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21 de abril de 2011

CPII/USCII Trabalhos sobre o Mundo Islâmico. 7o Ano.

Nesta edição do Blog Pensando Alto serão apresentados os trabalhos realizados pelo 7º Ano do Colégio Pedro II sobre o Mundo Árabe Islâmico. Os trabalhos tiveram como objetivo principal compreender a História e a cultura dos árabes buscando romper com preconceitos. Para alcançar tal objetivo as turmas dividiram-se em grupos de acordo com as seguintes temáticas: 1) Maomé e a expansão do Islã, 2) culinária e invenções criadas pelos árabes, 3) vestimentas e música árabe, 4) a condição da mulher nos países árabes; visão da mulher no Alcorão, 5) as diferenças entre os sunitas e os xiitas, 6) a História das Mil e Uma Noites, e 7) arquitetura.

Você deve estar se perguntando por que estou vestida de burca, não é? Resolvi abrir esta edição com a foto da maior mesquita do Brasil, que se encontra na cidade de Foz do Iguaçu. E também com uma foto minha, quando estive uma na cidade em 2009 e precisei me vestir como uma típica mulçumana para visitar a mesquita. A proposta é viajar pela cultura e história do mundo islâmico em um caminho sem freios, que irá enriquecer a todos os nossos leitores com muitos conhecimentos! Não perca!

Confira as fotos do trabalho sobre o Mundo Islâmico

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Assista o vídeo com a apresentação dos teatros! Imperdível!

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Colégio Pedro II/ USCII. Jornal History News: "De olho no Islã"!

video O jornal History News foi realizado pelas alunas: Matiana Mattos, Marcela, Amanda e Manoela. (T710)

Colégio Pedro II/ USCII apresenta: a História das Mil e uma Noites!

video Filme realizado pelos alunos da Turma 707: Ana Carolina, Dora, Hugo, Letícia e Nathália.

Colégio Pedro II/ USCII. Conheça a Arquitetura Árabe!

video Vídeo desenvolvido pelos alunos: Bernardo, Gustavo, Leonardo, Philipe, Iury e Ramon da T710.

A diferença entre sunitas e xiitas. Confira os sildes!

19 de abril de 2011

19 de Abril: o Dia do Índio.

Estima-se que na época da descoberta do Brasil pelos portugueses, existiam cerca de cinco milhões de índios no território nacional, divididos em mil povos diferentes. Hoje em dia, são apenas 227 povos e sua população está em torno de 400 mil. As razões do extermínio dos povos nativos são muitas e estão ligadas às doenças trazidas pelos colonizadores, ao uso de armas a fim de conquistar seus territórios, à dominação cultural, entre tantas outras formas de dominação.

No século XIX, com os avanços da biologia, em especial da epidemiologia, foi comum o homem branco utilizar-se de doenças como ferramenta de conquista de território. Um caso clássico se deu no Maranhão, na vila de Caxias. De acordo com o antropólogo Mércio Pereira Gomes, em 1816 fazendeiros da região, com o objetivo de apossarem-se de mais terras, resolveram “presentear” os índios locais com roupas de pessoas infectadas com a varíola (geralmente essas peças eram queimadas para se evitar a transmissão da doença). Os indígenas levaram essas roupas para suas aldeias e muitos acabaram morrendo, deixando muitas áreas livres para que os fazendeiros pudessem criar gado. Casos semelhantes ocorreram na região Amazônica e em toda América do Sul.

A fim de se redimir do extermínio causado aos povos nativos, o Brasil nomeou o Dia do Índio, comemorado em 19 de abril. A data foi instituída pelo presidente Getúlio Vargas por meio do Decreto-Lei 5540 de 1943 e celebra a mesma data em que, em 1940, várias lideranças indígenas do continente organizaram o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México. Muitos representantes das nações indígenas não participaram do Congresso temendo não serem ouvidas pelos homens brancos. Durante esse encontro foi criado o Instituto Indigenista Interamericano. O organismo, também com sede no México, tem como objetivo principal defender os interesses dos povos nativos da América em todo o continente.

