moderna, os burgueses ampliaram as relações comerciais por meio do apoio real. O rei procurando um controle maior dos ganhos produzidos pela burguesia decidiu criar leis que apoiassem o fortalecimento do comércio, buscando ampliar as riquezas do Estado.

O mercantilismo começava a aparecer na Europa como um sistema econômico com o objetivo de acumular riqueza para o Estado Nacional Absolutista. A idéia de acumulação mercantilista estava associada ao controle do monarca sob os ganhos do Estado, ou seja, a sociedade produz para o enriquecimento dos reis absolutistas.

Para isso, o rei precisou criar metas de enriquecimento, visto que, um Estado rico era aquele que obtivesse um império repleto de metais preciosos, terras, especiarias e escravos. O metalismo se colocava como a busca de metais preciosos cujo objetivo era a aquisição de ouro e prata. Com as minas de ouro e prata esgotadas, os europeus investiram nas expansões marítimas, ou seja, aventura em alto mar e viagens de caravela, que buscavam novas rotas comerciais pelo oceano Atlântico: o “mar tenebroso” até chegar ao Oriente.

As especiarias orientais fizeram da Índia (Calicute) o porto onde os portugueses buscavam condimentos, temperos e metais preciosos. Tudo que era trazido pelas naus européias, que pertenciam ao rei. Era ele quem possuía o monopólio do comercio, das rotas comerciais das Índias Orientais.

O rei financiava a burguesia nas expedições e cobrava impostos e taxas pelo comércio de mercadorias sobre tudo que era trazido e produzido. A balança comercial do Estado deveria sempre estar favorável através do equilíbrio de importações e exportações. Para conseguir um Estado Nacional rico era importante proteger a burguesia nacional cobrando taxas alfandegárias dos produtos que viessem de fora. O protecionismo se caracterizava pelas tarifas impostas sob os produtos estrangeiros, buscando frear a competição no comercio nacional, visto que, neste território, a burguesia nacional, e não a internacional, deveria ser soberana.

O século XV deu inicio a Idade Moderna. As expansões marítimas ampliaram as relações comerciais e a perspectiva cartográfica do mundo. A descoberta de novos continentes pelos europeus como a América e a África, possibilitou o encontro com culturas tradicionais, tribais, povos indígenas e grandes reinos.

O colonialismo se caracterizou por um mecanismo de dominação e ocupação das terras recém descobertas, onde a assimilação cultural e o genocídio foram responsáveis pela morte de milhares indígenas no continente americano, já que o objetivo central dos europeus era o domínio das terras e dos metais preciosos.

No Estado Absolutista o rei acreditou que o prestígio social seria fundamental para afirmar o seu domínio sob a burguesia. O erro foi acreditar que a burguesia não alcançaria um território maior que o da própria nobreza, e para isso acontecer o mercantilismo foi o responsável pelo surgimento das primeiras noções de lucro capitalista.

MATERIAL DE APOIO PARTE II.

As Expansões Marítimas (XV/XVI)

“Navegar é preciso. Viver não é preciso” (Fernando Pessoa)

Mar Português (Fernando Pessoa)

Ô mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzamos, quantas mães choram,

Quantos filhos, em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram sem casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Vale a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu

Mas nele é que espelhou o céu.

O poema do poeta português Fernando Pessoa foi escrito no período das expansões marítimas portuguesas. A incerteza de cruzar um oceano nunca navegado estava associada a teorias que justificavam o horizonte como um abismo mortal, e crendices que mencionavam monstros nas águas profundas do Atlântico.

As viagens de caravelas trouxeram um toque de aventura e coragem para os navegadores que conseguissem atravessar o “mar tenebroso” e chegar até as Índias no oriente. O pioneirismo ibérico está associado a questões especificas. Espanha e Portugal foram os primeiros a formarem-se enquanto Estado Nacional, o que facilitou o investimento das expedições em busca de riquezas e especiarias. Além disso, geograficamente, a Península Ibérica encontra-se banhada pelo oceano Atlântico, o que facilitou o desenvolvimento de técnicas e estudos voltados para a navegação. Portugal possuía a Escola de Sagres onde navegadores aprendiam a mexer com a bússola, o astrolábio, com os mapas, conhecer os ventos entre outros requisitos importantes para se viajar em uma caravela.

