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25 de maio de 2013

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939/1945)



Definição: A 2ª Guerra Mundial como um conflito que deu continuidade as questões mal resolvidas na 1ª Guerra Mundial, tendo como exemplo o revanchismo alemão e não cumprimento do Tratado de Versalhes por Hitler através do militarismo e das iniciativas imperialistas e expansionistas na Europa.

Imagens do front da segunda Guerra Mundial.
 
Período Entre Guerras (1918-1939):
O período descrito como entre guerras caracteriza um momento da história marcado por uma forte crise econômica mundial proveniente das consequencias da Primeira Guerra. Os países europeus foram os mais prejudicados, e diante do abalo econômico passaram a receber créditos dos EUA, que se consagrou como potência hegemônica.
Os EUA por sua vez, além de sair da guerra como um país credor, adotou uma política de isolacionismo, ampliando a produção econômica tanto no setor agrícola como no setor industrial. Tal situação gerou uma forte crise de superprodução e recessão intensificada pela quebra da Bolsa de New York em 1929.
As consequências da Crise 1929 repercutiram no mundo inteiro, sobretudo na Europa, que já arrasada economicamente, perdeu os créditos recebidos e o pouco que exportava e importava para os EUA.
A crise capitalista mundial contribuiu para o questionamento da própria democracia liberal como um governo eficaz. Sob a ameaça do comunismo, muitos países europeus como Itália, Alemanha, Portugal e Espanha optaram por fechar o Estado como forma de reerguer a economia, adotando regimes totalitaristas, que através do autoritarismo, do nacionalismo, militarismo e investimento na indústria pesada, criaram uma nova receita para movimentar o crescimento econômico.

Políticas e acordos expansionistas:
Entre 1931 a 1939 alianças e acordos passaram a ser realizados entre países de regimes totalitaristas que objetivavam a expansão territorial e a conquista de novas áreas de influência. Itália e Alemanha possuíam afinidades políticas e o interesse de expansão militar e territorial como forma de eliminar a influência comunista e liberal na Europa. Foi então que em 1936, ambas resolveram apoiar a Espanha na Guerra Civil Espanhola (1936/1939) contra os comunistas consolidando o golpe de Francisco Franco.

A imagem apresenta a aliança entre Hitler e Mussolini formada entre os dois países europeus de regime totalitarista com desejos expansionistas e militares.
 
Estava formada a aliança entre Hitler e Mussolini: o chamado Eixo Berlim-Roma. Os japoneses também haviam se militarizado programando a expansão de seu território, e sob um discurso ultranacionalista, invadiram a Manchúria em 1931. Pouco depois, os japoneses se uniram aos alemães e italianos contra a URSS e o imperialismo ocidental assinando o Pacto Antikomitern.
O Eixo estaria formado com a aliança do Japão, Alemanha, Itália.
A Alemanha possuía interesses imperialistas que incluía a Polônia, no corredor polonês, que levaria o país até o mar incluindo o porto de Danzig, retirado do país durante o Tratado de Versalhes; na Tchecoslováquia para controlar os sudetos, população predominantemente alemã; no Cáucaso e Romênia para aquisição de matérias-primas como petróleo e carvão mineral. A Conferência de Munique assinou a posse da Alemanha sob o território tcheco, entre França e Inglaterra, confirmando a política de apaziguamento, porém o não comparecimento da Tchecoslováquia levaria posteriormente a um conflito e a quebra do acordo.

A Charge acima satiriza o casamento pouco provavél entre URSS - comunista e a Alemanha  - nazista, no Tratado de Não-Agressão assinado entre Hitler e Stalin.


Em 1939 Hitler se aproximou da URSS e de Stalin, assinando o Pacto Germano-Soviético de Não Agressão e Neutralidade por dez anos, garantindo aos comunistas a neutralidade e a ausência de sua participação em conflitos internacionais. Porém este pacto representou a consagração das políticas expansionistas de Hitler a partir da não anexação de Estados Bálticos (Finlândia) e da divisão da Polônia com a URSS, onde pode então objetivar o domínio de Danzig.
A aliança entre os Aliados formada por França e Inglaterra consolidou-se a partir do expansionismo de Hitler e do Eixo, no desenrolar da guerra uniram-se aos Aliados a URSS, EUA e o Brasil.
Em 1º de setembro de 1939 teve inicio a Segunda Guerra Mundial com a invasão de Hitler na Polônia.

