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14 de agosto de 2011

GREVE COLÉGIO PEDRO II: LUTA PELA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE!

Uma greve não se julga apenas pela paralisação. A greve é um instrumento histórico de luta e mobilização dos trabalhadores por direitos. Por isso, torna-se necessário analisarmos a decisão coletiva tomada pelo conjunto de professores e funcionários do Colégio Pedro II, apoiados pelo grêmio estudantil, que somaram 450 pessoas presentes na assembléia realizada quarta-feira (10/08), onde optaram pela greve em tempo indeterminado, que terá inicio nesta segunda-feira (15/08).

O movimento de mobilização justifica uma luta pelo reajuste do salário dos servidores de 14,77%, pela abertura de concurso para professores efetivos e contra a PL549 voltada pelo congelamento do salário dos servidores, que estão sem reajuste há cinco anos! Tais medidas emergenciais somam-se a um movimento das intuições federais de educação, que estão procurando pressionar o governo Dilma a não apenas investir, mas tornar a educação a pauta principal do governo.

A paralisação dos profissionais da educação não está voltada só por melhores condições de trabalho. Lutamos pela educação pública de qualidade, contra o sucateamento e privatização de nossas instituições! Se a educação é um direito e uma necessidade que não pode parar, o Blog Pensando Alto está integrado em atividades pedagógicas durante a greve, e junto aos alunos utilizaremos a tecnologia para nos comunicarmos.

Neste movimento de luta, solicitamos o apoio de pais, alunos e da sociedade a uma causa que não é só dos servidores. Pressionar o governo por melhores condições de trabalho e pela educação é uma luta de todos!

Segue abaixo o cronograma de atividade do sindicato durante a paralisação divulgado pelo SINDISCOPE - Sindicato de Servidores do Colégio Pedro II:

· 15 de agosto (2ª feira) – os servidores de cada unidade escolar poderão realizar atividade de greve (reunião para discussão da pauta de reivindicações);

· 16 de agosto (3ª feira) – os servidores de cada unidade escolar decidirão por realizar reuniões com os pais e alunos para esclarecimentos da greve. Ao final dessas reuniões poderão ocorrer atos públicos na porta de cada unidade onde as mesmas forem realizadas. As organizações dessas atividades serão a partir dos servidores das respectivas unidades, cabendo ao SINDSCOPE proporcionar toda infraestrutura para sua realização;

· 17 de agosto (4ª feira) – aula pública, na praça em frente à Unidade Centro, a partir das 13 horas;

· 18 de agosto (5ª feira) – assembléia de avaliação do movimento, às 09 horas, com o debate nesta assembléia sobre atividades ou excepcionalidades da greve, bem como os destaques à pauta de reivindicações apresentados na assembléia do dia 10 de agosto.

· Além da assembléia, estaremos participando de passeata no Centro (concentração na Candelária), a partir das 17 horas, acompanhando a jornada nacional de lutas.

· 20 de agosto (sábado) – plenária nacional do SINASEFE – Sindicato Nacional dos Servidores Federais, em Brasília;

· 24 de agosto (4ª feira) – marcha a Brasília, pela jornada nacional de lutas.

Acompanhe opiniões e o andamento da greve pelos sites:

Colégio Pedro II: www.cp2.g12.br

SINDISCOPE: http://sindscope1.wordpress.com

Blog dos Responsáveis do Colégio Pedro II:

http://apascp2.blogspot.com/2007/06/blog-post.html

MATERIAL DE APOIO PARA ALUNOS DE RECUPERAÇÃO CPII/USCII 7o Ano.

Mercantilismo: as primeiras relações de mercado na Europa Absolutista (XV/XVI)

Com o rei como chefe político do Estado, começava a aparecer na Europa as monarquias absolutistas. O monarca se caracterizava por absoluto por atribuir à sua autoridade: o poder de um nobre, a importância de um chefe militar, o maior controle de terras e a popularidade. Os reis abriam espaço na sociedade para criar uma nova rede social para envolver a todas as classes sociais: nobre, clero, burgueses e camponeses.