O Brasil só aderiu à nova instituição devido à intervenção do Marechal Rondon. O militar foi um ardoroso defensor dos povos indígenas. Ele nasceu na cidade de Mimoso, no interior do estado do Mato Grosso. Seu pai era descendente de portugueses e sua mãe, de índios Bororós. Inicialmente foi professor e, em 1881, matriculou-se na Escola Militar do Rio de Janeiro. Foi indicado componente da Comissão Construtora das Linhas Telegráficas, explorando os sertões do Mato Grosso, no ano de 1892. Sua tese era: “matar nunca, morrer se necessário”. Foi ele o criador da primeira instituição de cuidados com os índios: o Serviço de Proteção ao Índio. Em 1967, foi então criada a FUNAI - Fundação Nacional do Índio. Esse organismo, vinculado ao Ministério da Justiça, tem como objetivo principal promover políticas de desenvolvimento sustentável das populações indígenas, aliar a sustentabilidade econômica à sócio-ambiental e implementar medidas de vigilância, fiscalização e de prevenção de conflitos em terras indígenas.

Nesse 19 de abril devemos refletir, e muito, sobre o futuro dos povos indígenas no Brasil e no mundo. Afinal, temos muito a aprender com eles e devemos respeitá-los em sua cultura e suas características.

*Ricardo Barros Sayeg é Professor de História do Colégio Paulista, Mestre em Educação pela Universidade de São Paulo, formado em História e Pedagogia pela mesma universidade.

Artigo enviado para o Blog Pensando Alto

11 de abril de 2011

Criando Charges e Debatendo a História. (CPII/USCII. 7o Ano)

Em edição especial, o Blog Pensando Alto a presenta uma seleção de charges imperdível dos alunos do 7o Ano do Colégio Pedro II. O trabalho com charges possibilita pensar a História, em especial a Idade Média de forma crítica e irônica. Não perca!

Charges sobre a Igreja Medieval I

De cima para baixo, seguem as charge dos alunos: José Eduardo T710, Lucas Costa T707 e Raquel Barbosa T708.

Charges sobre a Igreja Medieval II

Da esquerda para direita, seguem as charges dos alunos: Julia T707, Leonardo Azevedo T707 e Aline Cristina T710.

Charges sobre a Igreja Medieval III

Da esquerda para direita seguem as charges dos alunos: Rafael Ramos T708, Nathália T707 e Dora T707.

Charge sobre os excluídos da Idade Média

Charge da aluna Beatriz César T712.

Charge sobre o medo e insegurança nos feudos

Da esquerda para direita seguem as charges das alunas: Rafaela T712, Pietra T707 e Louise T708.

Charges sobre a relação entre servo e o senhor feudal

Da cima para baixo seguem as charges dos alunos: Gabriel Santos T708, Ana Luiza T 712 e Luiza Soares T708.

Charges sobre a relação entre servo e o senhor feudal II

Da esquerda para direita seguem as charges dos alunos: Pedro Ivo T712, Ana Luiza T707, Ana Carolina T710, Alice Maia T709 e João Marcus T707

Charges sobre Punições por Heresia

Da esquerda para direita seguem as charges dos launos: Juan T708, Mariana T710, Marcela T710 e Claryssa T710

Charges sobre Punições por Heresia II

Da esquerda para direita seguem as charges dos alunos: Rafaela T710, Luis eduardo T710, tabata T707 e karem T 709.

A Revolução Francesa (1789/ 1799)

Sob a ótica dos movimentos revolucionários burgueses que ocorreram na Europa e no mundo ao longo do século XVIII, a Revolução Francesa, ocorrida na França, pode ser considerada umas das revoluções mais radicais.

O radicalismo da Revolução Francesa emergiu contra o absolutismo e o governo de Luis XVI. Neste período, a França viva sob uma monarquia absolutista que reforçava os privilégios feudais e a sociedade estamental. Embora a burguesia tivesse crescido enquanto classe e reforçado a economia, junto aos camponeses que ocupavam os postos mais baixos da sociedade, a burguesia se encarregava de pagar os impostos e sustentar os privilégios da nobreza e do clero.

Mesmo que desigualdade social francesa fosse responsável pela insatisfação social da maioria, o descontentamento passou a aumentar após a participação da França na Guerra de independência dos EUA. Após o retorno do exercito francês a França se encontrada em uma crise econômica que afetava não apenas os cofres da nobreza, mas toda uma população que passava fome e era obrigada a pagar impostos, independente das mazelas sociais. Cenário de crise somou-se as ideias revolucionárias Iluministas que clamavam pela liberdade política, pela igualdade social e fraternidade.