A Guerra:

Guerra relâmpâgo. A Segunda Guerra Mundial deixou de lado a guuerra de trincheiras.


Em 1 de Setembro de 1939, o exército alemão lançou uma forte ofensiva surpresa contra a Polônia, com objetivo de reconquistar seus territórios perdidos na Primeira Guerra Mundial e de expandir o território alemão. As tropas alemãs conseguiram derrotar as tropas polacas em apenas um mês. A União Soviética tornou efetivo o acordo com a Alemanha e ocupou a parte Oriental da Polônia.
A Grã-Bretanha e a França responderam à ocupação declarando guerra à Alemanha. A Itália, nesta fase, declarou-se "país neutro".
A 10 de Maio de 1940, o exército alemão lançou uma ofensiva, contra os Países Baixos visando contornar as poderosas fortificações francesas da Linha Maginot, construídas anos antes na fronteira da França com a Alemanha. Britânicos e franceses acreditavam que se repetiria a guerra de trincheiras da Primeira Guerra Mundial, mas diante da ação dos paraquedistas com rápidas manobras de blindados em combinação com os deslocamentos de infantaria motorizada, a Segunda Guerra inaugurou uma nova estratégia chamada "guerra-relâmpago" - Blitzkrieg, em alemão.
Os alemães derrotaram sem grande dificuldade as forças franco-britânicas destacadas para a defesa da França. Nesta fase, ocorreu a famosa retirada das forças aliadas para a Inglaterra por Dunquerque. O Marechal Pétain assumiu a chefia do governo na França, que ficou conhecido como o governo de Vichy, assinou um armistício com Adolf Hitler e começou a colaborar com os alemães.
Em 1940, após a tomada da França pelas forças alemãs, as tropas italianas que estavam na Líbia sob o comando do Marechal Graziani, livres de ameaças das forças francesas estacionadas na Tunísia, iniciaram ataques contra o Egito, então colônia da Grã-Bretanha, objetivando dominar o canal de Suez e depois atingir as reservas petrolíferas do Iraque, também sob domínio britânico.
Com a queda da França em junho de 1940, Benito Mussolini decidiu que esta seria uma excelente oportunidade para entrar na guerra do lado alemão, pois a França estava derrotada e a Inglaterra estava enfraquecida. Assim, os italianos realizariam ofensivas ao longo da fronteira com a França, mas foram severamente repelidos. Um outro ataque também foi realizado pelos italianos durante a Batalha da Inglaterra, porém fora também desastroso.
Tendo tomado no norte da África, a Abissínia, a Cirenáica e a Tripolitânia, os italianos, sob o comando do Marechal Graciani, contavam com um exército de 250 mil homens para atacar as posições inglesas no Egito, mas foram repelidos por um número muito menor de soldados britânicos. Sob o comando do general Archibald Wavel, as forças britânicas, incluindo a 7ª Divisão Blindada, que ficou conhecida como os "Ratos do Deserto",tomaram dos italianos o Forte de Capuzzo.
Após a ocupação da França, Hitler dirigiu-se a Ingleterra utilizando a força aérea. Foi um momento de muitas perdas de civis com bombardeios que arrasaram a ilha inglesa.
Com a intenção de obter minérios, cereais e petróleo, Hitler resolve furar o pacto não agressão feito com a URSS invadindo a Polônia em 1941 e marchando rumo a Moscou. A URSS deixou-se entregar em um primeiro instante, permitindo a invasão e a entrada do exército alemão, mas esta vitória duraria pouco tempo.
Os EUA entraram na guerra em 1941 unindo-se a Aliança. Neste período o presidente Franklin Roosevelt e o primeiro-ministro inglês Churchill assinaram a Carta do Atlântico selando a solidariedade entre Inglaterra, França e os EUA, baseada na liberdade, democracia e livre acesso nos mares internacionais, assim como autonomia política para conter os avanços nazistas.
Com o ataque a Pearl Habor em 1941 pelos japoneses a maior base americana, os EUA poderiam se considerar efetivamente dentro do conflito.
Em 1942 a Alemanha, Japão e Itália dominavam a guerra e os territórios da África, Europa e Ásia, porém a derrotada do Eixo estaria por vir.
Muitos consideram que a abertura de Hitler a diferentes frentes de batalha possibilitou a sua derrota, mas a batalha com a URSS em Stalingrado marcaria a história dos russos com uma vitória inesquecível sob os alemães. O exercito nazista não contou com o inverno rigoroso russo e com a invasão dos Aliados à Berlim, o que contribuiu com a mudança de planos de Hitler, somando pontos para a vitória da URSS através da tática de terra arrasada. Cidades foram esvaziadas, reservas de água e alimentos retiradas.
O objetivo a ocupação de Stalingrado estava no domínio dos setores industriais soviéticos. A participação dos civis na luta contra os alemães contribui para o aumento do exército russo. Exaustos e sem suprimentos os alemães foram aniquilados pelos russos, onde o Fuhër recusou-se a sofrer novas baixas saído em retirada.
Os aliados iniciaram em 1943 um avanço no norte da África para conter os italianos no Egito, tendo em vista o controle e derrota dos japoneses no Oriente durante as batalhas contra a marinha japonesa. Derrotado, Mussolini foi destuído e preso pelo Grande Conselho Fascista, e a Itália resolveu romper com o Eixo e aderir ao lado dos Aliados. O líder italiano tentou fugir para a Suíça, mas foi capturado e fuzilado com sua amante Clara Petacci por guerrilheiros membros da resistência italiana em 1945.
Em 1944, entraria para a história o famoso DIA D, onde os franceses desembarcaram na Normandia contra os alemães na chamada batalha de Overlord. O cerco começou a apertar para os alemães, que entrariam em desvantagem em uma guerra sem apoios. URSS, França, Inglaterra, Itália, EUA contra Alemanha desgastada e o Japão derrotado.