Ao lançarem-se no oceano Atlântico, os portugueses escolheram o Périplo Africano, ou seja, o costeamento da África como caminho para chegar até as Índias. Desta maneira, os portugueses conseguiram ocupar toda a costa do continente, instalando feitorias como forma de demarcar as terras e firmar acordos comerciais baseados no escambo.

O pensamento medieval se baseava em uma ancora que puxava estes desbravadores para ideias teocentristas. No entanto, o navegador genovês Cristóvão Colombo, a comando da coroa espanhola, acreditava que a terra era redonda como uma laranja. Ele acreditava que se navegasse 750 léguas em linha reta chegaria às Índias. Para Colombo e os demais europeus, o mundo não se apresentava como hoje. A Europa se colocava como um continente central em relação apenas com o norte da África e com a Ásia. Com as expansões marítimas, o mundo se abriu em uma diversidade de aspectos culturais, religiões e organizações sociais. O espaço continental ampliou, e foram descobertos novos continentes como a América, a Oceania e toda a extensão da África.

Foi a esquadra de Colombo que em 1492 chegou à América Central acreditando que havia chegado às Índias. Outras ilhas nesta região foram descobertas e mapeadas por Colombo que, no entanto, morreu acreditando em uma mentira e teve seu mérito substituído pelo do navegador Américo Vespúcio, aquele que deu seu nome ao nosso continente: a América.

Nesta disputa pelas terras recém descobertas, Portugal e Espanha, como pioneiras, decidiram dividir o mundo até então conhecido por meio do Tratado de Tordesilhas assinado em 1494. De acordo com o tratado, a Espanha ficou com a parte ocidental que incluía os domínios no “Novo Mundo”. Na América Central a Espanha havia encontrado ouro, e com isso planeja uma estratégia de colonização. Portugal ficou com a parte oriental, onde os impérios criados na África nas Índias se colocavam como fundamentais para o enriquecimento do Estado Absolutista.

Em 1500, a esquadra portuguesa, a mando de Pedro Álvares Cabral, em um suposto desvio de rota, chega ao Brasil, em terras que se colocavam como parte do domínio português no Tratado de Tordesilhas. O encontro cultural entre europeus e indígenas provocou inúmeras guerras de resistências à ocupação estrangeira. Os indígenas não aceitavam a ambição européia, a imposição religiosa, e com isso resistiram, se isolaram, morreram e foram assimilados culturalmente.

Mas esta história continua em nossas aulas!

Exercícios de recuperação 7o Ano CPII/USCII.

1)Destaque do texto todas as palavras em negrito e escreva o seu significado.

2)Pontue a conquista do oceano Atlântico de acordo com os temas abaixo:

a) Objetivos comerciais:

b) Pioneirismo Ibérico:

3)“Valeu a pena. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. “Navegar é preciso. Viver não é preciso”. Interprete as frases de Fernando Pessoa destacando em sua resposta a importância do mar para as conquistas portuguesas.

4) Durante a Idade Moderna, europeus de vários países organizaram viagens ao longo do globo terrestre, processo que ficou conhecido como “Expansão Marítima e Comercial”. Sobre esse processo responda:

a)Cite alguma crença da época que espantava os navegadores, desestimulando-os de viajar pelos mares.

b)Cite uma tecnologia da época que estimulou e facilitou as viagens pelo oceano Atlântico: o chamado “mar tenebroso”.

c)Qual o interesse dos europeus em se chegar no Oriente ou nas Índias?

5)Utilizando o lápis de cor ou a canetinha colorida, desenhe no mapa as seguintes rotas marítimas:

· Périplo Africano.

· Trajeto de Bartolomeu Dias e o Cabo da Boa Esperança 1487.

· Viagem às Índias de Vasco da Gama 1488.

· Viagem de Pedro Álvares Cabral (Brasil e Índia) 1500.

· Viagem de Cristóvão Colombo às Ilhas Guanani 1492.