Diante do descontentamento social que pairava na França, o rei Luis XVI decidiu convocar a assembléia dos Estados Gerais para uma votação sobre o que seria feito. Como o clero e a nobreza ocupavam o 1º e 2º Estado respectivamente e a burguesia e os camponeses ocupavam o 3º Estado, a votação por Estado e não por cabeça levava sempre o 1º e 2º Estado a ganharem de dois votos a um contra o 3º Estado. Certos de que o rei não mudaria sua postura, o 3º Estado resolveu retirar o rei do poder por meio de um levante social. Em 1789, a Revolução Francesa se iniciava com a Queda da Bastilha, onde o povo partir em direção a prisão que abrigava todos os presos políticos detidos contra a monarquia e os libertou.

A população clamava por uma constituição, e então foi crida a Assembléia Nacional Constituinte onde a Declaração de Direitos do Homem em 1791 que garantia direitos comuns a todos os franceses e abolia os privilégios de classe, principalmente a isenção de impostos do clero e da nobreza. Os bens do clero foram confiscados, e uma constituição sob influencia dos grupos radicais que previa o voto universal masculino e a República foi adotada.

È importante ressaltar a divisão dos grupos revolucionários franceses como forma de compreender as fases da revolução. Os jacobinos e sans cullotes se caracterizam pelos grupos radicais que defendiam a república e fim absoluto da monarquia, ficaram conhecidos como membros da esquerda por sentarem-se deste lado nas reuniões constituintes. Pequenos burgueses e camponeses e os descamisados - sans cullotes; representavam os jacobinos. Os girondinos defendiam a monarquia parlamentar e o voto censitário. Eram representados pela alta burguesia e ficaram conhecidos como o grupo da direita por sentarem-se deste lado nas reuniões. A planície compunha o centro e mantinha uma imparcialidade e neutralidade política, tendendo sempre a apoiar os grupos da ação. Estes eram representados pela nobreza.

Após o período de Convenção (1791/1793) onde foi aprovada a constituição jacobina e proclamada a República, o rei resolve fugir para Áustria e buscar apoio em outras monarquias absolutistas européias. No entanto, foi capturado pelos revolucionários radicais e preso. A divisão política era tamanha, que os jacobinos sob o comando de Robespierre tomam o poder e iniciam o período de Terror. Os jacobinos compreendiam que a melhor forma de anular a oposição política era levar os inimigos da revolução para guilhotina. O rei Luis XVI e a família real foram parar na guilhotina e muitos girondinos também tiveram suas cabeças decapitadas. O Comitê de Salvação Pública discutia os caminhos do governo e da revolução que já influenciava toda a Europa. O destaque para Danton, Marrat e Robespeirre como líderes jacobinos levou a revolução “a devorar seus próprios filhos”. Em 1794, Robespierre acaba na guilhotina como os demais líderes e a alta burguesia toma o poder instaurando o Diretório. O Terror chegava ao fim, mas a insegurança política permanecia. A nobreza aliava-se aos girondinos e os jacobinos ameaçavam um novo levante. Era preciso uma liderança que estabilizasse os diferentes grupos políticos na França. O sucesso de Napoleão Bonaparte à frente do exército francês determinou o golpe 18 Brumário, onde o próprio assume o poder e instaura uma monarquia como forma de concluir a revolução. Representante da burguesia, Napoleão acaba com o absolutismo, mas não com a monarquia e inicia um novo período na França: o Império Napleônico (1804/1820).

Novo Telecurso - Ensino Médio - História Aula 29 (2 de 2). A Revolução Francesa.

2 de abril de 2011

HISTORY GAME 8º ANO 1º TRIMESTRE

1)Destaque três causas da crise do Antigo Regime:

R: O Absolutismo, o direito divino dos reis e os privilégios feudais da nobreza e do clero.

2) O que foi o Iluminismo?

R: Foi um movimento filosófico que buscava a explicação e compreensão do mundo através da razão.

3) Cite três filósofos iluministas:

R: Rosseau, Voltaire e Montesquie.

4) O que foi o despotismo esclarecido?

R: Foi uma mudança na forma de governo dos reis absolutistas, que temerosos em perder o poder em meio as ideias iluministas, adotaram atitudes liberais como forma de manter o controle do Estado.

5) Por quê a Revolução Gloriosa ocorrida na Inglaterra em 1688 é considerada uma revolução burguesa?