Imagem do Dia D, onde os franceses desembarcaram na Normandia para lutar contra os alemães.

Neste mesmo ano sem saber como conter o avanço dos aliados e sabendo da chegada dos russos a Berlim, Hitler juntamente com seus ministros e generais resolvem  por fim a todas as documentações que comprovassem seus crimes contra os judeus e também invasões de guerras, suicidando-se.
Em 30 de abril o Fuhër se suicidou ao lado de sua esposa Eva Braun, envenenados.
Apesar das noticias de fim da guerra com os suicídio de Hitler, os EUA estavam dispostos a colocar um ponto final demonstrando seu desenvolvimento bélico e tecnológico bombardeando o Japão em uma missão de revanchismo e superioriodade. Em 9 de agosto de 1945, os EUA lançou sob Hiroshima e Nagasaqui a bomba atômica matando milhões de pessoas em menos de minutos de explosão. Em 19 de agosto do mesmo ano estava anunciada o fim da 2ª Guerra Mundial, onde URSS e EUA, países de regimes antagônicos saíram vitoriosos, iniciaram a chamada Guerra Fria.

Acordos de Paz:
Receosos de uma guerra nuclear, as potencias vencedoras assinaram os acordos de paz.
Em 1945 firmou-se o Acordo de Yalta, onde foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU), como veículo de intervenção internacional em favor da paz e união dos povos, preocupada em resolver problemas econômicos, políticos e sociais contra eclosões de possíveis guerras. A ONU estava fundamentada em causas humanitárias determinada a partir dos direitos humanos. Como forma de organização possui cinco órgãos principais: Assembléia Geral, Conselho de Segurança, Conselho Econômico e Social, e a Corte Internacional de Justiça, tais órgãos são compostos por países membros, dos quais cinco são permanentes e representado pelos: EUA, URSS, Inglaterra, China e França. Estes áises possuem o direito a veto, ou seja, sua palavra tem uma ação incisiva sobre qualquer decisão do Conselho, o que determina a supremacia destas potencias sobre os demais países membros.

