Participe do Blog Pensando Alto!

25 de abril de 2013

A Pré-História: vídeo e textos dos alunos do 6o. Ano do Colégio Internacional Signorelli.

VIDEO DO TRABALHO SOBRE PRÉ-HISTÓRIA:

  video


A EVOLUÇÃO HUMANA: TEXTOS ESCRITOS A PARTIR DO DOCUMENTÁRIO DA DISCOVERY “VIVENDO ENTRE AS FERAS”.



NOSSOS ANCESTRAIS.

Imagem do homem no período Paleolítico, que demonstra a descoberta da pedra lascada.

O homem vem evoluindo desde a Pré–História. Agora irei citar os nossos ancestrais:
Aproximadamente, há cerca de 3 ou 4 milhões de anos surgiu o nosso primeiro ancestral o Australopithecus.
Há cerca de 2,5 milhões de anos surgiu o Homo Ergaster que vivia em pequenos grupos. Entre suas características físicas, o Homo Ergaster era bastante peludo e seus dentes afiados para cortar a carne crua. Dizem que ele foi o primeiro a mexer com instrumentos de pedra lascada.
Depois surgiu há cerca de 1,6 milhões de anos o Homo Erectus. Eles eram nômades e já dominavam o fogo, e então começaram a comer alimentos cozidos. O Homo Erectus possuía o cérebro mais desenvolvido do que os Australopithecus.
Há cerca de 300 mil anos surgiu o Homo Neanderthal ou “Homem das Cavernas”. Esses seres caçavam em grupo com lanças. Quando a presa era um grande animal, eles precisavam da ajuda de todos os seus companheiros.
Finalmente, há cerca de 100 mil anos, teriam surgido os primeiros seres da nossa espécie, o Homo Sapiens, com um cérebro mais desenvolvido que o das espécies consideradas ancestrais. Esses seres caçavam com arco e flecha. Desenvolveram as mais antigas manifestações artísticas chamadas pinturas rupestres que retratavam o cotidiano do homem pré-histórico. Como observamos no texto, o ser humano evoluiu bastante, e assim surge uma pergunta: como será que nós estaremos no futuro?

Texto escrito pela aluna Isabela Dalcanale Cavalcanti. Turma: 601 Colégio: Signorelli.


HÁBITOS E COSTUMES DOS HOMENS PRÉ-HISTÓRIOS.

Cena do filme a Guerra do Fogo. A imagem apresenta do homem fazendo o fogo e a diversidade de espécies humanas.
Os primeiros hominídeos se chamavam Australopithecus. Sua estrutura física era formada de dentes afiados, mandíbulas avantajadas, e muitos pelos no corpo, porque eles não usavam roupas. Eles eram nômades, ou seja, não tinham moradia fixa, e por não desenvolverem armas, comiam os restos da caça dos grandes predadores e viviam em pequenos grupos. A ferramenta que o ajudava na caça eram as pedras. Podemos dizer que o conhecimento da pedra lascada o ajudou á evoluir. Neste período, só o mais adaptado sobrevive.
O Homo Erectus já usava fogo. Eles usavam os raios das tempestades para fazer o fogo, utilizavam roupas é andavam em grandes grupos, e já caçavam. O caçador mais experiente era o líder. O Homo Erectus não sabia manter o fogo aceso em locais úmidos. A medicina também era conhecida por eles e era feita com o uso das plantas. O conhecimento das plantas auxiliou o Homo Erectus no domínio do fogo e a utilização do mesmo para caça. Com uma seiva natural ele conseguia manter o fogo aceso, e com o tempo conseguiu fazer o fogo e cozinhar os alimentos, aquecer-se do frio e espantar os grandes predadores.
Homem de Neanderthal já usava roupas de pele de animais e lanças. A alimentação era reforçada para agüentar o frio. Eles moravam em cavernas e também já sabiam enterrar os mortos. O Neanderthal aprendeu a fazer roupas de pele de animais para suportar o tempo glacial, e já tinham uma linguagem básica. A estrutura física forte, e o nariz mais largo facilitaram a respiração e sobrevivência em baixas temperaturas. Eles também sabiam fazer o fogo, eram nômades.
O Homo Sapiens era o maior caçador e fazia pinturas rupestres nas cavernas. Ele era mais inteligente e conseguiu se adaptar ao meio e sobreviver dando origem a nossa espécie.