· Tratado de Tordesilhas 1494.

· Viagem de circunavegação de Fernão Magalhães 1518.

6)Sobre os caminhos dos europeus para se chegar nas Índias, marque a alternativa correta.

a) Os portugueses procuraram ir sempre por terra, mas sofreram dificuldades em virtude da intolerância dos povos africanos e asiáticos.

b) Os espanhóis procuraram viajar pelo mar, dando a volta no polo norte e, finalmente, chegando à Ásia.

c) Os portugueses chegaram na Oceania e ao descobrir esta terra, seguiram para o Oriente rumo às Índias.

d) Os espanhóis descobriram a América e, só então, procuraram um caminho para as Índias.

e) Os portugueses procuraram chegar as Índias circunavegando o continente Africano.

PARA NÃO ESQUECER!

7)Durante a crise do feudalismo e o processo de formação dos Estados Nacionais, surgiram em alguns países da Europa regimes políticos absolutistas. Cite dois aspectos ou características do absolutismo.

8)Explique as seguintes características renascentistas: humanismo, antropocentrismo, hedonismo, naturalismo e individualismo.

9)O Renascimento marcou uma nova maneira de ver o mundo, a natureza e o ser humano. Foi um amplo movimento de renovação das artes, literatura, pintura, escultura e filosofia. A nova mentalidade renascentista se diferenciava da mentalidade medieval, em diferentes aspectos. Sobre os contrastes entre a mentalidade renascentista e a mentalidade medieval, marque a alternativa INCORRETA

a) a mentalidade medieval era marcada pelas idéias religiosas, da Igreja Católica, buscando explicações do mundo na Bíblia, enquanto o pensamento renascentista buscava o entendimento do mundo com base na experiência e na observação.

b) a mentalidade medieval era marcada pela crença e pela fé, enquanto a mentalidade renascentista valorizava a razão e o raciocínio lógico.

c) Nos tempos medievais, as obras de arte mais importantes tratavam de temas religiosos, enquanto a arte renascentista, sem deixar de lado as temáticas ligadas à religião, valorizava o ser humano, pintando-o de maneira realista.

d) A mentalidade medieval era marcada pela liberdade de pensamento, sendo aberta a diferentes interpretações do mundo, enquanto o Renascimento valorizava o pensamento religioso, desde que fiel ao que diziam os papas.

e) Durante o renascimento, muitos artistas receberam apoio de mecenas, indivíduos que financiavam as artes.

10) Durante a Idade Moderna, surgiram Igrejas Protestantes. Sobre o Protestantismo e as causas para a Reforma Protestante, responda:

a)Explique o que era a “venda de indulgências” e a questão das “relíquias”.

b)Cite um fator diferente dos casos de corrupção existentes na Igreja católica, que motivou grupos sociais ou indivíduos a sair da Igreja Católica e se unir às Igrejas Protestantes.

c) Cite duas características que diferenciam a igreja protestante da igreja católica.

12)Explique qual foi a reação da Igreja Católica diante do Protestantismo.

13)Utilizando as palavras abaixo, escreva um parágrafo sobre a Conquista da América.

Ouro – 1492 – Hernán Cortez – Eldorado – genocídio – etnocentrismo - colonização

Bom Trabalho!

OBS: O MAPA É PARA SER UTILIZADO NA QUESTÃO No. 5.

Trabalhos 7o Ano CPII/USCII. Vida e Obra de Leonardo D´Vinci.

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Especial Shakespeare! Trabalho 7o Ano CPII/USCII. Romeu e Julieta Musical!

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Trabalho 7o Ano CPII/USCII T 710. Romeu e Julieta: o FILME!

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Trabalho 7o Ano CPII/USCII. Sonhos de uma Noite de Verão.

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Trabalho 7o Ano CPII/USCII. Aprenda sobre a Reforma Protestante.

Trabalho 7o Ano CPII/USCII. Medo e vitória nos mares.