R: A Revolução Gloriosa foi um movimento que rompeu com a monarquia absolutista e os privilégios da nobreza instituindo a monarquia parlamentar.

6) Por que na monarquia parlamentar o rei é apenas uma figura ilustrativa?

R: Na monarquia parlamentar quem governa é o parlamento e quem governa é o primeiro ministro.

7) Qual foi a causa principal do movimento de independência dos EUA?

R: A cobrança de impostos por parte da metrópole inglesa se opunha a negligência salutar que permitiu a autonomia colonial e o desenvolvimento interno das 13 colônias.

8) Qual é a relação do Iluminismo com a Independência dos EUA?

R: O Iluminismo influenciou a ruptura dos laços coloniais dos EUA com a Inglaterra através da ideia de liberdade política. A República foi proclamada como um governo comum a todos os cidadãos americanos, o que garantiu a construção de direitos e a declaração de uma constituição que assegurasse a liberdade alcançada.

9) Por que a Revolução Francesa pode ser considerada uma revolução social?

R: A Revolução Francesa procurou combater a desigualdade social, os privilégios feudais e a sociedade estamental a partir de um movimento que emergiu do 3º Estado – burgueses e camponeses.

10) Cite dois direitos alcançados durante a revolução com a Declaração do Direitos e do Homem (1791)?

R: Divisão de poderes, direitos iguais a todos os cidadãos, fim dos privilégios feudais, confisco de bens do clero.

11) Explique a que classe pertenciam e o que defendiam os girondinos e jacobinos.

R: Os girondinos representavam a alta burguesia e defendiam a monarquia parlamentar (direita), e os jacobinos representavam a baixa burguesia e os camponeses, e defendiam a república democrática (esquerda).

12) Explique o que foi o 18 Brumário?

R: O 18 Brumário foi o golpe executado por Napoleão Bonaparte como forma de eliminar a ameaça da guerra civil em que se encontrava a França e assumir o poder.

HISTORY GAME 7º ANO. 1º TRIMESTRE

1) Destaque dois fatores responsáveis pelo surgimento do feudalismo na Europa:

R: Desestruturação do Império Romano e invasões bárbaras.

2) Descreva o que foi o feudalismo:

R: O feudalismo foi um sistema político, econômico e social surgido na Europa a partir do século V com as invasões bárbaras. Em função das guerras a população foi se refugiar nos feudos.

3) O que são feudos?

R: Propriedades rurais.

4) Como era dividida a sociedade feudal? Apresente os sujeitos sociais e suas funções na sociedade.

R: O senhor feudal – dono do feudo; clero – representa a Igreja, nobreza – detentora de terras e privilégios, servos – camponeses que cuidavam da terra.

5) O que era a Inquisição?

R: Era uma prática realizada pela Igreja católica para punir os hereges.

6) O que são crimes por heresia?

R: São todos as práticas que contrariam os dogmas e a religião católica.

7) Quem eram considerados hereges? Exemplifique citando 3 grupos sociais.

R: Os hereges praticavam os crimes por heresia. Eram considerados hereges: mulheres vistas como bruxas, homossexuais, judeus, etc.

8) O que foram as Cruzadas?

R: As Cruzadas foram “guerras santas” implementadas pela Igreja católica como forma de reconquistar Jerusalém e outros pontos de domínio cristão ameaçadas por outras religiões, em especial a islâmica.

9) Qual é a relação das Cruzadas com o renascimento do comércio na Europa?

R: As Cruzadas possibilitaram o reencontro com o comércio do oriente e a reativação das rotas entre oriente e ocidente.

10) Cite 4 mudanças responsáveis pela crise do feudalismo ou crise do século XIV.

R: Aumento da produção agrícola e produção de excedentes, reativação do comércio e das cidades, surgimento da burguesia.

11) Cite 5 características da religião islâmica.

R: O livro sagrado é o Alcorão, jejuam no mês de Ramadã, rezam nas Mesquitas, As mulheres utilizam o véu como forma de recato, Maomé é o profeta.

12) Descreva o cenário da Arábia Saudita antes do aparecimento do profeta Maomé:

R: A Arábia Saudita era divida entre comunidades nômades e sedentárias, ambas eram politeístas.

13) O que mudou na Arábia Saudita com o surgimento de Maomé?

R: O islamismo surge como uma religião monoteísta, e inicia-se uma guerra santa e a expansão e construção do império islâmico.