Texto escrito por Raphael Campos. Turma 601 Colégio: Signorelli.


A EVOLUÇÃO HUMANA EM SLIDES:
(Trabalho das alunas Isabela, Andréa e Luana)





NOTÍCIA CURIOSA:

PRÉ-HISTÓRIA:
 
Neandertais podem ter sido os primeiros artistas rupestres. Arqueólogos encontraram pinturas com mais de 40.000 anos de idade em caverna no Norte da Espanha, possivelmente feitas por neandertais.

Uma das figuras na caverna de El Castillo data de mais de 40.800 anos atrás, o que faz dela a arte rupestre mais antiga da Europa, segundo a equipe de pesquisadores (Pedro Saura/AFP)
Um estudo publicado nesta sexta-feira, na revista Science, traz informações sobre as pinturas rupestres mais antigas já identificadas, feitas há mais de 40.000 anos, possivelmente por  neandertais, parentes próximos do homem moderno.
A pesquisa foi feita com 50 pinturas em 11 cavernas no Norte da Espanha. Até o momento, as pinturas encontradas na caverna de Chauvet, no Sul da França, eram as mais antigas: um estudo publicado no início de maio indica que elas foram feitas entre 28.000 e 40.000 anos atrás.


 Uma das figuras na caverna de El Castillo data de mais de 40.800 anos atrás, o que faz dela a arte rupestre mais antiga da Europa, segundo a equipe de pesquisadores (Pedro Saura/AFP).
A Homo neanderthalensis é uma espécie extinta do gênero Homo, o mesmo dos humanos modernos, que viveu na Europa e em partes da Ásia entre 130.000 e 40.000 anos atrás. Os neandertais, que coexistiram com os Homo sapiens, receberam este nome porque a primeira ossada do homem pré-histórico foi encontrada em uma caverna no Vale de Neander, na Alemanha, em 1856. "Tal" significa "vale" em alemão.
O Homo sapiens, espécie do homem moderno, surgiu na África há mais de 300 mil anos e começou a se expandir para a Europa há aproximadamente 40 mil anos.
Uma das figuras na caverna de El Castillo data de pelo menos 40.800 anos atrás, o que faz dela a arte rupestre mais antiga da Europa, segundo a equipe de pesquisadores. As imagens analisadas incluem discos vermelhos e o contorno de uma mão.
Ainda não é possível afirmar a autoria das pinturas, mas a possibilidade de que tenham sido feitas por neandertais anima os pesquisadores.
De acordo com os especialistas, já se sabia que eles também exercitavam o pensamento abstrato e faziam uso de símbolos.  Eles enterravam os mortos, usavam objetos de adorno pessoal, pintavam os corpos com tintas minerais, usavam utensílios de osso e marfim com marcas decorativas abstratas e desenvolveram uma sofisticada tecnologia do fogo. "Assim, não é surpreendente que o neandertal seja o primeiro pintor rupestre da Europa", afirmou o coautor do estudo, o arqueólogo português João Zilhão, pesquisador da Universidade de Barcelona.
Enquanto ainda não se comprova se as descobertas na Espanha são realmente obra dos neandertais, outras possibilidades são estudadas, como a hipótese de que elas teriam sido realizadas com a chegada do homem moderno à Europa, cuja evidência mais antiga data de 41.500 anos atrás. O neandertal desapareceu da Terra por volta de 40.000 anos atrás.




17 de abril de 2013

OS REGIMES TOTALITARISTAS NA EUROPA. (1919/1933)


Censura, repressão, partido único, fechamento político, militarismo e nacionalismo são caracteristicas dos regimes totalitários.

DEFINIÇÃO:
Os fascismos consistiram em regimes totalitários e nacionalistas, que tiveram por objetivos o fechamento político como uma alternativa ao socialismo e ao liberalismo econômico.
Chamamos de fascismo os regimes nazista, ocorrido na Alemanha (que tinha Hitler como líder); o fascista ocorrido na Itália (cuja liderança era exercida por Bendito Mussolini) e também em Portugal o salazarismo (com o líder Antonio Oliveira Salazar), e na Espanha o franquismo ( com o líder Francisco Franco por Guerra Civil Espanhola).


