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1 de junho de 2017

5º AULÃO: FILOSOFIA DE ESQUERDA: RAÍZES E O MARXISMO. (RESUMO)

Karl MARX

1) RAIZES:
O pensamento de esquerda tem origem em dois processos históricos fundamentais ocorridos no século XVIII: a Revolução Industrial e as Revoluções Burguesas.
            A Revolução Industrial transformou as relações de produção e as relações de trabalho consolidando o capitalismo e dando origem ao proletariado. As transformações na esfera produtiva e a centralização do trabalho assalariado como produto do trabalho, determinaram à perda da identidade e a alienação do trabalhador.
            A ampliação do exército industrial de reserva, a falta de direitos e regularização da jornada de trabalho, a exploração do trabalho feminino e infantil, a pobreza generalizada dos operários contribuiu para a organização do movimento dos trabalhadores.
            Paralelo à Revolução Industrial que estabeleceu o poder econômico da burguesia através do capitalismo industrial, as Revoluções Burguesas tiveram como objetivo acabar com o Estado Absolutista e instituir o Estado Burguês através do Liberalismo. Neste processo, que ocorreu de forma diversificada na Inglaterra (1680), nos EUA (1776) e na França (1789), como eixo comum, a burguesia lutou pelo fim dos privilégios feudais e da hereditariedade, pela igualdade de direitos e pela abertura comercial e econômica.
            O apoio das classes populares ao longo das revoluções burguesas levou ao fim do Absolutismo, e a normatização da igualdade de direitos na esfera legislativa. A luta de classes permaneceu ativa no processo de consolidação das relações capitalistas, e passou a ser analisada por Karl Marx como o alicerce histórico da tomada de poder pela classe operário e da revolução comunista.

2) ALEMANHA NO SÉCULO XIX:

            A teoria marxista rompeu com a filosofia e o idealismo hegeliano, atribuindo o materialismo histórico como método de análise.
            O materialismo histórico compreende a evolução dos modos de produção. A passagem de um modo de produção para o outro se dá no momento em que o nível de desenvolvimento das forças produtivas entra em contradição com as relações sociais de produção. Para tal, Marx descreve as transformações econômicas através: comunismo primitivo, do escravismo na antiguidade, do feudalismo e do capitalismo.
            Para Marx, a essência humana é o conjunto das relações sociais. E o que indivíduos são depende das condições materiais da sua produção. O modo de produção da vida material condiciona o processo geral da vida social, política e espiritual.
            Desta forma, o trabalho ganha centralidade na teoria marxista e tem relação direta com a essência humana, com o processo criativo, com a produção de mercadoria e de valor. O trabalho humano é a força produtiva e esta presente em todo as etapas da produção de uma mercadoria e por isso à ele é agregado valor.
            O trabalho assalariado rompe com o conceito de trabalho marxista fundamentado na essência humana e criador de valor, pois está inserido no modo de produção capitalista como mercadoria. As relações de trabalho capitalistas incluem também a alienação do trabalhador do produto do trabalho e do processo produtivo, e a mais valia, que implica no trabalho não pago e fonte de lucro do capitalista.
            A luta de classes é o motor da História e na conjuntura do capitalismo industrial a classe proletária possui um caráter revolucionário. Mas para que os proletários liderassem a revolução era necessário que tomassem consciência da sua importância quanto classe no processo produtivo, e para isso Marx escreveu o Manifesto Comunista (1848).
“Em suma, em toda parte os comunistas apóiam todo o movimento revolucionário contra a ordem social e política vigente. Em todos esses movimentos põem em primeiro lugar, como questão fundamental, a questão da propriedade, não obstante o grau de desenvolvimento alcançado na época. Finalmente, em toda parte os comunistas trabalham pela união e entendimento dos partidos democratas de todos os países. Os comunistas não se rebaixam em dissimular suas idéias e seus objetivos. Declaram abertamente que seus fins só poderão ser alcançados pela derrubada violenta das condições sociais existentes. Que as classes dominantes tremam diante da revolução comunista! Os proletários nada têm a perder senão os seus grilhões. Têm um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, uni-vos!” (Trecho Manifesto Cominista).

3) PREFÁCIO À EDIÇÃO RUSSA DE 1882 A PRIMEIRA EDIÇÃO RUSSA do  MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA, TRADUÇÃO DE BAKUNIN, FOI PUBLICADA EM PRINCÍPIOS DA DÉCADA DE 1860.

Então, o Ocidente via nessa edição uma simples curiosidade literária. Hoje em dia tal idéia seria impossível. O campo limitado do movimento proletário daquela época (dezembro de 1847) está expresso na última parte: a posição dos comunistas em relação aos vários partidos de oposição nos diferentes países. A Rússia e os Estados Unidos, precisamente, não foram mencionados. Era a época em que a Rússia se constituía na última grande reserva da reação européia e em que os Estados Unidos absorviam o excesso das forças proletárias da Europa, que para lá emigravam. Ambos os países proviam a Europa de matérias primas, sendo ao mesmo tempo mercado para a venda de seus produtos industriais. De uma maneira ou de outra, eram, portanto, sustentáculos do sistema vigente na Europa. Que diferença hoje! Justamente a imigração européia foi que possibilitou à América do Norte a produção agrícola em proporções gigantescas, cuja concorrência está abalando os alicerces da propriedade rural européia — a grande e a pequena. Ao mesmo tempo, deu aos Estados Unidos a oportunidade de explorar seus imensos recursos industriais, com tal energia e em tais proporções que, dentro em breve, arruinarão o monopólio industrial da Europa ocidental, especialmente o da Inglaterra. Essas duas circunstâncias repercutem de maneira revolucionária na própria América do Norte. Pouco a pouco, a pequena e a média propriedade rural, a base do regime político em sua totalidade, está sucumbindo diante da competição das fazendas gigantescas; ao mesmo tempo, formam-se, pela primeira vez, nas regiões industriais, uma massa proletária e uma concentração fabulosa de capitais. E na Rússia? Durante a revolução de 1848-49, os príncipes e a burguesia europeus viam na intervenção russa a única maneira de escapar do proletariado que despertava. O czar foi proclamado o chefe da reação européia. Hoje ele é, em Gatchina, o prisioneiro de guerra da revolução e a Rússia forma a vanguarda da ação revolucionária na Europa. O Manifesto Comunista tinha como objetivo a proclamação do desaparecimento próximo e inevitável da moderna propriedade burguesa. Mas na Rússia vemos que, ao lado do florescimento acelerado da velhacaria capitalista e da propriedade burguesa, que começa a desenvolver-se, mais da metade das terras é possuída em comum pelos camponeses. O problema agora é: poderia a obshchina russa, apesar de muito deteriorada, ainda uma forma primitiva da propriedade comum da terra transformar-se diretamente na propriedade comunista? Ou, ao contrário, deveria primeiramente passar pelo mesmo processo de dissolução que constitui a evolução histórica do Ocidente? Hoje em dia, a única resposta possível é a seguinte: se a Revolução Russa constituir-se no sinal para a revolução proletária no Ocidente, de modo que uma complemente a outra, a atual propriedade comum da terra na Rússia servirá de ponto de partida para a evolução comunista.
Karl Marx e Friedrich Engels Londres, 21 de janeiro de 1882

