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20 de março de 2011

Novo Tele Curso de História - Aula 12. O Islamismo.

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As mil e uma noites. A História de Sherazade e o rei Sharia.

Conta a lenda que na antiga Pérsia o Rei Shariar descobre que foi traído pela esposa, que tinha um servo por amante, o Rei despeitado e enfurecido matou os dois. Depois, toma uma terrível decisão: todas as noites, casar-se-ía com uma nova mulher e, na manhã seguinte, ordenaria a sua execução, para nunca mais ser traído. Assim procede ao longo de três anos, causando medo e lamentações em todo o Reino.

Um dia, a filha mais velha do primeiro-ministro, a bela e astuta Sherazade, diz ao pai que tem um plano para acabar com a barbaridade do Rei. Todavia, para aplicá-lo, necessita casar-se com ele. Horrorizado, o pai tenta convencer a filha a desistir da ideia, mas Sherazade estava decidida a acabar de vez com a maldição que aterrorizava a cidade.

E assim acontece, Sherazade casa-se com o Rei.

Terminada a breve cerimônia nupcial, o rei conduziu a esposa a seus aposentos, mas, antes de trancar a porta, ouviu uma ruidosa choradeira. “Oh, Majestade, deve ser minha irmãzinha, Duniazade”, explicou a noiva. “Ela está chorando porque quer que eu lhe conte uma história, como faço todas as noites. Já que amanhã estarei morta, peço-lhe, por favor, que a deixe entrar para que eu a entretenha pela última vez!”

Sem esperar resposta, a jovem abriu a porta, levou a irmã para dentro, instalou-a no tapete e começou: “Era uma vez um mágico muito malvado...”. Furioso, Shariar se esforçou ao máximo para impedir a narrativa; resmungou, bufou, tossiu, porém as duas irmãs o ignoraram. Vendo que de nada adiantava sua estratégia, ele ficou quieto e se pôs a ouvir o relato de Sherazade, meio distraído no início, profundamente interessado após alguns instantes. A pequena Duniazade adormeceu, embalada pela voz suave da rainha. O soberano permaneceu atento, visualizando mentalmente as cenas de aventura e romance descritas pela esposa. De repente, no momento mais empolgante, Sherazade silenciou. “Continue!”, Shariar ordenou. “Mas o dia está amanhecendo, Majestade! Já ouço o carrasco afiar a espada!” “Ele que espere”, declarou o rei. Shariar se deitou e logo dormiu profundamente. Despertou ao anoitecer e ordenou à esposa que concluísse o relato, mas não se deu por satisfeito. “Conte-me outra!”

Sherazade com sua voz melodiosa começou a contar histórias de aventuras de reis, de viagens fantásticas de heróis e de mistérios. Contava uma história após a outra, deixando o Sultão maravilhado.

Sem que Sheramin percebesse, as horas passaram e o sol nasceu. Sherazade interrompeu uma história na melhor parte e disse: - Já é de manhã, meu senhor!

O rei interessado na história, deixou Sherazade no palácio para mais uma noite.

E assim Sherazade fez o mesmo naquela noite, contou-lhe mais histórias e deixou a última por terminar. Sempre alegre, ora contava um drama, ora contava uma aventura, às vezes um enigma, em outras uma história real.

Dessa forma se passaram dias, semanas, meses, anos. E coisas estranhas aconteceram. Sherazade engordou e de repente recuperou seu corpo esguio. Por duas vezes ela desapareceu durante várias noites e retornou sem dar explicação, e o rei tampouco lhe perguntou nada.

Certa manhã ela terminou uma história ao surgir do sol e falou: “Agora não tenho mais nada para lhe contar. Você percebeu que estamos casados há exatamente mil e uma noites?” Um ruído lhe chamou a atenção e, após uma breve pausa, ela prosseguiu; “Estão batendo na porta! Deve ser o carrasco. Finalmente você pode me mandar para a morte!”.