A nobreza e o clero apoiaram o rei como forma de manter o prestigio social adquirido no feudalismo, como a arrecadação de impostos e dízimos, e o clero atribuía um número maior de fiéis.

Mas e a burguesia?

Enquanto uma nova classe da Idade Moderna, os burgueses ampliaram as relações comerciais por meio do apoio real. O rei procurando um controle maior dos ganhos produzidos pela burguesia decidiu criar leis que apoiassem o fortalecimento do comércio, buscando ampliar as riquezas do Estado.

O mercantilismo começava a aparecer na Europa como um sistema econômico com o objetivo de acumular riqueza para o Estado Nacional Absolutista. A idéia de acumulação mercantilista estava associada ao controle do monarca sob os ganhos do Estado, ou seja, a sociedade produz para o enriquecimento dos reis absolutistas.

Para isso, o rei precisou criar metas de enriquecimento, visto que, um Estado rico era aquele que obtivesse um império repleto de metais preciosos, terras, especiarias e escravos. O metalismo se colocava como a busca de metais preciosos cujo objetivo era a aquisição de ouro e prata. Com as minas de ouro e prata esgotadas, os europeus investiram nas expansões marítimas, ou seja, aventura em alto mar e viagens de caravela, que buscavam novas rotas comerciais pelo oceano Atlântico: o “mar tenebroso” até chegar ao Oriente.

As especiarias orientais fizeram da Índia (Calicute) o porto onde os portugueses buscavam condimentos, temperos e metais preciosos. Tudo que era trazido pelas naus européias, que pertenciam ao rei. Era ele quem possuía o monopólio do comercio, das rotas comerciais das Índias Orientais.

O rei financiava a burguesia nas expedições e cobrava impostos e taxas pelo comércio de mercadorias sobre tudo que era trazido e produzido. A balança comercial do Estado deveria sempre estar favorável através do equilíbrio de importações e exportações. Para conseguir um Estado Nacional rico era importante proteger a burguesia nacional cobrando taxas alfandegárias dos produtos que viessem de fora. O protecionismo se caracterizava pelas tarifas impostas sob os produtos estrangeiros, buscando frear a competição no comercio nacional, visto que, neste território, a burguesia nacional, e não a internacional, deveria ser soberana.

O século XV deu inicio a Idade Moderna. As expansões marítimas ampliaram as relações comerciais e a perspectiva cartográfica do mundo. A descoberta de novos continentes pelos europeus como a América e a África, possibilitou o encontro com culturas tradicionais, tribais, povos indígenas e grandes reinos.

O colonialismo se caracterizou por um mecanismo de dominação e ocupação das terras recém descobertas, onde a assimilação cultural e o genocídio foram responsáveis pela morte de milhares indígenas no continente americano, já que o objetivo central dos europeus era o domínio das terras e dos metais preciosos.

No Estado Absolutista o rei acreditou que o prestígio social seria fundamental para afirmar o seu domínio sob a burguesia. O erro foi acreditar que a burguesia não alcançaria um território maior que o da própria nobreza, e para isso acontecer o mercantilismo foi o responsável pelo surgimento das primeiras noções de lucro capitalista.

MATERIAL DE APOIO PARTE II.

As Expansões Marítimas (XV/XVI)

“Navegar é preciso. Viver não é preciso” (Fernando Pessoa)

Mar Português (Fernando Pessoa)

Ô mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzamos, quantas mães choram,

Quantos filhos, em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram sem casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Vale a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu

Mas nele é que espelhou o céu.

O poema do poeta português Fernando Pessoa foi escrito no período das expansões marítimas portuguesas. A incerteza de cruzar um oceano nunca navegado estava associada a teorias que justificavam o horizonte como um abismo mortal, e crendices que mencionavam monstros nas águas profundas do Atlântico.