À esquerda  Bendito Mussolini líder do regime fascista na Itália ao lado de Adolf Hitler idealizador do nazismo na Alemanha.

CARACTERÍSTICAS DOS FASCISMOS: GOVERNOS TOTALITARISTAS:

Totalitarismo: Todo o poder é concentrado nas mãos do Estado. O partido que comanda é único, também controlado pelo Estado, que representa a força maior da nação.
Nacionalismo: A nação representa a prioridade da sociedade. Tudo deve ser feito em prol do crescimento e desenvolvimento da nação, já que nação e sociedade são a mesma coisa.
Coletivismo: Todos trabalham juntos para a construção do país.
Militarismo: A guerra e a expansão salvam, regeneram e criam a prosperidade.
Anticomunismo: Não aceitavam o comunismo como regime político.
Antiliberalismo: Culpavam o liberalismo pela crise e quebra econômica.
Autoritarismo: Fechamento político sob o controle do Fuhër ou Duce. Sua decisão era indiscutível e inquestionável.
Repressão e Censura
Propaganda como forma de realização do culto ao líder.
Expansionismo territorial

As características listadas acima constituem em semelhanças políticas entre nazismo e fascismo. É importante perceber que o nazismo incorpora o antissemitismo como ideologia fundamental para purificação da raça alemã ariana. A questão racial para Alemanha foi fundamental para a distribuição de bens privados dos judeus para o Estado, assim como a perseguição e extermínio destas culturas nos campos de concentração durante a 2ª Guerra Mundial (1939/1945).

PERÍDO ENTRE GUERRAS E A EMERGÊNCIA DO TOTALITARISMO NA EUROPA:

Após a 1ª Guerra Mundial a Europa sai arrasada com guerra, o déficit populacional, a fome, a crise econômica e política apontam para o esgotamento do Estado liberal, sobretudo da Democracia Liberal. Esta realidade se chocou com a emergência a da influencia do socialismo após a Revolução Russa de 1917, em meio a instabilidade política e econômica, a centralização do Estado passa a ser uma alternativa para a manutenção do capitalismo e da burguesia no poder.
A Crise de 1929 será outro fator somado a crise econômica européia que contribuirá para ruína do Estado Liberal e emergência dos totalitarismos na Europa.
Com o fim da 1ª Guerra Mundial o EUA emerge como potencia hegemônica mundial. O crescimento industrial ocorrido durante a guerra, sobretudo com a indústria de alimentos e a indústria bélica, determinará um apoio aos parceiros econômicos que compunham a Tríplice Entente, que durante a guerra ameaçavam os negócios americanos após as sucessivas perdas para o exército alemão. Ao entrar na guerra, os EUA mantém a produção e modificam os rumos do conflito garantindo a vitória da Entente, consolidando mundialmente seu poder econômico e militar. No entanto, esta situação passa a se modificar após a crise econômica européia durante o pós-guerra. Diante da necessidade de uma reestruturação econômica, a Europa passa a reduzir as importações e as relações comerciais com os EUA, o que determinou a Crise de 1929.
Em 1929, fazendas e fábricas, sem condições de sobreviver face ao restrito mercado consumidor, foram à falência, ampliando o número de desempregados. Bancos credores perderam os capitais investidos no processo produtivo e também faliram. A situação da crise conduziu à quebra da bolsa de valores de Nova York em outubro de 1929, conhecido como o Crack da Bolsa em 1929, onde o gigante econômico anunciou a falência em níveis nacionais e mundiais..
A crise se tornou mundial porque as filiais de bancos e indústrias americanas quebraram em diversos pontos do globo e a instabilidade levou os governos a se precaverem adotando uma postura protecionista nos anos 1930, através da elevação das taxas alfandegárias e contenção dos gastos com importações.
A redução do comércio internacional foi uma das características do período da Grande Depressão do mundo capitalista na década de 1930. Essa situação também atingiu as nações periféricas, dependentes da importação de produtos primários das grandes potências, como o Brasil, que passaram pelo período de substituição das importações, uma política de incentivo a industrialização de bens de consumo frente à crise capitalista mundial.
Diferente de muitos países europeus como Itália, Alemanha, Portugal e Espanha, que optaram pela centralização do Estado junto a implementação de governos totalitários que estimularam o nacionalismo, a industrialização pesada, o nacionalismo e o expansionismo territorial; os EUA optaram por um plano de reestruturação política e social baseada na intervenção do Estado conhecido como New Deal criado em 1933 pelo presidente Franklin Roosevelt. Este plano político deu origem ao Estado de Bem Estar Social conhecido como Estado keynesiano, que em uma tese simples e com o objetivo de manter o capitalismo determinou que o Estado passasse a gerir os bens básicos da sociedade como saúde, educação, seguridade social, assistência social, assegurando os direitos sociais básicos ao trabalhador. Sob a ação e intervenção social do Estado, o keneysianismo se consagrou como uma política eficaz para o funcionalismo do capitalismo, para inibição de greves e da ação de sindicatos, e também da influência do socialismo no país.