4) A APROPRIAÇÃO DO MARXISMO AO LONGO DO SÉCULO XX:

            A teoria marxista teve ampla aceitação teórica e metodológica tanto como política como revolucionária, transformando-se no alicerce do pensamento de esquerda mundial. È importante destacar a diferença entre o socialismo utópico do qual se defendia transformações sociais sem romper com as relações capitalistas, do socialismo científico, da qual a teoria marxista está inserida e propõe o rompimento das relações capitalistas através da revolução comunista e da ditadura do proletariado.
            No entanto, a teoria marxista é diferente do movimento de esquerda.
            Em 1864, em Londres, Karl Marx e Friedrich Engels estruturaram a 1ª Associação Internacional de Operários ou a 1ª Internacional, promovendo a organização e defesa dos operários em nível internacional. Em 1873, a difusão das ideias e das propostas marxistas ficou por conta dos sindicatos e partidos existentes em diversos países, o que determinou uma diversificação de leituras e correntes do marxismo.
            Com a formação dos Partidos Comunistas o ideal revolucionário ganhou difusão internacional consolidando-se após a Revolução Russa em 1917. Tal objetivo ganhou força após a 3ª Internacional ocorrida em 1919 – Comiterm, que procurou difundir os ideais comunistas e organizar os partidos e a luta dos operários para tomada de poder.
            Ganharam destaque as lideranças comunistas do inicio do século XX:
  • Rosa Luxemburgo (1870/1919): alemã que acreditava no socialismo como um desenvolvimento histórico realizado a parir da ação do proletariado consciente.
  • Lênin (1870/1922) líder do partido bolchevique e da Revolução Russa 1917, que incorporou a organização proletária através da criação de um partido revolucionário para tomada de poder.
  • Trotsky (1879/1940): membro do partido bolchevique, defendia a revolução permanente e de extensão a outros países.
  • Stalin (1878/1953): sucedeu Lênin como chefe de Estado da URSS e acreditava no socialismo em um país só. Propagou o socialismo autoritário.
  • Gramsci (1891/1937): desenvolveu reflexões sobre a importância da ideologia. Cunhou o conceito de hegemonia reforçada pela educação e pela mídia. Acreditava que a revolução ocorreria pela classe trabalhadora através da contra-ideologia.
A partir dos anos 1960/1970, no período de Guerra-Fria, o marxismo deixou de ser um método de transformação social para se tornar uma ideologia alicerçada na vulgarização e apropriação teórica por diferentes movimentos sociais que se classificam como esquerda. Foram tempos difíceis de polarização ideológica e de luta pela hegemonia mundial entre EUA e URSS.
Esta apropriação diversificada contribuiu para que o marxismo assumisse diferentes críticas que envolviam o determinismo histórico, a centralidade da teoria no economicismo, a leitura reformista de perspectiva social-democrata por muitos partidos que se intitulam como de esquerda.
Com fim da URSS, o isolamento em Cuba, a queda do Muro de Berlim, e o exemplo das experiências mundiais com o socialismo autoritário, não significaram o fim da história para o socialismo, nem o aparente esgotamento da postura teórica marxista. Na verdade, as contradições da leitura marxista em diferentes momentos da História, demonstraram a importância de distinguir as realidades e respeitar cientificamente as especificidades e historicidade de cada uma dessas manifestações no processo de desenvolvimento universal da sociedade humana.
A teoria marxista elucida a metodologia dialética com materialismo histórico até hoje, e é a base das Ciências Humanas e da filosofia revolucionária.

DE OLHO NO VESTIBULAR:


1) Que relação Marx estabelece entre trabalho e valor?
R: PARA MARX, TUDO QUE É CRIADO PELO HOMEM CONTÉM EM SI TRABALHO. ELE É A ESSENCIA HUMANA E CRIATIVA QUE PRODUZ MERCADORIA E AGREGA O VALOR DE TODO O PROCESSO PRODUTIVO.

2) O que é modo de produção? Qual é a importância para análise que Marx faz da sociedade?
R: O MODO DE PRODUÇÃO COMPREENDE A ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DA SOCIEDADE ATRAVÉS DOS DIFERENTES PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO EXISTENTES NA HISTÓRIA, DESCRITOS POR MARX COMO: COMUNISMO PRIMITICO, ESCRAVISMO NA ANTIGUIDADE, FEUDALISMO E CAPITALISMO.

3) Caracterize a teoria do materialismo histórico:

R: É O MÉTODO FILOSÓFICO CIENTIFICO BASEADO NA REALIDADE HISTÓRICA SOCIAL COMO UM CONJUNTO DE RELAÇÕES CONCRETAS QUE CARACTERIZAM CADA SOCIEDADE NUM TEMPO E ESPAÇO DETERMINADOS. ELE BUSCA A TOTALIDADE ATRAVÉS DO CONSTANTE DESLOCAMENTO DO GERAL PARA O PARTICULAR, DAS LEIS MACROSSOCIAIS PARA AS MANIFESTAÇÕES HISTÓRICAS, DO MOVIMENTO ESTRUTURAL DA SOCIEDADE PARA AÇÃO HUMANA INDIVIDUAL E COLETIVA.

VÍDEO SOBRE A TEORIA MARXISTA:

18 de maio de 2017

4o. AULÃO DE HISTÓRIA: GOVERNO LULA


GOVERNOS LULA (2004/2010)
O LULISMO E O NEODESENVOLVIMENTISMO.