Na imagem a Conferência de Yalta que reuniiu satlin (URSS), o presidente Roosevelt (EUA) e o 1o Ministro da Inglaterra Churchill.

Meses depois da criação da ONU, realizou-se em Berlim a Conferência de Postdam, responsável por julgar os criminosos de guerra e decidir o rumo da Alemanha. Estavam presentes: Stalin (URSS), Truman (EUA) e Clemente Attlee (INGL), que decidiram pela divisão alemã em quatro zonas de ocupação: inglesa, francesa, americana e soviética, o que daria origem a divisão da Alemanha em duas áreas de influência: a Alemanha Oriental, sob domínio comunista, e a Alemanha Ocidental sob domínio capitalista. A Conferência também decidiu pela desmilitarização da Alemanha e pelo fim dos trustes e cartéis que apoiavam o nazismo, assim como o pagamento de 20 bilhões de dólares como indenização aos estragos de guerra feito pelos alemães, e a devolução de Danzig à Polônia.
Durante este período de pós guerra os EUA consagraram-se como potencia mundial, estando responsável pelo financiamento e reestruturação da Europa através do Plano Marshal, criado em 1947. Como resposta em 1949 a URSS, também vitoriosa, iniciou um ritmo acelerado no desenvolvimento econômico das indústrias pesadas e do PIB, também financiando dos países socialistas com o COMECON.
A queda do padrão dólar em substituição do padrão ouro garantiu a posição de credor mundial aos americanos, efetivando o American Way of Life contra o perigo socialista. Estaria decretada uma nova guerra: silenciosa, competitiva e ousada: a Guerra Fria.

O Holocausto em depoimento:




Vídeos didático sobre 2a Guerra Mundial. Telecurso de História.

 


 

23 de maio de 2013

CRISE DE 1929: O CRACK NA BOLSA NOS EUA E SUAS CONSEQUÊNCIAS MUNDIAIS.



Definição: A crise de 1929 ou Grande Depressão consistiu no declínio da economia americana, proveniente da superprodução e do excedente de mercadorias, o que gerou uma queda de investimentos e no mercado das empresas, determinando a quebra da bolsa de valores e uma decadência econômica interna avassaladora, que acabou por trazer repercussões mundiais.



Os EUA no Pós-Guerra (1918/1929): 

Imagem da linha de produção da Ford. Linha com grandes estoques para consumo em massa.

Com o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, os países da Tríplice Aliança: EUA, França e Inglaterra, saíram da guerra vitoriosos, com vantagens econômicas e novos territórios adquiridos com o Tratado de Versalhes. Porém, a Europa saiu da guerra com grandes problemas estruturais de caráter político, econômico e social, em função dos bombardeios e conflitos, o levou o continente a sofrer um processo de reconstrução.

Os EUA, por sua vez, diante de uma posição isolacionista, conseguiram um grande salto industrial e passou a ser credor das potencias européias, concedendo empréstimos para reconstrução do país, objetivando também manter as relações comerciais e as taxas de produção e exportação como de costume.

A economia do inicio do século XX era marcada pelo liberalismo econômico definido pela não intervenção do Estado na economia e pelo livre comércio. Isto significava que a participação do Estado na economia era mínima, o que garantia as empresas o domínio e autonomia total do comércio e das relações comerciais. A livre circulação implicava, por sua vez, na implementação de taxas mínimas de tarifação sobre os produtos, garantindo que a concorrência, a demanda e a oferta equilibrassem a balança de investimento do mercado.

O desenvolvimento industrial americano estava associado a novas formas de produção baseadas no taylorismo e no fordismo. É importante perceber que tal sistema só terá seu ápice nas décadas de 1940 e 1950, conhecido como “American Way of Life”.

Inicialmente, o taylorismo determinou o ajustamento de movimentos e tempos de produção, introduzindo a famosa expressão “Time is Money” – tempo é dinheiro; o que significava produzir a maior quantidade de produtos no menor tempo, organizando e coordenando os movimentos do corpo e ações para dinamizar o processo de produção.