Jornal londrino noticia a queda da bolsa em New York em 1929.


O FASCISMO NA ITÁLIA:

Bandeira que representa o regime fascista na Itália.

O fascismo na Itália ascendeu como regime político em 1921 sob o comando de Mussolini. O partido fascista italiano conhecido como a milícia dos Camisas Negras, venceu as eleições atacando os comunistas e o regime socialista, conseguindo assim o apoio da burguesia e das classes médias.
Na Itália, além da ameaça comunista, os estragos sofridos na 1ª Grande Guerra, assim como as crises políticas e econômicas com a inflação, o desemprego e a paralisação de diversos setores produtivos, acabaram por determinar a opção por um regime revolucionário fascista. Neste quadro de instabilidade política é fundado em 1919 o Partido fascista por Mussolini. As elites passaram a apoiar as ações dos fascistas elegendo-os como maior número no parlamento em 1921.
Apoiado pelo parlamento, Mussolini organiza a tomada de poder e a destituição do rei Vitor Emanuel III. Em 1922 os fascistas marcham por Roma rumo ao gabinete governamental onde Mussolini toma o poder e assume o cargo de primeiro ministro.


 Discurso de Mussolini em Turin


Com as eleições de 1924, as fraudes para manter os fascistas no poder determinaram denuncias de corrupção pelo comunista Matteoti, que acaba assassinado. A violência e a perseguição à oposição inauguravam o regime fascista na Itália. Em 1925 Mussolini se declarou Duce, ou seja governante supremo e chefe do Estado. Estava concretizado o Estado totalitário fascista, criando a censura, o fechamento político, o partido único e a repressão.
Em 1929 Mussolini assinou o Tratado de Latrão, conciliando o Estado e a Igreja. O papa Pio XI assinou o tratado e passou então a reconhecer o Estado fascista e o governo de Mussolini, e o catolicismo passou a ser transformado em religião oficial. Foi também criado o Estado do Vaticano, que determinou o primeiro estado teocrático-monárquico, onde o papa era rei e chefe religioso. Com o apoio da sociedade e da Igreja, os fascistas ganhavam popularidade e poder.
A propaganda e os discursos em massa, associado as proibições de greves e manifestações, a grande produção de armamentos para a militarização do país determinaram a expansão do regime fascista através da invasão a Etiópia na África, assim como a união a Alemanha e ao Japão na 2ª Guerra mundial.