BIOGRAFIA:

Nordestino, pobre, sétimo filho de um casal de lavradores analfabetos, Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 1945 numa casa de dois cômodos e chão de terra batida, na região do semiárido pernambucano. Aos sete anos saiu num pau-de-arara e, com a mãe e os irmãos rumo à São Paulo. Lula começou a trabalhar ainda criança. Foi ambulante aos oito anos e engraxate aos nove, virou ajudante de tinturaria no início da adolescência. Conclui o ginásio e começou a trabalhar como metalúrgico aos quatorze anos, depois de ter sido admitido no curso técnico de torneiro mecânico do Senai.
O Brasil desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek investiu na industrialização, tornando a região do ABC, na Grande São Paulo, em um pólo industrial, que atraiu algumas das principais metalúrgicas do mundo, como as montadoras Scania e Volkswagen.
Quando tinha dezessete anos, em 1963, Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda num acidente de trabalho.
Em 1964, com o golpe militar e o fim das liberdades democráticas, os direitos sociais sofreram uma retração, assim como os direitos trabalhistas. Neste período, aos dezoito anos, Lula entrou como militante clandestino para o Partido Comunista Brasileiro e passou a frequentar reuniões no sindicato. Em 1969, foi eleito diretor do sindicato dos metalúrgicos inaugurando sua trajetória de líder sindical. Em 1975, antes de completar 30 anos, é Lula quem assume a presidência do sindicato.
A conjuntura da segunda metade dos anos 1970 foi caracterizada pela radicalização dos movimentos reivindicatórios da classe trabalhadora. Entre 1978 e 1980, as reivindicações pelos direitos dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e pelo retorno à democracia, desdobraram-se em greves gerais organizadas pelos sindicatos dos trabalhadores do ABC. Em 19 de abril de 1980, Lula era presidente do sindicato dos metalúrgicos e foi preso e fichado no DOPS, passando 31 dias na cadeia. Libertado, retomou a atividade sindical e política, e fundou o Partido dos Trabalhadores.

A TRAJETÓRIA POLÍTICA DE LULA E O PARTIDO DOS TRABALHADORES:

Nos anos de 1980, durante o período de redemocratização do país, surgiu o Partido dos Trabalhadores (PT), idealizado no cotidiano das lutas do movimento sindical, apoiado e influenciado por intelectuais, religiosos, artistas, estudantes e militantes egressos da luta armada. Lula foi o primeiro presidente do partido. Atuando como porta voz dos trabalhadores, e principal o líder da oposição.
Nos anos 1990, esteve à frente do Instituto Cidadania, onde formulou o Fome Zero, implementada anos depois durante seu governo.
Lula presidiu o PT na campanha pelo Impeachment de Collor.
Ao longo dos oito anos de administração do governo Fernando Henrique Cardoso, fez oposição à política econômica recessiva, à manipulação do câmbio para manter o Plano Real, à compra de votos em troca da aprovação do projeto de lei que garantiu o direito à reeleição, em 1997, à mal gestão do dinheiro, as privatizações realizadas em empresas públicas como a Vale, leiloada por um preço bem abaixo do que de fato valia.
Após três campanhas eleitorais frustradas, Lula foi finalmente eleito presidente da República em 27 de novembro de 2002.

LULA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA (2004/2010)

Lula foi o primeiro operário a tornar-se presidente da república, levando à sociedade uma expectativa de mudança, de valorização dos bens públicos, de um governo voltado para os direitos sociais e dos trabalhadores e, sobretudo, de uma política eficaz de transferência de renda.  
Seus dois governos foram marcados pela implementação de programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família e o Fome Zero, com o objetivo de garantir o acesso dos mais pobres a linhas de crédito, salários mais altos, geração de empregos.
De fato, o Brasil melhorou os indicadores sociais, principalmente em relação às camadas pobres do proletariado brasileiro atendidas pelos programas sociais do governo Lula e posteriormente ao governo Dilma. Como mostram indicadores medidos do Pnad/IBGE, de 2002 a 2013 diminuiu a desigualdade social com a redução da pobreza extrema, aumentou o consumo dos pobres com o crescimento da posse de bens duráveis e o acesso a serviços públicos essenciais.
Nesse período, ocorreu um aumento dos trabalhadores assalariados de baixa renda com carteira assinada o que significou mudanças de renda e consumo para as camadas pobres do proletariado que alteraram a estratificação social, mas não a estrutura de classes no país.
Não obstante, as camadas médias do proletariado urbano, principalmente o precariado (a camada social de jovens trabalhadores urbanos e estudantes altamente escolarizados, mas inseridos em relações de trabalho e vida precários), encontraram-se imersos em frustrações de expectativas profissionais. E no caso dos trabalhadores assalariados médios, apesar do aumento da sua renda nos últimos dez anos de governo, aumentaram também, a carga tributária direta nos seus rendimentos e os gastos com serviços privados de péssima qualidade tendo em vista o sucateamento dos serviços públicos (é o caso, por exemplo, da educação e saúde pública nas grandes cidades).
Apesar da redução do desemprego e aumento da formalização no mercado de trabalho, registra-se neste período, altas taxas de rotatividade e crescimento das terceirizações (por exemplo, em 2000, o Brasil tinha cerca de 3 milhões de trabalhadores terceirizados; em 2013, tem cerca de 15 milhões e, segundo estimativas, em 2020, terá cerca de 20 milhões), o que determinou uma queda nos salários e nos direitos destes trabalhadores.