As viagens de caravelas trouxeram um toque de aventura e coragem para os navegadores que conseguissem atravessar o “mar tenebroso” e chegar até as Índias no oriente. O pioneirismo ibérico está associado a questões especificas. Espanha e Portugal foram os primeiros a formarem-se enquanto Estado Nacional, o que facilitou o investimento das expedições em busca de riquezas e especiarias. Além disso, geograficamente, a Península Ibérica encontra-se banhada pelo oceano Atlântico, o que facilitou o desenvolvimento de técnicas e estudos voltados para a navegação. Portugal possuía a Escola de Sagres onde navegadores aprendiam a mexer com a bússola, o astrolábio, com os mapas, conhecer os ventos entre outros requisitos importantes para se viajar em uma caravela.

Ao lançarem-se no oceano Atlântico, os portugueses escolheram o Périplo Africano, ou seja, o costeamento da África como caminho para chegar até as Índias. Desta maneira, os portugueses conseguiram ocupar toda a costa do continente, instalando feitorias como forma de demarcar as terras e firmar acordos comerciais baseados no escambo.

O pensamento medieval se baseava em uma ancora que puxava estes desbravadores para ideias teocentristas. No entanto, o navegador genovês Cristóvão Colombo, a comando da coroa espanhola, acreditava que a terra era redonda como uma laranja. Ele acreditava que se navegasse 750 léguas em linha reta chegaria às Índias. Para Colombo e os demais europeus, o mundo não se apresentava como hoje. A Europa se colocava como um continente central em relação apenas com o norte da África e com a Ásia. Com as expansões marítimas, o mundo se abriu em uma diversidade de aspectos culturais, religiões e organizações sociais. O espaço continental ampliou, e foram descobertos novos continentes como a América, a Oceania e toda a extensão da África.

Foi a esquadra de Colombo que em 1492 chegou à América Central acreditando que havia chegado às Índias. Outras ilhas nesta região foram descobertas e mapeadas por Colombo que, no entanto, morreu acreditando em uma mentira e teve seu mérito substituído pelo do navegador Américo Vespúcio, aquele que deu seu nome ao nosso continente: a América.

Nesta disputa pelas terras recém descobertas, Portugal e Espanha, como pioneiras, decidiram dividir o mundo até então conhecido por meio do Tratado de Tordesilhas assinado em 1494. De acordo com o tratado, a Espanha ficou com a parte ocidental que incluía os domínios no “Novo Mundo”. Na América Central a Espanha havia encontrado ouro, e com isso planeja uma estratégia de colonização. Portugal ficou com a parte oriental, onde os impérios criados na África nas Índias se colocavam como fundamentais para o enriquecimento do Estado Absolutista.

Em 1500, a esquadra portuguesa, a mando de Pedro Álvares Cabral, em um suposto desvio de rota, chega ao Brasil, em terras que se colocavam como parte do domínio português no Tratado de Tordesilhas. O encontro cultural entre europeus e indígenas provocou inúmeras guerras de resistências à ocupação estrangeira. Os indígenas não aceitavam a ambição européia, a imposição religiosa, e com isso resistiram, se isolaram, morreram e foram assimilados culturalmente.

Mas esta história continua em nossas aulas!

Exercícios de recuperação 7o Ano CPII/USCII.

1)Destaque do texto todas as palavras em negrito e escreva o seu significado.

2)Pontue a conquista do oceano Atlântico de acordo com os temas abaixo:

a) Objetivos comerciais:

b) Pioneirismo Ibérico:

3)“Valeu a pena. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. “Navegar é preciso. Viver não é preciso”. Interprete as frases de Fernando Pessoa destacando em sua resposta a importância do mar para as conquistas portuguesas.

4) Durante a Idade Moderna, europeus de vários países organizaram viagens ao longo do globo terrestre, processo que ficou conhecido como “Expansão Marítima e Comercial”. Sobre esse processo responda:

a)Cite alguma crença da época que espantava os navegadores, desestimulando-os de viajar pelos mares.

b)Cite uma tecnologia da época que estimulou e facilitou as viagens pelo oceano Atlântico: o chamado “mar tenebroso”.

c)Qual o interesse dos europeus em se chegar no Oriente ou nas Índias?

5)Utilizando o lápis de cor ou a canetinha colorida, desenhe no mapa as seguintes rotas marítimas:

· Périplo Africano.

· Trajeto de Bartolomeu Dias e o Cabo da Boa Esperança 1487.