Quem entrou nos aposentos reais foi, porém, Duniazade, que ao longo daqueles anos se transformara numa linda jovem. Trazia dois gêmeos nos braços, e um bebê a acompanhava, engatinhando. “Meu amado esposo, antes de ordenar minha execução, você precisa conhecer meus filhos”, disse Sherazade. “Aliás, nossos filhos. Pois desde que nos casamos eu lhe dei três varões, mas você estava tão encantado com as minhas histórias que nem percebeu nada...” Só então Shariar constatou que sua amargura desaparecera. Olhando para as crianças, sentiu o amor lhe inundar o coração como um raio de luz. Contemplando a esposa, descobriu que jamais poderia matá-la, pois não conseguiria viver sem ela.

Assim, escreveu a seu irmão e lhe propondo que se casasse com Duniazade. O casamento se realizou numa dupla cerimônia, pois Shariar esposou Sherazade pela segunda vez, e os dois reis reinaram felizes até o fim de seus dias.

Texto retirado do site: http://www.miniweb.com.br/index.html

14 de março de 2011

8 de março de 2011

Especial Dia das Mulheres: a História de Joana D´Arc.

A Guerra dos Cem Anos teve incio no ano de 1337 a 1422. O conflito teve envolvimento da França e Inglaterra, os ingleses haviam dominado territórios franceses na Aquitânia, Normandia, Poitou e Gascônia, e transformaram os franceses desta região em vassalos, tal domínio incomodou o rei francês que decretou a guerra à Inglaterra dando inicio a desavenças que se tornaram históricas. Ao final de batalhas sangrentas como a de Crecy (1346) e Portier (1356), a vitoria inglesa complicava o projeto de unificação dos reinos franceses em disputa. Em 1422, Henrique VI da Inglaterra foi coroado rei francês, mas os franceses não desistiram de reaver seus domínios e mantiveram-se fiéis ao filho do rei, Carlos VII, coroando-o também em 1422. O conflito foi novamente retomado, no entanto, assumindo postura de guerra civil, pois alguns reinos os borguinhões se aliaram aos ingleses e os outros mantiveram-se aliados à França. Neste período, a figura da heroína francesa Joana D´Arc aparece como símbolo da libertação da cidade de Orleans dos ingleses. Para convencer o rei francês Carlos VII de que uma mulher deveria lutar no exército francês e libertar a cidade de Orleans, Joana D´Arc assumiu ao monarca as visões que tinha de um suposto anjo que lhe dizia as batalhas que a França seria vitoriosa. Após ser submetida a testes para aprovar sua mediunidade, Joana D´Arc vestiu roupas masculinas, e armou-se para lutar ao lado dos franceses. Com a libertação de Orleans, os ingleses pensaram que os franceses iriam tentar reconquistar Paris ou a Normandia, e ao invés disto, Joana D´Arc convenceu o Delfim a iniciar uma campanha sobre o rio Loire. Joana D´Arc e o exército francês dirigiram-se a vários pontos fortificados sobre pontes do rio Loire, e em 1429 venceu a batalha de Jargeau e outras batalhas que se sucederam. Em 1430, Joana D'Arc retomou a campanha militar e passou a tentar libertar a cidade de Compiègne, onde acabou sendo dominada e capturada pelos borguinhões, aliados dos ingleses. Joana foi presa em 23 de maio de 1430 e conduzida à Beaulieu-lès-Fontaines, onde foi inquirida pelo Duque de Borgonha, Felipe, o Belo. Naquele momento Joana D´Arc se tornou prisioneira e propriedade do Duque de Luxemburgo. Ela foi levada ao Castelo de Beaurevoir, onde permaneceu enquanto o duque de Luxemburgo negociava sua venda aos ingleses. Após o julgamento e acusação por traição e crime de heresia, Joana D´Arc foi queimada viva no ano de 1431, com apenas dezenove anos. A cerimônia de execução aconteceu na Praça do Velho Mercado (Place du Vieux Marché), em Ruão. A acusação de bruxaria que levou a heroína francesa à morte, sofreu uma revisão do processo que começou a partir de 1456 quando foi considerada inocente pelo papa Calisto III, e o processo que a condenou foi considerado inválido. Em 1909 a Igreja Católica autorizou a beatificação de Joana D´Arc. Em 1920, Joana d'Arc é canonizada pelo papa Bento XV.