PROGRAMAS SOCIAIS DO GOVERNO LULA:

1. Bolsa-Família: É o carro-chefe dos programas. Criado em 2004, a partir da reforma e fusão de programas de transferência de renda já existentes, beneficia famílias em situação de pobreza - com renda mensal por pessoa de R$ 60 a R$ 120 - e extrema pobreza - com renda mensal por pessoa de até R$ 60. Para permanecerem no programa, as famílias precisam cumprir determinadas condições, como a permanência das crianças de até 15 anos na escola, com freqüência mínima de 85%; e a atualização das carteiras de vacinação.  Beneficiados - 11 milhões de famílias. Investimento previsto para 2008 - R$ 10,9 bilhões.
2. Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti):
Criado em 1996, ainda na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é um programa que tem por objetivo retirar crianças e adolescentes entre 7 e 15 anos de idade do trabalho infantil considerado perigoso - aquele que coloca em risco sua saúde e segurança. O Peti concede bolsas mensais - que chegam a R$ 40 - para que a criança ou adolescente freqüente a escola. E promove atividades culturais e esportivas, artísticas e de lazer em período complementar. Beneficiados - 875 mil crianças e adolescentes Investimento previsto para 2008 - R$ 368 milhões.
3. Luz para Todos:
Foi criado em novembro de 2003 para levar energia elétrica a 10 milhões de brasileiros residentes no meio rural até o ano de 2008, e dessa forma universalizar o acesso a energia a todas as pessoas.   Beneficiados - 7,2 milhões Investimento previsto para 2008 - R$ 3,5 bilhões.
4. Brasil Alfabetizado e Educação de Jovens e Adultos.
O programa é voltado para pessoas com 15 anos ou mais e faz parcerias com Estados, municípios, universidades, empresas privadas, organizações não-governamentais, organismos internacionais e instituições civis para combater o analfabetismo. É articulado à Educação de Jovens e Adultos (EJA) e tem por objetivo ainda fortalecer políticas que estimulem a continuidade nos estudos e a reinserção nos sistemas de ensino. Beneficiados - 8,9 milhões de pessoas Investimento previsto para 2008 - R$ 381 milhões.
5. ProUni:
Criado em 2004, o Programa Universidade para Todos ter por objetivo permitir o acesso de jovens de baixa renda à educação superior, por meio da concessão de bolsas de estudo, integrais ou parciais. Os beneficiados são estudantes de cursos de graduação em instituições privadas de educação superior. As instituições precisam aderir ao programa e recebem, em contrapartida, isenção de alguns tributos. Os critérios de seleção são os resultados dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o perfil socioeconômico. Beneficiados - 116 mil pessoas em 2005 Instituições privadas cadastradas - 1.142.

LULA E O NEODESENVOLVIMENTISMO: LIMITES REAIS.

            O Lulismo pode ser caracterizada como um governo neodesenvolvimentista repleto de limites. Os limites do neodesenvolvimentismo são os próprios limites do Estado brasileiro como Estado neoliberal.
No Brasil, na década de 1990, a conjuntura política do neoliberalismo, vitoriosa nas eleições de 1989 (com Fernando Collor de Mello) e depois, em 1993 (com Fernando Henrique Cardoso), adequou o capitalismo brasileiro à nova ordem burguesa global, constituindo os pilares do Estado neoliberal no Brasil. O Estado brasileiro assumiu à tendência do capitalismo global da acumulação flexível e da financeirização. A política do neodesenvolvimentismo de Lula, iniciada no governo em 2003, foi incapaz de alterar a forma do Estado neoliberal, mesmo incluiu como plataforma política econômica, a ampliação dos gastos sociais e o fortalecimento do Estado Social.
O primeiro – neodesenvolvimentismo – diz respeito a um padrão de desenvolvimento da ordem capitalista no País, operada por um frente política baseada em camadas, frações e categoriais do bloco de poder do capital (a burguesia interna das grandes empresas, agronegócio, empreiteiras e fundos de pensão) com apoio de camadas, frações e categorias sociais do proletariado brasileiro (com destaque para a multidão do subproletariado pobre e proletariado de baixa renda, embora tenha apoio em parcelas organizadas do proletariado industrial do campo e da cidade).
O segundo – o lulismo – diz respeito a: (1) interpelar o apoio do subproletariado pobres e das camadas de baixa renda do proletariado brasileiro, das cidades e do campo por meio de programas sociais (Bolsa-Família, Minha Casa Minha Vida, por exemplo) e valorização do salário-minimo – 70%, de 2002 a 2012; (2) por adotar a postura de não-confrontar o capital como bloco de poder (o que explica o viés bonapartista de Lula e Dilma, agindo aparentemente acima das classes sociais antagônicas, extirpando, inclusive, do horizonte do discurso político, o léxico do antagonismo de classe e cultivando como alma manter, a conciliação social como valor fundamental, com o mote “Lula Paz e Amor” ou ainda “Brasil País de Todos”); (3) e, por fim, por adotar um reformismo fraco baseado em politicas de combate a pobreza, incentivo ao consumo visando mercado interno e programas sociais voltados para a redução da desigualdade social. Na verdade, o reformismo fraco oculta a incapacidade política da frente do neodesenvolvimentismo de operar reformas sociais que incomodem os interesses de camadas, frações e categoriais sociais do bloco de poder neoliberal. Eis os limites do neodesenvolvimentismo.
(Retirado de: Alves, Giovanni. “Os Limites do Neodesenvolvimentismo”. In:https://blogdaboitempo.com.br/2013/10/22/os-limites-do-neodesenvolvimentismo/ )

ESCCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO E MOVIMENTOS SOCIAIS:

A derrocada do governo Lula e a perda de popularidade estão relacionados com os escândalos de corrupção.
O Mensalão desvelou um esquema de compra de votos pelo PT na Câmara dos Deputados a favor de projetos do governo, onde cada deputado envolvido recebia R$ 30 mil por mês, de dinheiro público, desviado pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e pelo publicitário e lobista Marcos Valério. O esquema foi revelado pelo ex-deputado Roberto Jefferson, que resultou também na cassação do mandato do ministro da Casa Civil José Dirceu.
A Renúncia de Palocci em março de 2006 do cargo de ministro da Fazenda aconteceu  depois da acusação de que ele teria chefiado o esquema de corrupção na época em que era prefeito de Ribeirão preto. Palocci teria cobrado "mesadas" de até R$ 50 mil mensais de empresas que prestavam serviços à prefeitura para os cofres do PT.
O Petrolão foi outro escândalo que envolveu o PT a partir da denúncia feita por Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras, nas investigações da Operação Lava-Jato. De acordo com o delator, no período de 2003 a 2013 o partido recebeu entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões em propina de 90 contratos firmados pela estatal.
Os esquemas de corrupção que incluíram a cúpula Partido dos Trabalhadores (Delúbio Soares, José Dirceu), envolvidos na eleição de Lula, determinaram a força que a oposição necessitava para reprimir a provável eleição de Dilma Roussef como sucessora de Lula.
Contrapondo as expectativas da oposição, Lula chegou ao final do mandato com 87% de aprovação, transferindo com tranqüilidade a faixa presidencial para sucessora Dilma Roussef cuja tarefa seria manter a política dos governos anteriores do PT.



