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17 de abril de 2013

OS REGIMES TOTALITARISTAS NA EUROPA. (1919/1933)


Censura, repressão, partido único, fechamento político, militarismo e nacionalismo são caracteristicas dos regimes totalitários.

DEFINIÇÃO:
Os fascismos consistiram em regimes totalitários e nacionalistas, que tiveram por objetivos o fechamento político como uma alternativa ao socialismo e ao liberalismo econômico.
Chamamos de fascismo os regimes nazista, ocorrido na Alemanha (que tinha Hitler como líder); o fascista ocorrido na Itália (cuja liderança era exercida por Bendito Mussolini) e também em Portugal o salazarismo (com o líder Antonio Oliveira Salazar), e na Espanha o franquismo ( com o líder Francisco Franco por Guerra Civil Espanhola).


À esquerda  Bendito Mussolini líder do regime fascista na Itália ao lado de Adolf Hitler idealizador do nazismo na Alemanha.

CARACTERÍSTICAS DOS FASCISMOS: GOVERNOS TOTALITARISTAS:

Totalitarismo: Todo o poder é concentrado nas mãos do Estado. O partido que comanda é único, também controlado pelo Estado, que representa a força maior da nação.
Nacionalismo: A nação representa a prioridade da sociedade. Tudo deve ser feito em prol do crescimento e desenvolvimento da nação, já que nação e sociedade são a mesma coisa.
Coletivismo: Todos trabalham juntos para a construção do país.
Militarismo: A guerra e a expansão salvam, regeneram e criam a prosperidade.
Anticomunismo: Não aceitavam o comunismo como regime político.
Antiliberalismo: Culpavam o liberalismo pela crise e quebra econômica.
Autoritarismo: Fechamento político sob o controle do Fuhër ou Duce. Sua decisão era indiscutível e inquestionável.
Repressão e Censura
Propaganda como forma de realização do culto ao líder.
Expansionismo territorial

As características listadas acima constituem em semelhanças políticas entre nazismo e fascismo. É importante perceber que o nazismo incorpora o antissemitismo como ideologia fundamental para purificação da raça alemã ariana. A questão racial para Alemanha foi fundamental para a distribuição de bens privados dos judeus para o Estado, assim como a perseguição e extermínio destas culturas nos campos de concentração durante a 2ª Guerra Mundial (1939/1945).

PERÍDO ENTRE GUERRAS E A EMERGÊNCIA DO TOTALITARISMO NA EUROPA:

Após a 1ª Guerra Mundial a Europa sai arrasada com guerra, o déficit populacional, a fome, a crise econômica e política apontam para o esgotamento do Estado liberal, sobretudo da Democracia Liberal. Esta realidade se chocou com a emergência a da influencia do socialismo após a Revolução Russa de 1917, em meio a instabilidade política e econômica, a centralização do Estado passa a ser uma alternativa para a manutenção do capitalismo e da burguesia no poder.
A Crise de 1929 será outro fator somado a crise econômica européia que contribuirá para ruína do Estado Liberal e emergência dos totalitarismos na Europa.
Com o fim da 1ª Guerra Mundial o EUA emerge como potencia hegemônica mundial. O crescimento industrial ocorrido durante a guerra, sobretudo com a indústria de alimentos e a indústria bélica, determinará um apoio aos parceiros econômicos que compunham a Tríplice Entente, que durante a guerra ameaçavam os negócios americanos após as sucessivas perdas para o exército alemão. Ao entrar na guerra, os EUA mantém a produção e modificam os rumos do conflito garantindo a vitória da Entente, consolidando mundialmente seu poder econômico e militar. No entanto, esta situação passa a se modificar após a crise econômica européia durante o pós-guerra. Diante da necessidade de uma reestruturação econômica, a Europa passa a reduzir as importações e as relações comerciais com os EUA, o que determinou a Crise de 1929.
Em 1929, fazendas e fábricas, sem condições de sobreviver face ao restrito mercado consumidor, foram à falência, ampliando o número de desempregados. Bancos credores perderam os capitais investidos no processo produtivo e também faliram. A situação da crise conduziu à quebra da bolsa de valores de Nova York em outubro de 1929, conhecido como o Crack da Bolsa em 1929, onde o gigante econômico anunciou a falência em níveis nacionais e mundiais..
A crise se tornou mundial porque as filiais de bancos e indústrias americanas quebraram em diversos pontos do globo e a instabilidade levou os governos a se precaverem adotando uma postura protecionista nos anos 1930, através da elevação das taxas alfandegárias e contenção dos gastos com importações.
A redução do comércio internacional foi uma das características do período da Grande Depressão do mundo capitalista na década de 1930. Essa situação também atingiu as nações periféricas, dependentes da importação de produtos primários das grandes potências, como o Brasil, que passaram pelo período de substituição das importações, uma política de incentivo a industrialização de bens de consumo frente à crise capitalista mundial.
Diferente de muitos países europeus como Itália, Alemanha, Portugal e Espanha, que optaram pela centralização do Estado junto a implementação de governos totalitários que estimularam o nacionalismo, a industrialização pesada, o nacionalismo e o expansionismo territorial; os EUA optaram por um plano de reestruturação política e social baseada na intervenção do Estado conhecido como New Deal criado em 1933 pelo presidente Franklin Roosevelt. Este plano político deu origem ao Estado de Bem Estar Social conhecido como Estado keynesiano, que em uma tese simples e com o objetivo de manter o capitalismo determinou que o Estado passasse a gerir os bens básicos da sociedade como saúde, educação, seguridade social, assistência social, assegurando os direitos sociais básicos ao trabalhador. Sob a ação e intervenção social do Estado, o keneysianismo se consagrou como uma política eficaz para o funcionalismo do capitalismo, para inibição de greves e da ação de sindicatos, e também da influência do socialismo no país.