O Fordismo se apropriou das idéias tayloristas, anexando nas indústrias de carro Ford a esteira transportadora, o que garantiu ao trabalhador a concentração em uma única tarefa, onde o ritmo era ditado pela gerência e pela velocidade da esteira.

Este modelo de indústria garantia a produção de grandes estoques, independente da demanda do mercado. O processo era rígido, ou seja, os trabalhadores eram designados a funções específicas como apertar parafusos, encaixar peças, e etc, os produtos obedeciam a um mesmo padrão estético, como diria Ford: “podem comprar carros, desde que sejam pretos”. As jornadas de trabalho eram longas e os salários não eram tão satisfatórios, se acaso a produção caísse muitos trabalhadores acabavam desempregados sem garantias mínimas de sobrevivência em função da não intervenção do Estado e da ausência da regularização dos direitos trabalhistas.



A Crise:


Imagem da quebra da bolsa de New york em 1929.

Os americanos mantiveram o ritmo de sua produção para um mercado frágil. A Europa fechou-se para reconstrução diminuindo a taxa de importações e consequentemente a procura aos produtos americanos. Em resposta, os EUA, para não perder o ritmo, diminuiu também as importações concentrando a atenção na produção.

As consequências foram avassaladoras para os EUA. O grande excedente em quantidades enormes de estoques determinou a falência de empresas, o desemprego, a quebra dos créditos e dos bancos e também a perda de investimento na bolsa de valores levando ao declínio econômico, a crise social e a estagflação. O presidente Hoover tentou controlar a crise obedecendo às regras liberais de não intervenção do Estado e equilíbrio natural da economia, mas não adiantou. A crise capilarizou os setores internos da sociedade, criando as filas do pão, trazendo a fome e a miséria.

A imagem apresenta  a fila do pão, onde milhares de pessoas esperavam pela doação de alimentos.

Esquema da Crise de 1929.



O “New Deal” e a implementação o Estado de Bem-Estar Social. Uma nova fase econômica contra o liberalismo.



 
Presidente Franklin Roosevelt

Com a eleição de Franklin Roosevelt em 1932 , os EUA passou a adotar uma nova política para conter a crise e reativar a economia baseada nos estudos e nas teorias econômicas de Keynes. O New Deal consistiu em um plano de intervenção do Estado no planejamento econômico, visando a manutenção do capitalismo. Foram adotadas medidas de financiamento e empréstimos pelo governo aos bancos e empresas, e medidas sociais concentradas na implementação de políticas públicas voltadas para o combate ao desemprego objetivando a melhoria e a participação da sociedade civil no mercado de interno como forma de aquecer o mercado consumidor.

Em relação às políticas sociais o Estado regularizou os direitos trabalhistas através da concessão do seguro desemprego - salários desempregos, das férias remuneradas, do aumento do salário mínimo, do estabelecimento das jornadas de trabalho em 8hs diárias, da abolição do trabalho infantil, e da criação do sistema de previdência social. O Estado também investiu maciçamente em programas voltados para grandes obras públicas para absorver os desempregados como: estradas, sistemas de irrigações, barragens, hidrelétricas, etc.

Inaugurava-se nos EUA o Estado de Bem-Estar Social baseado no keneysianismo.

A crise de 1929 comprovou a dificuldade do capitalismo de manter sua autonomia econômica sem a manutenção do Estado para garantir o básico à sociedade: saúde, educação, assistência e seguridade social. Contra o socialismo, o keneysianismo transformou-se em uma boa saída para manter o funcionamento do capitalismo, e também conter greves e organizações sindicais, inviabilizando o crescimento da ideologia socialista.

O período entre guerras anunciou diferentes formas de intervenção do Estado pra saída da crise capitalista. O Estado de Bem-Estar Social apresentou uma saída para manutenção da democracia liberal, enquanto na Europa surgiam regimes nacionalistas de extrema direita como os fascismos e o nazismo.

VÍDEO SOBRE PERÍODO ENTRE GUERRAS: TELE CURSO DE HISTÓRIA.