REFERÊNCIAS DE PESQUISA:



CONHECENDO A HISTÓRIA DOS PRESIDENTES: LULA.


DE OLHO NO VESTIBULAR:



1) Descreva as razões para que o governo Lula fosse caracterizado como neodesenvolvimentista.
R: Com os limites impostos pelo próprio neoliberalismo, o neodesenvolvimentismo utilizava o capital estrangeiro para investir no desenvolvimento nacional, ampliando os gastos sociais com programas de transferência de renda, com o objetivo de tirar as classes pobres da linha de pobreza e melhor o poder de compra destes segmentos sociais.

2) Apresente um fator para crise do governo Lula:
R: Escândalos de corrupção.

3) Assinale a alternativa abaixo que exemplifica políticas realizadas pelo governo Lula:
a) Biodísel, privatizações, Bolsa Família, PETI.
b) Investimento no pré-sal, Fome Zero, Cartão Cidadão.
c) Fome Zero, Bolsa Família, Biodísel.
d) Programa Luz para Todos, Bolsa Escola, PETI.
e) Todas as alternativas estão corretas.

4) Sobre os objetivos e o acesso aos programas de transferência de renda, podemos afirmar que:
a) Tem como objetivo viabilizar direitos e incluir toda população pobre necessitada.
b) Tem como objetivo retirar a classe pobre da linha de pobreza absoluta e garantir o beneficio através de critérios rígidos como a permanência de crianças na escola.
c) São programas sem objetivos concretos, que demonstram a manipulação política da população pobre.
d) São programas diversos que confundem os beneficiados em como ter acesso a está política.
e) Todas as alternativas estão corretas.

10 de maio de 2017

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939/1945)

Definição: A 2ª Guerra Mundial foi um conflito que deu continuidade as questões mal resolvidas na 1ª Guerra Mundial, tendo como contrapartida o revanchismo alemão e o não cumprimento do Tratado de Versalhes por Hitler através do militarismo, do nacionalismo e das iniciativas imperialistas e expansionistas na Europa.


Imagens do front da segunda Guerra Mundial.
 

Período Entre Guerras (1918-1939):
O período descrito como entre guerras caracteriza um momento da história marcado por uma forte crise econômica mundial proveniente das consequencias da Primeira Guerra. Os países europeus foram os mais prejudicados, e diante do abalo econômico passaram a receber créditos dos EUA, que se consagrou como potência hegemônica.
Os EUA por sua vez, além de sair da guerra como um país credor, adotou uma política de isolacionismo, ampliando a produção econômica tanto no setor agrícola como no setor industrial. Tal situação gerou uma forte crise de superprodução e recessão intensificada pela quebra da Bolsa de New York em 1929.
As consequências da Crise 1929 repercutiram no mundo inteiro, sobretudo na Europa, que já arrasada economicamente, perdeu os créditos recebidos e o pouco que exportava e importava para os EUA.
A crise capitalista mundial contribuiu para o questionamento da própria democracia liberal como um governo ineficiente. Sob a ameaça do comunismo, muitos países europeus como Itália, Alemanha, Portugal e Espanha optaram por fechar o Estado como forma de reerguer a economia, adotando regimes totalitaristas, que através do autoritarismo, do nacionalismo, militarismo e investimento na indústria pesada, criaram uma nova receita para movimentar o crescimento econômico.


Políticas e acordos expansionistas:
Entre 1931 a 1939 alianças e acordos passaram a ser realizados entre países de regimes totalitaristas que objetivavam a expansão territorial e a conquista de novas áreas de influência. Itália e Alemanha possuíam afinidades políticas e o interesse de expansão militar e territorial como forma de eliminar a influência comunista e liberal na Europa. Foi então que em 1936, ambas resolveram apoiar a Espanha na Guerra Civil Espanhola (1936/1939) contra os comunistas consolidando o golpe de Francisco Franco.


Hitler e Mussolini. Aliança política que culminou na formação do Eixo.

 
Estava formada a aliança entre Hitler e Mussolini: o chamado Eixo Berlim-Roma. 
Os japoneses também haviam se militarizado programando a expansão de seu território. Com um discurso ultranacionalista, invadiram a Manchúria em 1931. Pouco depois, os japoneses se uniram aos alemães e italianos contra a URSS e o imperialismo ocidental, assinando o Pacto Antikomitern.
O Eixo estaria formado com a aliança do Japão, Alemanha, Itália.
A Alemanha possuía interesses imperialistas que incluía a Polônia, no corredor polonês, que levaria o país até o mar incluindo o porto de Danzig, retirado do país durante o Tratado de Versalhes; na Tchecoslováquia para controlar os sudetos, população predominantemente alemã; no Cáucaso e Romênia para aquisição de matérias-primas como petróleo e carvão mineral. A Conferência de Munique assinou a posse da Alemanha sob o território tcheco, entre França e Inglaterra, confirmando a política de apaziguamento, porém o não comparecimento da Tchecoslováquia levaria posteriormente a um conflito e a quebra do acordo.


A Charge acima satiriza o casamento pouco provavél entre URSS - comunista e a Alemanha  - nazista, no Tratado de Não-Agressão assinado entre Hitler e Stalin.


Em 1939 Hitler se aproximou da URSS e de Stalin, assinando o Pacto Germano-Soviético de Não Agressão e Neutralidade por dez anos, garantindo aos comunistas a neutralidade e a ausência de sua participação em conflitos internacionais. Porém este pacto representou a consagração das políticas expansionistas de Hitler a partir da não anexação de Estados Bálticos (Finlândia) e da divisão da Polônia com a URSS, onde Hitler pode então, objetivar o domínio de Danzig.
A aliança entre os Aliados formada por França e Inglaterra consolidou-se a partir do expansionismo de Hitler e do Eixo, no desenrolar da guerra uniram-se aos Aliados a URSS, EUA e o Brasil.
Em 1º de setembro de 1939 teve inicio a Segunda Guerra Mundial com a invasão de Hitler na Polônia.