Jornal londrino noticia a queda da bolsa em New York em 1929.


O FASCISMO NA ITÁLIA:

Bandeira que representa o regime fascista na Itália.

O fascismo na Itália ascendeu como regime político em 1921 sob o comando de Mussolini. O partido fascista italiano conhecido como a milícia dos Camisas Negras, venceu as eleições atacando os comunistas e o regime socialista, conseguindo assim o apoio da burguesia e das classes médias.
Na Itália, além da ameaça comunista, os estragos sofridos na 1ª Grande Guerra, assim como as crises políticas e econômicas com a inflação, o desemprego e a paralisação de diversos setores produtivos, acabaram por determinar a opção por um regime revolucionário fascista. Neste quadro de instabilidade política é fundado em 1919 o Partido fascista por Mussolini. As elites passaram a apoiar as ações dos fascistas elegendo-os como maior número no parlamento em 1921.
Apoiado pelo parlamento, Mussolini organiza a tomada de poder e a destituição do rei Vitor Emanuel III. Em 1922 os fascistas marcham por Roma rumo ao gabinete governamental onde Mussolini toma o poder e assume o cargo de primeiro ministro.


 Discurso de Mussolini em Turin


Com as eleições de 1924, as fraudes para manter os fascistas no poder determinaram denuncias de corrupção pelo comunista Matteoti, que acaba assassinado. A violência e a perseguição à oposição inauguravam o regime fascista na Itália. Em 1925 Mussolini se declarou Duce, ou seja governante supremo e chefe do Estado. Estava concretizado o Estado totalitário fascista, criando a censura, o fechamento político, o partido único e a repressão.
Em 1929 Mussolini assinou o Tratado de Latrão, conciliando o Estado e a Igreja. O papa Pio XI assinou o tratado e passou então a reconhecer o Estado fascista e o governo de Mussolini, e o catolicismo passou a ser transformado em religião oficial. Foi também criado o Estado do Vaticano, que determinou o primeiro estado teocrático-monárquico, onde o papa era rei e chefe religioso. Com o apoio da sociedade e da Igreja, os fascistas ganhavam popularidade e poder.
A propaganda e os discursos em massa, associado as proibições de greves e manifestações, a grande produção de armamentos para a militarização do país determinaram a expansão do regime fascista através da invasão a Etiópia na África, assim como a união a Alemanha e ao Japão na 2ª Guerra mundial.