· Viagem às Índias de Vasco da Gama 1488.

· Viagem de Pedro Álvares Cabral (Brasil e Índia) 1500.

· Viagem de Cristóvão Colombo às Ilhas Guanani 1492.

· Tratado de Tordesilhas 1494.

· Viagem de circunavegação de Fernão Magalhães 1518.

6)Sobre os caminhos dos europeus para se chegar nas Índias, marque a alternativa correta.

a) Os portugueses procuraram ir sempre por terra, mas sofreram dificuldades em virtude da intolerância dos povos africanos e asiáticos.

b) Os espanhóis procuraram viajar pelo mar, dando a volta no polo norte e, finalmente, chegando à Ásia.

c) Os portugueses chegaram na Oceania e ao descobrir esta terra, seguiram para o Oriente rumo às Índias.

d) Os espanhóis descobriram a América e, só então, procuraram um caminho para as Índias.

e) Os portugueses procuraram chegar as Índias circunavegando o continente Africano.

PARA NÃO ESQUECER!

7)Durante a crise do feudalismo e o processo de formação dos Estados Nacionais, surgiram em alguns países da Europa regimes políticos absolutistas. Cite dois aspectos ou características do absolutismo.

8)Explique as seguintes características renascentistas: humanismo, antropocentrismo, hedonismo, naturalismo e individualismo.

9)O Renascimento marcou uma nova maneira de ver o mundo, a natureza e o ser humano. Foi um amplo movimento de renovação das artes, literatura, pintura, escultura e filosofia. A nova mentalidade renascentista se diferenciava da mentalidade medieval, em diferentes aspectos. Sobre os contrastes entre a mentalidade renascentista e a mentalidade medieval, marque a alternativa INCORRETA

a) a mentalidade medieval era marcada pelas idéias religiosas, da Igreja Católica, buscando explicações do mundo na Bíblia, enquanto o pensamento renascentista buscava o entendimento do mundo com base na experiência e na observação.

b) a mentalidade medieval era marcada pela crença e pela fé, enquanto a mentalidade renascentista valorizava a razão e o raciocínio lógico.

c) Nos tempos medievais, as obras de arte mais importantes tratavam de temas religiosos, enquanto a arte renascentista, sem deixar de lado as temáticas ligadas à religião, valorizava o ser humano, pintando-o de maneira realista.

d) A mentalidade medieval era marcada pela liberdade de pensamento, sendo aberta a diferentes interpretações do mundo, enquanto o Renascimento valorizava o pensamento religioso, desde que fiel ao que diziam os papas.

e) Durante o renascimento, muitos artistas receberam apoio de mecenas, indivíduos que financiavam as artes.

10) Durante a Idade Moderna, surgiram Igrejas Protestantes. Sobre o Protestantismo e as causas para a Reforma Protestante, responda:

a)Explique o que era a “venda de indulgências” e a questão das “relíquias”.

b)Cite um fator diferente dos casos de corrupção existentes na Igreja católica, que motivou grupos sociais ou indivíduos a sair da Igreja Católica e se unir às Igrejas Protestantes.

c) Cite duas características que diferenciam a igreja protestante da igreja católica.

12)Explique qual foi a reação da Igreja Católica diante do Protestantismo.

13)Utilizando as palavras abaixo, escreva um parágrafo sobre a Conquista da América.

Ouro – 1492 – Hernán Cortez – Eldorado – genocídio – etnocentrismo - colonização

Bom Trabalho!

OBS: O MAPA É PARA SER UTILIZADO NA QUESTÃO No. 5.

Trabalhos 7o Ano CPII/USCII. Vida e Obra de Leonardo D´Vinci.

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Especial Shakespeare! Trabalho 7o Ano CPII/USCII. Romeu e Julieta Musical!

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Trabalho 7o Ano CPII/USCII T 710. Romeu e Julieta: o FILME!

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Trabalho 7o Ano CPII/USCII. Sonhos de uma Noite de Verão.

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Trabalho 7o Ano CPII/USCII. Aprenda sobre a Reforma Protestante.

Trabalho 7o Ano CPII/USCII. Medo e vitória nos mares.