7 de julho de 2011

Os povos Mesoamericanos

A Mesoamérica é local entendido pela região onde floresceu a alta cultura indígena do México central e meridional, e no território contíguo dos países da América Central como: Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Equador, Peru e Andes Centrais. Os olmecas precederam e influenciaram grandes civilizações como os maias, os astecas, e os incas. Estes constituíram uma civilização que desenvolveu uma espécie de proto-urbanismo em La Venta cujas cidades possuíam pirâmides feitas de barro dedicadas aos deuses. Estas sociedades possuíam uma economia de subsistência e não utilizavam nenhum outro animal além do cachorro para domesticação, além de não desenvolverem um uso prático de rodas ou metalurgia. Teotihucan, “a metrópole dos deuses”, constituiu-se no apogeu da civilização clássica do planalto central, e o centro do reino de diversos povos. Nestas cidades foram construídas grandes pirâmides como o Templo de Quetzacóal, e foram descobertos palácios, escolas, extensos bairros onde membros da comunidade tinham residências, centros administrativos e religiosos, avenidas, ruas pavimentadas e um sistema de drenagem planejado. A sociedade mesoamericana era dividida em hierarquias e posições vinculadas à divisão do trabalho. Existia um exército forte, uma agricultura extensiva e um comércio organizado que atingiam outras civilizações e localidades mais distantes. A língua falada era o nahuat. Os teotihuanos cultuavam diversos deuses relacionados à natureza: fogo, flores, água e etc, e eram politeístas. A primeira civilização clássica que atingiu o apogeu a partir dos olmecas foram os maias, que estabeleceram-se junto a outras civilizações na mesoamérica de 650 a 950 d.c. A explicação para a decadência dos maias zapateca, e teotihuacos relaciona-se: primeiro a um grande incêndio e secas sucessivas, e a segunda hipótese a destruição por forças externas, como uma luta política, religiosa responsável por deixar estas civilizações em ruínas. Após o declínio do império maia, a América Central passa a ser dominada pelos astecas, que se fixaram na ilha de Tenochtitlán em 1325. Até a construção do império, os astecas tiveram que passar por peregrinações, perseguições e guerras com outras sociedades indígenas. Em 1390 fundou-se a cidade de Tenochtitlán, mas até 1490 os reis que se seguiram de diferentes origens ainda sujeitavam os astecas ou mexicas ao domínio, apenas após a derrota destas lutas internas os mexicas puderam cumprir a profecia e estabelecer o domínio de terras e tributo da nobreza pipiltin. Entre os astecas existia divisão de classes e níveis de hierarquias relacionadas a posse de terra e ao Estado maior: o reino. Portanto, a sociedade divida-se em: rei, nobreza de terra, governantes administrativos, sacerdotes, comerciantes, plebeus. Os cargos administrativos mais importantes eram reservados para os pipiltins. Estes por sua vez, não pagavam tributos e podiam contratar tantos mayeques (trabalhadores) que desejassem para o cultivo de suas terras. Os filhos dos pipiltin freqüentavam escolas para preparar-se para os cargos mais altos da sociedade asteca. Liam textos nativos escritos em codex – desenhos e pinturas antigas; aprendiam hinos, poesias, histórias, doutrinas religiosas, astronomia, astrologia e maneiras de governar. Os astecas também possuíam grande entendimento de engenharia, constituíram diques, aquedutos e caminhos sobre os terrenos pantanosos que facilitaram o desenvolvimento da metrópole asteca. Além disso, construíram templos, urbanizaram a metrópole, estabeleceram longas rotas comerciais e um mercado local de produção manufaturada (artesanatos), e cultivavam uma extensa agricultura para subsistência. O ouro, a prata, cobre, estanho e chumbo eram metais conhecidos pelos mesoamericanos para produção de ferramentas, utensílios e armas. Segundo a religiosidade dos astecas o mundo nasceu de um processo de evolução onde os elementos da natureza foram construídos um após o outro, ou seja, primeiro a terra, depois o sol, os seres humanos, animais, etc. Para os astecas o tempo era cíclico, pois se ordenava de acordo com a natureza e os fenômenos naturais, sendo assim caracterizados como povos extremamente supersticiosos. Eles acreditavam terem previsto o fim dos tempos, e em troca da harmonia ofereciam aos deuses sacrifícios humanos para que a energia vital do sol pudesse ser mantida. As guerras internas consistiam em uma maneira de conseguir vítimas humanas para os sacrifícios e rituais aos deuses. Reconheciam que sua existência na terra era transitória, portanto aceitavam a morte com maior clareza. O auge do império de Tenochtitlán foi com o rei Montezuma I, contemporâneo da chegada de Henán Cortez, o conquistador espanhol da América responsável pelo genocídio deste grandioso império.

