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21 de setembro de 2011

Precisamos do seu apoio! Vídeo dos alunos do CPII em apoio a greve das instituições federais de ensino. Todos pela educação!

A greve do Colégio Pedro II continua. Um movimento legítimo pela educação que precisa do seu apoio! Leia o depoimento da mãe de um de nossos alunos.

Meu filho, aos nove anos de idade, com muita dedicação, participou do concurso para ingresso no Colégio Pedro II e obteve êxito, conseguindo a sua tão sonhada vaga. Transbordando de orgulho, me senti tranquila quanto ao seu futuro, afinal de contas estamos falando de uma instituição de ensino com 174 anos, tendo formado cidadãos como Machado de Assis, Manuel Bandeira, Mario lago, entre outros notáveis.

Leso engano, os professores do Colégio Pedro II permanecem em greve há quase um mês, reivindicando melhores condições de trabalho, sem qualquer indicação de interesse do Governo em resolver o problema, afinal de contas greve de professor não gera prejuízo financeiro aos cofres públicos e os filhos de nossos governantes estudam em escolas particulares.

Desde o início da greve, no país do futebol, vi a greve dos trabalhadores que reformam o Maracanã durar 5 dias, pois o Poder Público prontamente resolveu o problema. No país da corrupção, vi integrante da família Roriz ser absolvida de um crime lastimável, pois maus políticos resolveram o problema. No país dos “espertos”, vi liminar que impedia supersalários do Governo ser derrubada, resolvendo o problema de poucos interessados. No país do “puxadinho”, vi maquinista de bondinho sucateado ser apontado como responsável pela morte e ferimento de dezenas de pessoas, resolvendo o problema do descaso do Poder Público.

No país da desigualdade, vi com indignação, que o problema do ensino ninguém resolve. Acredito ser a educação o meio eficaz para a igualdade, dando oportunidades para ricos e pobres, “só a educação liberta”, já dizia Epicteto há mais de 1.960 anos.

No entanto, nossos governantes não demonstram interesse em ter uma nação bem instruída, um povo consciente capaz de escolher bem seus representantes e lutar por um país melhor, livre da corrupção. Jovens e o futuro do nosso Estado estão sendo prejudicados. Um problema sem solução ou inércia proposital dos governantes?

De uma mãe desesperada e uma cidadã indignada,

Lilian Reis

8 de setembro de 2011

Escola Beit Mencahem Vídeo sobre os Persas! Imperdível!

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Escola Beit Menachem apresenta: especial História dos Hebreus com as Meninas do 6o Ano

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Escola Beit Menachem apresenta: especial História dos Hebreus com os Meninos do 6o Ano

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Os diferentes tipos de colonização da América

Com as expansões marítimas, os europeus partiram em busca da construção de impérios coloniais. A idéia de expandir domínios além da Europa estava relacionada com a acumulação de capitais, principalmente de ouro e prata, o que poderia ocorrer por meio do comércio de especiarias ou através da conquista de novas terras repletas de metais preciosos.

Em 1492 a Espanha, junto à esquadra de Colombo, chega a América Central. A organização indígena existente no México vivia do comércio do excedente de produção, era urbanizada e possuía o domínio de metais preciosos. A Conquista da América chefiada por Hernán Cortez dizimou os astecas objetivando o “Eldourado”, ou seja, toda a reserva de metais preciosos.

Com os portugueses a história tomou um curso diferente. A chegada ao Brasil e o encontro com populações indígenas tribais caracterizou o litoral brasileiro como uma rota de abastecimento e pouso antes de seguir para o comércio de especiarias com as Índias. De 1500 a 1530 os portugueses ocuparam o litoral com feitorias – armazéns; e através do escambo trocavam com os indígenas quinquilharias por produtos exóticos. O ganho vinha da extração de pau-brasil, visto que a planta servia como corante vermelho para tingir tecidos, e por isso muito apreciado pelos europeus.

Os ingleses, por sua vez, tinham outros objetivos coloniais. A Inglaterra investia nos corsários – piratas contratados pelo Estado; e na produção de manufaturas, pois a colonização não era a prioridade inglesa. Com a Reforma Religiosa ocorrida no século XVI, protestantes foram perseguidos por católicos e uma guerra civil foi iniciada em Londres. Além disso, os camponeses estavam sendo despejados de suas terras em função objetivos industriais ingleses. Os protestantes perseguidos e camponeses expropriados seguiram para as colônias inglesas na América do Norte desenvolvendo treze colônias que se dividiram em modelos coloniais distintos, caracterizados como: povoamento e exploração.

Os objetivos econômicos relacionados à utilização da terra como fonte de riquezas, determinou tipos coloniais diferentes definidos como povoamento e exploração. A colônia de povoamento esta desassociada ao pacto colonial – monopólio real; o que implica em maior autonomia das colônias. Neste sistema colonial a terra é dividida em pequenas propriedades, o trabalho é livre e a economia é voltada para o mercado interno. As treze colônias inglesas da América do Norte desenvolveram este modelo colonial.

O modelo de exploração caracterizou-se de forma diferente. Em função do pacto colonial, a exportação das riquezas era uma exigência para o enriquecimento da metrópole, e por isso, a colônia não possuía autonomia para desenvolver-se. As terras eram divididas em grandes propriedades – latifúndios, o trabalho era escravo e a produção monocultora. O Brasil, a América espanhola e parte das Treze Colônias inglesas desenvolveram este modelo, criando diferentes formas de povoamento e produção.

Nas colônias portuguesas, a partir de 1530, os portugueses efetivaram a colonização devido ao declínio do comércio de especiarias nas Índias, e também devido à ameaça de invasões estrangeiras ao litoral brasileiro. As capitanias hereditárias foram criadas como forma de dividir a terra, proteger, produzir e ocupar. O donatário recebia a terra do rei e com recursos próprios deveria plantar o açúcar e implantar os engenhos, que na época custavam caro em função da tecnologia.

Poucas capitanias prosperaram, pois muitas não conseguiam recursos e sofriam com os ataques e resistência dos indígenas. As que prosperaram chefiadas por Martin Afonso – São Vicente, Duarte Coelho - Pernambuco, desenvolveram um sistema de administração conhecido como sesmarias, onde o donatário doava terras aos sesmeiros para que estes ocupassem e produzissem.

500 ANOS O BRASIL - UM NOVO MUNDO NA TV - TERRA CHEIA DE GRAÇA - EP. 04

Novo Telecurso - A Colonização no Brasil (Parte I)

Novo Telecurso - A Colonização no Brasil (Parte II)