A Guerra:


Marcada por uma guerra de movimento a 2a Guerra Mundial trouxe novas tecnologias para o front.

Em 1 de Setembro de 1939, o exército alemão lançou uma forte ofensiva surpresa contra a Polônia, com objetivo de reconquistar os perdidos na Primeira Guerra Mundial e ssim, expandir o território alemão. As tropas alemãs conseguiram derrotar as tropas polacas em apenas um mês. A URSS tornou efetivo o acordo com a Alemanha e ocupou a parte Oriental da Polônia.
A Grã-Bretanha e a França responderam à ocupação declarando guerra à Alemanha. A Itália, nesta fase, declarou-se "país neutro".
Em 10 de Maio de 1940, o exército alemão lançou uma ofensiva, contra os Países Baixos visando contornar as poderosas fortificações francesas da Linha Maginot, construídas anos antes na fronteira da França com a Alemanha. Britânicos e franceses acreditavam que se repetiria a guerra de trincheiras da Primeira Guerra Mundial, mas diante da ação dos paraquedistas com rápidas manobras de blindados em combinação com os deslocamentos de infantaria motorizada, a Segunda Guerra inaugurou uma nova estratégia chamada "guerra-relâmpago" - Blitzkrieg, em alemão.
Os alemães derrotaram sem grande dificuldade as forças franco-britânicas destacadas para a defesa da França. Nesta fase, ocorreu a famosa retirada das forças aliadas para a Inglaterra por Dunquerque.
O Marechal Pétain assumiu a chefia do governo na França, que ficou conhecido como o governo de Vichy, que assinou um armistício com Adolf Hitler e começou a colaborar com os alemães.
Em 1940, após a tomada da França pelas forças alemãs, as tropas italianas que estavam na Líbia sob o comando do Marechal Graziani, livres de ameaças das forças francesas estacionadas na Tunísia, iniciaram ataques contra o Egito, então colônia da Grã-Bretanha, objetivando dominar o canal de Suez e depois atingir as reservas petrolíferas do Iraque, também sob domínio britânico.
Com a queda da França em junho de 1940, Benito Mussolini decidiu que esta seria uma excelente oportunidade para entrar na guerra do lado alemão, pois a França estava derrotada e a Inglaterra estava enfraquecida. Assim, os italianos realizariam ofensivas ao longo da fronteira com a França, mas foram severamente repelidos. Um outro ataque também foi realizado pelos italianos durante a Batalha da Inglaterra, porém fora também desastroso.
Tendo tomado no norte da África, a Abissínia, a Cirenáica e a Tripolitânia, os italianos, sob o comando do Marechal Graciani, contavam com um exército de 250 mil homens para atacar as posições inglesas no Egito, mas foram repelidos por um número muito menor de soldados britânicos. Sob o comando do general Archibald Wavel, as forças britânicas, incluindo a 7ª Divisão Blindada, que ficou conhecida como os "Ratos do Deserto" tomaram dos italianos o Forte de Capuzzo.
Após a ocupação da França, Hitler dirigiu-se a Inglaterra utilizando a força aérea. Foi um momento de muitas perdas de civis com bombardeios que arrasaram a ilha inglesa.
Com a intenção de obter minérios, cereais e petróleo, Hitler resolveu furar o pacto não agressão feito com a URSS invadindo a Polônia em 1941, e marchou rumo a Moscou.
A URSS deixou-se entregar em um primeiro instante, permitindo a invasão e a entrada do exército alemão, mas esta vitória duraria pouco tempo.
Os EUA entraram na guerra em 1941 unindo-se a Aliança. Neste período o presidente Franklin Roosevelt e o primeiro-ministro inglês Churchill assinaram a Carta do Atlântico selando a solidariedade entre Inglaterra, França e os EUA, baseada na liberdade, democracia e livre acesso aos mares internacionais, assim como autonomia política para conter os avanços nazistas.
Com o ataque a Pearl Habor em 1941 pelos japoneses a maior base americana, os EUA poderiam se considerar efetivamente dentro do conflito.
Em 1942 a Alemanha, Japão e Itália dominavam a guerra e os territórios da África, Europa e a Ásia, porém a derrotada do Eixo estaria por vir.
Muitos consideram que a abertura de Hitler a diferentes frentes de batalha possibilitou a sua derrota, mas a batalha com a URSS em Stalingrado marcaria a história dos russos com uma vitória inesquecível sob os alemães. O exercito nazista não contou com o inverno rigoroso russo e com a invasão dos Aliados à Berlim, o que contribuiu com a mudança de planos de Hitler, somando pontos para a vitória da URSS através da tática de terra arrasada. Cidades foram esvaziadas, reservas de água e alimentos retiradas.
O objetivo a ocupação de Stalingrado estava no domínio dos setores industriais soviéticos. A participação dos civis na luta contra os alemães contribui para o aumento do exército russo. Exaustos e sem suprimentos os alemães foram aniquilados pelos russos, onde o Fuhër recusou-se a sofrer novas baixas saíndo em retirada.
Os aliados iniciaram em 1943 um avanço no norte da África para conter os italianos no Egito, tendo em vista o controle e derrota dos japoneses no Oriente durante as batalhas contra a marinha japonesa. Derrotado, Mussolini foi destituído e preso pelo Grande Conselho Fascista, e a Itália resolveu romper com o Eixo e aderir ao lado dos Aliados. O líder italiano tentou fugir para a Suíça, mas foi capturado e fuzilado com sua amante Clara Petacci por guerrilheiros membros da resistência italiana em 1945.
Em 1944, entraria para a história o famoso DIA D, onde os franceses desembarcaram na Normandia contra os alemães na chamada batalha de Overlord. O cerco começou a apertar para os alemães, que entrariam em desvantagem em uma guerra sem apoios. URSS, França, Inglaterra, Itália, EUA contra Alemanha desgastada e o Japão derrotado.


Imagem do Dia D, onde os franceses desembarcaram na Normandia para lutar contra os alemães.