O NAZISMO NA ALEMANHA. HITLER: O FUHËR E O ESTADO ALEMÃO

Militarismo, nacionalismo, disicplina, ideia de purificação racial e culto ao líder foram ações indispensáveis para construção do nazismo alemão

Após a 1ª Guerra Mundial a desestruturação política e econômica da Alemanha, associada a crises internas de instabilidades econômicas e medo da expansão comunista determinou a reformulação do Estado.
Na Alemanha a perda da guerra e as humilhações sofridas no Tratado Versalhes em 1918, determinaram o acordo de paz que custou a Alemanha penalizações severas, como: a devolução da Alsácia-Lorena à França e o acesso da Polônia ao mar, a perda das colônias, e também da artilharia, aviação e construção naval, assim como, a redução do exercito alemão a cem mil homens, sem contar as indenizações num valor de trinta bilhões de dólares as potencias vitoriosas.
Em 1918 surgiu na alemã em oposição ao regime dos kaisers a República de Weimar (1918/1923) como solução as crescentes dificuldades em superar as designações do Tratado de Versalhes. A República de Weimar se caracterizou um sistema de governo parlamentarista democrático, onde o presidente da república nomeava um chanceler que seria responsável pelo poder executivo e o poder legislativo ficava a cargo do parlamento. Neste cenário a o governo alemão ficou nas mãos de democratas liberais, o que fez emergir o sentimento saudosista de uma Alemanha forte e poderosa dos tempos imperiais.
Em 1919 foi fundado em Munique o partido nazista alemão denominado como Partido Socialista dos Trabalhadores Alemães, inspirado no partido de Mussolini, que passou a ganhar adeptos através de suas propostas e também da criação de uma polícia denominada Seção de Assalto (SA) os camisas pardas.
Em 1923 trabalhadores iniciaram greves trabalhistas no vale de Ruhr, em oposição ao trabalho para os franceses. O governo alemão para apoiar os trabalhadores e não desrespeitar o acordo com a França emitiu um número elevado de moedas gerando uma inflação absurda no país. Neste mesmo ano, Hitler e o partido nazista tentam um golpe para assumir o poder – o Putsh de Munique, mas não obteve sucesso.
A crise de 1929 não teve muita repercussão na Alemanha, que sofria mais com a ameaça comunista e com a organização dos trabalhadores, que amedrontavam as elites dirigentes e a classe média.
Com a atuação das tropas da SA, Hitler em 1932 ganhou popularidade e foi convidado ao cargo de chanceler pelo presidente Hindenburg, assumindo assim o comando do Estado. Iniciou-se a partir de então, a perseguição aos grupos opositores e também à esquerda e comunistas contrários ao governo. Judeus, comunistas foram presos e levados para os campos de concentração.
Em 1933 foi proclamado do III Reich, o novo império de Hitler, que teve como força política a propaganda nacionalista, o fechamento político e o discurso em massa como idealizador de uma sociedade centralizada no poder do Estado, e direcionada ao crescimento de uma nação pura onde os não arianos deveriam ser afastados. Neste período, a perseguição aos judeus e outros grupos étnicos, assim como portadores de doenças físicas e homossexuais foi intensificada. Judeus sofreram humilhações e a guetificação, além de mortes e prisões.
 
Video de 1935 registra o discurso de Hitler a juventude alemã.


Hitler cria a SS – Seção de Segurança (Liderado por Himer), para dar apoio aos Camisas Pardas - SA. Estes correspondiam à polícia política, treinada, disciplinada e fiel ao Fuhër. A Gestapo – polícia secreta do Estado ficava responsável pela perseguição e cassação de possíveis subversivos ao regime.
A quebra do Tratado de Versalhes, o militarismo e armamentismo de uma sociedade recrutada a expansão territorial, consagraram-se como o estopim da 2ª Guerra Mundial.

LEMBRE-SE:

O antissemitismo não foi criado por Hitler. O preconceito contra os judeus, segundo alguns historiadores, é fruto de uma questão religiosa, onde os judeus ao defenderem a tese de povo escolhido por Deus e negarem o messias responsável por difundir o cristianismo, passaram a sofrer o antissemitismo difundido pela Igreja Católica a partir da criação do Império Bizantino. Outro fator foi a falta de uma pátria, de um lugar de origem, o que determinou a diáspora deste povo pelo mundo, o que também contribuiu para o antissemitismo. A diáspora contribuiu para que os judeus pudessem ter acesso a cargos elevados e também de obterem muitas riquezas em diversos países, devido a uma maleabilidade econômica e o aumento das relações comerciais, gerando riquezas em ouro, ou seja, moeda forte em qualquer país.
A opção por um Estado forte, tanto no nazismo como no fascismo, consistiu em uma maneira de apaziguar a luta de classes, determinando uma harmonia entre trabalho e capital – burguesia e operários. Evitando assim o comunismo e o liberalismo.
Por que na Itália o fascismo não adotou o discurso racial? A Itália se caracteriza por uma sociedade miscigenada, diferente da Alemanha.