Hernán Cortez versus Montezuma. O genocídio como forma de conquista.

O conquistador Hernan Cortez desembarcou no México em 1513 sabendo da existência dos mexicas, de suas riquezas e da grandiosa metrópole comandada por Montezuma, o que levou conquistador a tirar vantagem do ódio entre as diferentes tribos totonacas, tlaxcalanos que haviam sido dominadas pelos astecas para servirem como escravos ou de sacrifico aos deuses, Desta maneira Cortez criou uma estratégia de guerra. Estando os espanhóis em menor número, o conquistador conseguiu aliados para a colonização da América Central utilizando os próprios indígenas, somando-se a está estratégia, os espanhóis contaram também com a superioridade bélica, ou seja, armas de fogo. Para os espanhóis, conquistar significava colonizar, assim como, assaltar, saquear, ocupar e explorar as terras e riquezas. Em termos práticos procuravam uma riqueza de fácil maleabilidade como: ouro e metais preciosos e escravos, pois poderiam carregar para os navios. Cortez planejou uma visita a Montezuma I com o objetivo de conquistar o reino, saquear as riquezas e transformar a América Central em domínio espanhol. A dominação mexica sobre outros povos exigia pesados tributos e constante utilização de vítimas para os sacrifícios cerimoniais aos deuses, Cortez então entraria como o libertador destas tribos subjugadas formando uma aliança com estes povos facilitando seu acesso a Montezuma. Diante da supertição e previsão dos astecas de um tempo cíclico, Montezuma recebeu Cortez acreditando que este seria um antigo tolteca de Quetzacoál que voltaria para restabelecer seus domínios sob Teochtitlán, recebendo o conquistador de maneira amistosa. Capturando Montezuma, Cortez iniciou um golpe devestador a civilização asteca, procurando dominar o território preservando a estrutura fiscal e administrativa que encontrara, mantendo Montezuma como marionete, substituindo sua autoridade pelo dos espanhóis. Em 1521 a metrópole de Teochtitlán encontrava-se em ruínas, sob o triunfo de doenças e da vitória espanhola. A varíola trazida por um escravo negro nos navios gerou uma epidemia responsável por devastar uma civilização inteira. Após a Conquista da América Central, o foco dos espanhõis passou a ser as civilizações andinas, ou seja, o império inca. A conquista dos Incas ocorreu em 1523 Pizarro chegara ao Panamá. O império com que Pizarro se defrontou era mais organizado do que os dos astecas. A sociedade organizava-se a partir de clãs e aldeias na região de Quito, submetidas ao controle central de Cuzco. Estes diferentes espaços se entrelaçavam por guarnições que mantinham uma rede de comunicações e um sistema rígido de controle. A sociedade era dividida em castas sob o domínio do rei. Pizarro usou o mesmo método de Cortez no México, procurando conquistar a simpatia do imperador inca Atahualpa. Em 1532 os espanhóis atacaram Atahualpa em seu palácio de Cajamara transferindo a administração inca para o domino espanhol, que levaram do tesouro real 1,5 milhões de pesos em ouro e prata. Diante da ambição européia, o rei foi assassinado e em função da distancia de Cuzco, os espanhóis fundaram uma nova capital em 1535: Lima, que se localizava junto a costa facilitando o acesso espanhol. Muitos índigenas em um esforço desesperado apelaram para a resistência guerreando contra os espanhóis, afim de reatar seus domínios e expulsa-los de suas terras, porém o poderia bélico espanhol sobrepunha as armas indígenas aumentando a repressão e abafando tais movimentos. Com tantas guerras, mesmo com a resistência indígenas estes grandes impérios sucumbiram ao domínio espanhol.