Neste mesmo ano sem saber como conter o avanço dos aliados e sabendo da chegada dos russos a Berlim, Hitler juntamente com seus ministros e generais resolvem  por fim a todas as documentações que comprovassem seus crimes contra os judeus e também invasões de guerras, suicidando-se.
Em 30 de abril o Fuhër se suicidou ao lado de sua esposa Eva Braun, envenenados.
Apesar das noticias de fim da guerra com os suicídio de Hitler, os EUA estavam dispostos a colocar um ponto final demonstrando seu desenvolvimento bélico e tecnológico bombardeando o Japão em uma missão de revanchismo e superioridade. Em 9 de agosto de 1945, os EUA lançou sob Hiroshima e Nagasaqui a bomba atômica matando milhões de pessoas em menos de minutos de explosão. Em 19 de agosto do mesmo ano estava anunciada o fim da 2ª Guerra Mundial, onde URSS e EUA, países de regimes antagônicos saíram vitoriosos, iniciaram a chamada Guerra Fria.

Acordos de Paz:
Receosos de uma guerra nuclear, as potencias vencedoras assinaram os acordos de paz.
Em 1945 firmou-se o Acordo de Yalta, onde foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU), como veículo de intervenção internacional em favor da paz e união dos povos, preocupada em resolver problemas econômicos, políticos e sociais contra eclosões de possíveis guerras. A ONU estava fundamentada em causas humanitárias determinada a partir dos direitos humanos. Como forma de organização possui cinco órgãos principais: Assembléia Geral, Conselho de Segurança, Conselho Econômico e Social, e a Corte Internacional de Justiça, tais órgãos são compostos por países membros, dos quais cinco são permanentes e representado pelos: EUA, URSS, Inglaterra, China e França. Estes países possuem o direito a veto, ou seja, sua palavra tem uma ação incisiva sobre qualquer decisão do Conselho, o que determina a supremacia destas potencias sobre os demais países membros.

Conferência de Yalta com Churchill, Roosevelt e Stalin.


Meses depois da criação da ONU, realizou-se em Berlim a Conferência de Postdam, responsável por julgar os criminosos de guerra e decidir o rumo da Alemanha. Estavam presentes: Stalin (URSS), Truman (EUA) e Clemente Attlee (INGL), que decidiram pela divisão alemã em quatro zonas de ocupação: inglesa, francesa, americana e soviética, o que daria origem a divisão da Alemanha em duas áreas de influência: a Alemanha Oriental, sob domínio comunista, e a Alemanha Ocidental sob domínio capitalista. A Conferência também decidiu pela desmilitarização da Alemanha e pelo fim dos trustes e cartéis que apoiavam o nazismo, assim como o pagamento de 20 bilhões de dólares como indenização aos estragos de guerra feito pelos alemães, e a devolução de Danzig à Polônia.
Durante este período de pós-guerra os EUA consagraram-se como potencia mundial, estando responsável pelo financiamento e reestruturação da Europa através do Plano Marshal, criado em 1947. Como resposta em 1949 a URSS, também vitoriosa, iniciou um ritmo acelerado no desenvolvimento econômico das indústrias pesadas e do PIB, também financiando dos países socialistas com o COMECON.
A queda do padrão dólar em substituição do padrão ouro garantiu a posição de credor mundial aos americanos, efetivando o American Way of Life contra o perigo socialista. Estaria decretada uma nova guerra: silenciosa, competitiva e ousada: a Guerra Fria.

O Holocausto em depoimento. 



Vídeos didático sobre 2a Guerra Mundial. Telecurso de História.



DE OLHO NO VESTIBULAR:


1.(Ufrj) 

Cresce a oferta de material neonazista em alemão na internet

            Relatório do Jugendschutz.net (literalmente “proteção da juventude”), uma iniciativa de governos estaduais para a proteção de jovens usuários da internet, aponta que extremistas de direita usam cada vez mais a rede mundial de computadores para divulgar suas ideias, combinar ações e conquistar novos adeptos. Em 2009 foram registrados 1872 sites da cena neonazista com conteúdo em alemão, 237 a mais do que no ano anterior e 839 a mais do que em 2005. Também a oferta de sites dedicados ao partido extremista NPD cresceu, passando de 190 para 242 entre 2008 e 2009. Segundo Stefan Glaser, responsável pela área que monitora o extremismo de direita na Jugensdschutz, ‘a internet é o meio de propaganda por excelência para os extremistas de direita’. Ainda segundo o relatório, cerca de 70% do conteúdo extremista disponível em alemão em 2009 estava armazenado em servidores fora da Alemanha, principalmente nos Estados Unidos.”  (Fonte: adaptado de www.dw-world.de em 24.08.2010).

1) A difusão do ideário nazista, agora facilitada pelas novas mídias, preocupa crescentemente não só as autoridades como também boa parte da sociedade alemã.
Explique dois princípios ideológicos marcantes do nazismo entre 1920 e 1945.
R: O  antissemitismo, ou seja, o ódio e perseguição aos judeus; o racismo, ao considerar como seres inferiores todos aqueles que não fossem de origem ariana, como os próprios judeus, ciganos, eslavos etc; o totalitarismo, ou seja, a defesa de que a vida social e o indivíduo devam estar inteiramente submetidos aos interesses de um Estado autoritário, o que autorizaria a este eliminar as liberdades individuais; as forças políticas de oposição e a democracia representativa; o militarismo, como instrumento de defesa de uma ordem que assegure a obediência ao Estado; garanta um aparato repressivo capaz de impedir qualquer tipo de oposição a suas diretrizes e sirva de base para uma política expansionista; o unipartidarismo, a concepção de que um único partido inteiramente identificado com as orientações do Estado totalitário é capaz de representar a sociedade; o pan-germanismo, produto de um nacionalismo extremado que defendia a organização de todos os alemães em um único Estado germânico que fosse a expressão da superioridade da raça ariana.  

2. (G1 - ifce)  O período entre as duas guerras mundiais (1919-1939) foi marcado pela
a) crise do capitalismo, do liberalismo e da democracia e pela polarização ideológica entre fascismo e comunismo.   
b) ascensão do capitalismo e da democracia e pela coexistência fraterna entre fascismo e comunismo.   
c) estagnação das economias socialistas e capitalistas e pela aliança entre EUA e URSS, para deter o avanço fascista da Europa.   
d) prosperidade das economias capitalistas e socialistas e pelo aparecimento da guerra fria.   
e) crise na doutrina nazista na Alemanha.   
  