As Revoluções Inglesas do Século XVII



Imagem da rainha Elizabeth I, símbolo do Absolutismo inglês.

 ANTECEDENTES:

Henrique VIII (1485-1509) inaugurou o inicio da dinastia Tudor introduzindo o Absolutismo e consolidando o Estado Nacional inglês. O rei mantinha relações diretas com o Parlamento e realizou a Reforma Protestante em seu reino, fundando o Anglicanismo como religião oficial da monarquia através do Ato de Supremacia em 1534.
O reinado da rainha Elizabeth I filha de Henrique VIII, consagrou o período áureo do absolutismo inglês, pois a Inglaterra desfrutava de grande prosperidade graças à política mercantilista. Durante o governo de Elizabeth I, foi iniciada a colonização da América do Norte na Virginia, juntamente com a política de pirataria (corsários), que consagrou o avanço naval inglês.
O comercio de lã e de manufaturas somados a colonização e a pirataria produziram uma burguesia rica e forte. A alta burguesia tinha acesso à corte, era ligada a nobreza, e recebiam da Coroa concessões mercantis que resultavam em lucrativos e poderosos monopólios.
O poder real também encontrava legitimidade ao lado dos proprietários de terras, pois estes eram beneficiados pela política de cercamento dos campos, que consistia na tomada e cercamento de parcelas de terras, onde se expulsavam os camponeses, substituindo a atividade agrícola pela criação de carneiro, ou pela monocultura do algodão para o abastecimento da indústria têxtil nascente. Os camponeses afetados pela política de cercamento dos campos constituíram uma grande massa de desempregados, que expulsos do campo direcionavam-se para as cidades em busca de emprego e melhores condições de vida.
Com o crescimento da burguesia e da industria, esta classe em ascensão crescente passou lutar contra o monopólio mercantilista exigindo a substituição do absolutismo por um regime liberal, do qual obtivesse maior participação política e pudesse criar leis que favorecessem o desenvolvimento do capitalismo industrial.

DIFERENÇAS RELIGIOSAS:

As diferenças religiosas correspondiam em termos gerais à divisão de classes da sociedade, que por sua vez desdobraram-se em interesses políticos distintos. Os anglicanos ocupavam as classes dominantes como a nobreza. O rei era o chefe da igreja e a hierarquia clerical era composta pela elite da nobreza e dos setores mais ligados ao monarca.
Os católicos eram provenientes da nobreza feudal e pelo clero. Estas classes defendiam o Absolutismo com receio de perder seus privilégios.
Os calvinistas, oriundos da burguesia, representavam a oposição ao Absolutismo, e dividiam – se me dois grupos: presbiterianos, liderados pela alta burguesia que defendiam a implantação da monarquia parlamentar; e os puritanos, liderados pela nova e pequena burguesia, que assumiam uma posição radical exigindo o regime republicano.

A DINASTIA DOS STUART:

