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13 de agosto de 2009

Os Navegadores do século XV. Relatos e diário de bordo de europeus que viveram neste período!

video A atividade dos "Navegadores do século XV" realizada na Escola Beit Menachem, com o 7o. ano, consistiu em uma dinâmica onde o aluno vivencia no teatro e no trabalho lúdico o ambiente histórico e as expeiências dos navegadares europeus aprendidas em sala de aula, por meio da criação de um diário de bordo. Rotas, monstros, medos, ilhas desconhecidas e habitantes de culturas diferentes são contados pelos alunos como histórias que procuraram reconstrtuir a rotina de um personagem de época. Confiram!

O Renascimento Cultural europeu (XIV/XVI)

O Renascimento Cultural se caracterizou por um acontecimento típico da Europa cujo principio se encontrava no resgate da arquitetura, arte e cultura grego-romana, por meio da valorização de anseios hedonistas e naturalistas, focalizando os temas abordados com o realismo humano, contribuindo para o florescimento de um estilo descrito popularizado pelos conceitos de individualismo e humanismo. A idéia humanista esteve mais relacionada a estudos científicos de artistas como Leonardo da Vinci. Os artistas do século XIV e XV, como Vinci, estavam interessados em conhecer e descobrir novas visões de mundo, onde procuravam se afastar do teocentrismo, carregado pelo pensamento medieval cristão. A Igreja pregava o conhecimento religioso como o único meio de justificativas verídicas para explicação das dúvidas sobre o mundo, a fé, a natureza, a filosofia, restringindo a critica e observação. O surgimento de artistas que buscaram no empirismo descobertas e conhecimentos que contribuíram para transformações que se desdobraram em ciências. Neste período as artes floresceram em toda a Europa como um comércio conhecido como mecenato, por ser financiado pela Igreja. Os mecenas, nobres ou funcionários da Igreja, utilizavam o dinheiro arrecado pelos impostos para comprar pinturas dos artistas renascentistas, que em suas obras exploravam o detalhismo e perfeição do espaço, da cena e dos personagens retratados. Os renascentistas criticavam a visão de mundo da Igraja. Pintores como Hieronymus Bosh em suas obras procurou expor os pecados da própria Igreja enquanto instituição, por meio do retrato dos pecados que levavam o homem para o inferno, dos excessos dos padres, da loucura como um castigo. Já, Michelangelo que explorou a beleza, a nudez e natureza nos quadros e esculturas de temas religiosos, estava preocupado com a perfeição dos corpos e das formas humanas, e com sua técnica e expressão artística, pintou a Capela Sistina, construída em 15 de agosto de 1483. A Capela Sistina se encontra na cidade do Vaticano, onde também estão: o palácio de Letrán, a basílica de São João; a basílica de Santa Maria Maior; a basílica de São Pedro, a vila de Castelgandolfo (residência de verão do Papa nas proximidades de Roma); o Colégio de Propaganda Fide; e os palácios da Dataria, da Chancelaria e do Vicariato, a Universidade Gregoriana, o Instituto Bíblico, o Instituto Oriental, o Instituto de Arqueologia cristã. O Vaticano é o menor país do mundo. Ele se tornou independente com o Tratado de Latrão assinado em 1929. Não deixem de observar as idéias descritas neste artigo através da leitura e análise da Coluna Fatos e Fotos, onde é possível observar as transformações no campo das idéias e da cultura por meio da observação de algumas obras, escultura e monumentos arquitetônicos realizados por artistas da época, e escolhidos para o seu conhecimento pelo Blog Pensado Alto!Boa leitura!

DOCUMENTOS HISTÓRICOS. Título: Grabo: O Negro do Armistad , por Wm. H. Townsend.

Em 1839, o navio Espanhol de escravos Amistad zarpou de Havana para Puerto Principe, Cuba. O navio carregou 53 Africanos que, alguns meses mais tarde, foram sequestrados da sua terra natal atualmente Serra Leoa para serem vendidos em Cuba. Os cativos se rebelaram contra a tripulação do navio, matando o capitão e os demais, mas poupando a vida do navegador do navio de modo que ele pudesse trazê-los de volta à África. Mas ao invés disso, o navegador dirigiu o barco para o norte e o oeste. Após várias semanas, um E.U.A. navio da Marinha dos cercou o Amistad ao largo da costa de Long Island. Os Africanos foram transportados para New Haven, Connecticut, para serem julgados por motim, assassinado, e pirataria. Estas acusações foram mais tarde retiradas, mas os Africanos foram mantidos nas prisões quando o caso se tornou em salvagem das reivindicações e dos direitos de propriedade. Num julgamento num Tribunal Federal Distrital, um grupo de plantadores Cubanos, o governo da Espanha, e o capitão do Amistad todos alegaram ser proprietários dos Africanos. Após dois anos de batalhas legais, o caso foi levado para os E.U.A. Suprema Corte dos Estados Unidos, que finalmente ordenou que os cativos fossem libertados. Trinta e cinco dos então cativos voltaram para sua terra natal; os demais morreram no mar ou enquanto aguardavam julgamento. O residente de New Haven William H. Townsend fez desenhos (e na maioria dos casos escreveu os nomes) dos cativos do Amistad presos na época do seu julgamento. Estes desenhos foram preservados na biblioteca da Universidade de Yale. Retirado de www.wdl.org Imagem: “Draw from life” by William H Townsend,(1822-1851).

DICA DE LEITURA:Conheça o livro: o “Vampiro que descobriu o Brasil” de Ivan Jaf.

Uma boa sugestão para diversificar leituras e a didática em sala de aula se encontra em desbravar as “memórias de sangue”, descrita nas aventuras das páginas do livro o “Vampiro que descobriu o Brasil”, do autor Ivan Jaf (publicação da editora Ática). O personagem escolhido para percorrer nossos curtos 509 anos de História, não poderia estar melhor representado na figura de um vampiro de origem portuguesa. As aventuras de Antonio, um simples comerciante apaixonado por bacalhau e um bom vinho do porto, tem inicio com a mordida do vampiro Velho, vampiro poderoso, que num dia nervoso resolveu em uma de suas refeições, não matar e sim, aumentar a linhagem de vampiros do mundo com a mordida no pescoço de Antonio. É neste período que Pedro Álvares Cabral e sua esquadra estão à sair de Portugal para o Brasil, o que coincide com o inicio desta história, visto que Antonio para se livrar da nova vida de vampiro precisava matar o responsável por tê-lo transformado, iniciando assim uma busca incansável pelo Velho no ambiente de nossa história passando das caravelas até a criação da constituição de 1988 – a Constituição Cidadã. Nesta viagem pelo tempo, muito bem humorada, vampiros e personagens históricos se encontram em cenas interessantes, visto que, o vampiro Velho fazia questão de ocupar o corpo dos personagens mais ilustres, como: José Bonifácio, Getúlio Vargas, Tancredo Neves, ente outros. Uma leitura que mistura história, ficção e humor, permite aos alunos do 7º ano um envolvimento com textos simples, permitindo entretenimento e o manejo com a escala temporal e factual da historiografia, a partir de uma didática que envolve literatura e uma outra visão de interpretação da História do Brasil. Não deixe de viajar no tempo e conhecer melhor essa história!