3. (Pucrj)  A ascensão dos partidos fascistas na Itália (1922) e na Alemanha (1933) apresenta muitas diferenças, mas, ao mesmo tempo, tem aspectos comuns. A esse respeito podemos afirmar:

I. Diversos grupos sociais na Alemanha e na Itália se sentiam ameaçados politicamente após a Primeira Guerra Mundial e também após a revolução na Rússia pela ascensão política dos movimentos da esquerda revolucionária.
II. O discurso sobre a superioridade racial unia italianos e alemães em um mesmo projeto ideológico e constituía uma base sólida de aliança entre o Partido Fascista Italiano e o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães.
III. Após a Primeira Guerra Mundial, crescia entre italianos e alemães, e mesmo em toda a Europa, uma forte descrença na adoção da democracia liberal como o modelo político a ser seguido. Com isso, teorias autoritárias ganharam espaço no cenário político desses países.
IV. A rápida recuperação militar e econômica da Alemanha e da Itália precedeu a ascensão dos partidos fascistas que sustentavam uma plataforma política militarista e expansionista.

São afirmativas corretas:
a) I, II, III e IV.   
b) I e III, apenas.   
c) III e IV, apenas.   
d) II e IV, apenas.   
e) I e IV, apenas.   
  
4. (G1 - cps)  Em 1931, quando o Nazismo ainda não tinha chegado ao poder na Alemanha, Berlim foi eleita para receber os Jogos Olímpicos de 1936. Com a ascensão do 3º Reich, porém, o Comitê Olímpico Internacional (COI) tentou tirar, sem sucesso, os jogos dos alemães. Os norte-americanos,  inclusive, programaram os Jogos Alternativos, em Barcelona, porém eles foram cancelados devido à Guerra Civil Espanhola. Os nazistas não pouparam esforços para fazer das Olimpíadas uma propaganda do regime. (http://olimpiadas.uol.com.br/2008/historia /1936/historia.htm Acesso em: 19.08.2010. Adaptado)

Considerando o período a que se refere o texto, é válido afirmar que
a) ele foi marcado pela ascensão dos regimes totalitários: o Fascismo na Itália, em Portugal e na Espanha e o Nazismo, na Alemanha.   
b) a década de 30, na Alemanha, viu a ascensão dos partidos socialistas que receberam apoio da burguesia alemã, notadamente a industrial.   
c) as democracias liberais se fortaleceram, o que resolveu o problema do desemprego causado pela Crise de 1929.   
d) o “New Deal” foi um programa do governo norte-americano de ajuda financeira aos países não comunistas, prontamente apoiado pelos nazistas.   
e) o mundo estava dividido, à época, em dois blocos: o socialista, liderado pela Rússia e o capitalista, liderado pelos Estados Unidos.   
  
5. (G1 - cftmg)  Analise o seguinte cartaz.

Os cartazes foram grandes aliados nas propagandas do Partido Nazista, contribuindo para a ascensão desse grupo na década de 1930. A imagem representada indica que
a) a confiança alemã na superioridade da raça ariana era o eixo central do Estado Liberal.   
b) a organização independente e combativa dos trabalhadores seria a forma de salvar a Alemanha.   
c) o Socialismo poderia garantir a unidade nacional, a partir da eliminação da diferença entre as classes.   
d) o movimento nazista defendia a solução dos problemas da nação, sob a égide da organização militar.   

6. (G1 - cftmg)  As décadas de 1920 e 1930 foram marcadas pela ascensão do fascismo na Europa, caracterizado como um movimento que resultou em regimes anti-liberais, anti-democraticos e antissocialistas.
Considerando essa informação, e correto afirmar que o fascismo.
a) representou uma saída liberal para a crise europeia do pós Primeira Guerra Mundial.   
b) resumiu-se, no Brasil, a emergência da Ação Integralista Brasileira, sob o comando de Plínio Salgado.   
c) reproduziu-se ao longo da Historia através dos regimes militares latino-americanos contemporâneos.   
d) buscou atender aos apelos dos empobrecidos, bem como salvaguardar os interesses das classes medias ocidentais.   
  
7. (G1 - cftce)  São características da ideologia Nazista:
a) racismo, totalitarismo e marxismo;   
b) racismo, defesa do capitalismo e humanismo;   
c) unipartidarismo; marxismo e totalitarismo;   
d) sociedade militarista; antissemitismo e racismo;   
e) nacionalismo; bolchevismo e totalitarismo.   
  
8. (G1 - cftmg)  A questão refere-se à tabela seguinte.

Índice de preços e salários nos Estados Unidos

ANOS
PREÇOS
SALÁRIOS
1929
95,3
100,5
1930
86,4
81,3
1931
73,0
61,5
1932
64,8
41,6
1933
65,9
44,0

Analisando esses dados, conclui-se, corretamente, que a crise
a) fez parte da Grande Depressão atenuada pelos efeitos da implementação do New Deal.   
b) afetou os preços da economia americana com impacto significativo na massa salarial.   
c) foi de superprodução, pois os preços se elevaram, devido à grande quantidade de produtos disponíveis.   
d) constitui uma avaliação histórica equivocada, uma vez que no ano de 1929, a economia americana era satisfatória.   
  
9. (G1 - cftpr)  No período chamado de Entre Guerras, um acontecimento norte-americano alcançou repercussão mundial. Trata-se da Quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em outubro de 1929. Foram causas dessa crise econômica:
a) intervenção do Estado na economia, contrariando o ideal do liberalismo, profundamente arraigado na cultura norte-americana.   
b) retomada da produção européia, aumento do preço do petróleo no mercado internacional e redução do consumo interno.   
c) explosão do consumo, aumento das taxas de juros e uma sequência de nacionalizações de empresas estrangeiras.   
d) aumento das exportações e dos preços dos produtos, sem que houvesse um aumento de produção de matérias-primas.   
e) superprodução agrícola e industrial, diminuição nos níveis de exportação e queda nos preços no mercado interno.   
  
10. (G1 - cftce)  Destaque as principais semelhanças entre o Fascismo de Mussolini e o Nazismo de Hitler.
R: Nazismo e Fascismo apresentam uma série de semelhanças. Ambos eram contrários aos princípios de democracia igualitária e de voto universal. O Estado tem um papel predominante e assumia a condição de "protetor dos fracos". Há um sentimento de força baseado nas palavras de ordem; "crer, obedecer e combater".