Em 1603 com a morte da rainha Elizabeth I, seu primo Jaime I (1603/ 1625), também rei da Escócia, assumiu o trono e dirigiu um governo marcado pela ausência de habilidade política. Como a Inglaterra dominava a Irlanda, Jaime I tornou-se rei de três países: a Inglaterra, a Irlanda e a Escócia, formando o Reino Unido da Grã Bretanha.
Inicialmente, Jaime I desencadeou uma violenta perseguição aos católicos e calvinistas, visando o fortalecimento do Absolutismo pela consolidação da Igreja Anglicana. Aliado a grande nobreza, acabou por gerar a insatisfação da burguesia e do Parlamento que o considerava estrangeiro. Jaime I impôs uma política fiscal e tributaria de péssimas repercussões, criando novos impostos, e aumentando os já existentes.
O Parlamento reagiu invocando a Magna Carta de 1215, na qual deixava claro que o rei não podia criar ou aumentar impostos sem a aprovação dos representantes do povo. O Parlamento foi dissolvido em 1614. O Absolutismo na Inglaterra entreva em crise.
Neste período, em decorrência da perseguição religiosa muitos puritanos dirigiram-se para o Novo Mundo (para as colônias inglesas na América do Norte).
Em 1625 Carlos I, filho de Jaime I assumiu o reinado. As divergências do Parlamento contra a política tributaria persistiram em seu reinado, e em 1628, o Parlamento exigiu do rei o juramento da Petição de Direitos (a Bill of Rights), que reafirmava o conteúdo da Magna Carta. O Parlamento foi novamente dissolvido passando 11 anos em recesso.
Em1637, Carlos I convocou novamente por pouco tempo o Parlamento em busca de apoio popular pela anglicanização da Igreja presbiteriana, mas o Parlamento foi rapidamente dissolvido e revogado novamente somente em 1642, marcando o inicio da Guerra Civil Inglesa.

A GUERRA CIVIL INGLESA (1641-1649):

Imagem de Oliver Cromwell
Ao lado do rei encontravam-se anglicanos e católicos conhecidos como exército dos “cavaleiros”, e ao lado do Parlamento os “cabeças redondas”, que eram representados por presbiterianos e puritanos.
Em 1649 os “cabeças redondas” (receberam esse nome por causa do cabelo com corte arredondado, que desprezava a moda dos cabelos longos entre os membros da corte) derrotam os “cavaleiros” dando inicio a chamada: República Commonwealth.
Seu principal líder foi Oliver Cromwell, comandante do exército puritano, que possuía um caráter essencialmente burguês, sendo responsáveis por executar o rei e expulsar do Parlamento os antigos presbiterianos.
Em 1650, Cromwell criou os Atos de Navegação, ou seja, decretos que estabeleceram que somente os navios ingleses poderiam realizar o comércio de mercadorias procedentes da Inglaterra ou a ela destinada. Com esta política a Inglaterra consolidou a hegemonia naval nos mares.
Em 1653, Comwell dissolveu o Parlamento e se declarou Lorde Protetor da Inglaterra, dando inicio a um governo ditatorial.
Em 1658 Oliver Comwell morreu, diante da incapacidade de seu filho Ricardo seguir com o governo, foi restaurada a dinastia dos Stuart, onde o Parlamento foi revogado.
Em 1660 Carlos II foi coroado rei. Carlos II promoveu uma política de aproximação aos franceses, que deixou a burguesia e a nobreza temerosa de perderem seus privilégios diante da simpatia do soberano pelo catolicismo.
Em 1679 o Parlamento reagiu promovendo o Ato de Exclusão, onde os católicos foram excluídos dos postos de governos e cargos públicos; e também votaram a lei do Habeas Corpus: medida jurídica que garantia ao individuo proteção legal contra as detenções arbitrárias e liberdade pessoal perante os detentores públicos.
Em 1683 o Parlamento foi dissolvido mais uma vez e dois anos mais tarde após a morte Carlos II, Jaime II assumiu o governo em seu lugar, ameaçando restabelecer o catolicismo como religião oficial, retomando o Absolutismo. Esta situação implicava em sérias perdas dos interesses da nobreza anglicana.

A REVOLUÇÃO GLORIOSA:
Em 1688 Guilherme de Orange assumiu por título de Guilherme III, que substituiu em 1689 o Absolutismo pela Monarquia Constitucional, onde a realeza ficou submetida ao Parlamento. O novo rei jurou a Declaração de Direitos conhecida como “Bill os Rights”, que assegurava ao Parlamento o direito de aprovar ou rejeitar impostos, garantia a liberdade individual e a propriedade privada; e estabeleceu também a divisão dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
O primeiro ministro, que liderou o ministério tornou–se chefe do governo, e o monarca passou a ser chefe do Estado cujo cargo era caráter limitado a uma figura ilustrativa.
A participação da burguesia nas decisões políticas levou a substituição do mercantilismo pelo liberalismo econômico.
A Inglaterra inaugurou o famoso ditado: “O Rei reina e o Parlamento governa”.