O NAZISMO NA ALEMANHA. HITLER: O FUHËR E O ESTADO ALEMÃO

Militarismo, nacionalismo, disicplina, ideia de purificação racial e culto ao líder foram ações indispensáveis para construção do nazismo alemão

Após a 1ª Guerra Mundial a desestruturação política e econômica da Alemanha, associada a crises internas de instabilidades econômicas e medo da expansão comunista determinou a reformulação do Estado.
Na Alemanha a perda da guerra e as humilhações sofridas no Tratado Versalhes em 1918, determinaram o acordo de paz que custou a Alemanha penalizações severas, como: a devolução da Alsácia-Lorena à França e o acesso da Polônia ao mar, a perda das colônias, e também da artilharia, aviação e construção naval, assim como, a redução do exercito alemão a cem mil homens, sem contar as indenizações num valor de trinta bilhões de dólares as potencias vitoriosas.
Em 1918 surgiu na alemã em oposição ao regime dos kaisers a República de Weimar (1918/1923) como solução as crescentes dificuldades em superar as designações do Tratado de Versalhes. A República de Weimar se caracterizou um sistema de governo parlamentarista democrático, onde o presidente da república nomeava um chanceler que seria responsável pelo poder executivo e o poder legislativo ficava a cargo do parlamento. Neste cenário a o governo alemão ficou nas mãos de democratas liberais, o que fez emergir o sentimento saudosista de uma Alemanha forte e poderosa dos tempos imperiais.
Em 1919 foi fundado em Munique o partido nazista alemão denominado como Partido Socialista dos Trabalhadores Alemães, inspirado no partido de Mussolini, que passou a ganhar adeptos através de suas propostas e também da criação de uma polícia denominada Seção de Assalto (SA) os camisas pardas.
Em 1923 trabalhadores iniciaram greves trabalhistas no vale de Ruhr, em oposição ao trabalho para os franceses. O governo alemão para apoiar os trabalhadores e não desrespeitar o acordo com a França emitiu um número elevado de moedas gerando uma inflação absurda no país. Neste mesmo ano, Hitler e o partido nazista tentam um golpe para assumir o poder – o Putsh de Munique, mas não obteve sucesso.
A crise de 1929 não teve muita repercussão na Alemanha, que sofria mais com a ameaça comunista e com a organização dos trabalhadores, que amedrontavam as elites dirigentes e a classe média.
Com a atuação das tropas da SA, Hitler em 1932 ganhou popularidade e foi convidado ao cargo de chanceler pelo presidente Hindenburg, assumindo assim o comando do Estado. Iniciou-se a partir de então, a perseguição aos grupos opositores e também à esquerda e comunistas contrários ao governo. Judeus, comunistas foram presos e levados para os campos de concentração.
Em 1933 foi proclamado do III Reich, o novo império de Hitler, que teve como força política a propaganda nacionalista, o fechamento político e o discurso em massa como idealizador de uma sociedade centralizada no poder do Estado, e direcionada ao crescimento de uma nação pura onde os não arianos deveriam ser afastados. Neste período, a perseguição aos judeus e outros grupos étnicos, assim como portadores de doenças físicas e homossexuais foi intensificada. Judeus sofreram humilhações e a guetificação, além de mortes e prisões.
 
Video de 1935 registra o discurso de Hitler a juventude alemã.


Hitler cria a SS – Seção de Segurança (Liderado por Himer), para dar apoio aos Camisas Pardas - SA. Estes correspondiam à polícia política, treinada, disciplinada e fiel ao Fuhër. A Gestapo – polícia secreta do Estado ficava responsável pela perseguição e cassação de possíveis subversivos ao regime.
A quebra do Tratado de Versalhes, o militarismo e armamentismo de uma sociedade recrutada a expansão territorial, consagraram-se como o estopim da 2ª Guerra Mundial.

LEMBRE-SE:

O antissemitismo não foi criado por Hitler. O preconceito contra os judeus, segundo alguns historiadores, é fruto de uma questão religiosa, onde os judeus ao defenderem a tese de povo escolhido por Deus e negarem o messias responsável por difundir o cristianismo, passaram a sofrer o antissemitismo difundido pela Igreja Católica a partir da criação do Império Bizantino. Outro fator foi a falta de uma pátria, de um lugar de origem, o que determinou a diáspora deste povo pelo mundo, o que também contribuiu para o antissemitismo. A diáspora contribuiu para que os judeus pudessem ter acesso a cargos elevados e também de obterem muitas riquezas em diversos países, devido a uma maleabilidade econômica e o aumento das relações comerciais, gerando riquezas em ouro, ou seja, moeda forte em qualquer país.
A opção por um Estado forte, tanto no nazismo como no fascismo, consistiu em uma maneira de apaziguar a luta de classes, determinando uma harmonia entre trabalho e capital – burguesia e operários. Evitando assim o comunismo e o liberalismo.
Por que na Itália o fascismo não adotou o discurso racial? A Itália se caracteriza por uma sociedade miscigenada, diferente da Alemanha.

7 comentários:

Anônimo disse...

Eiata rsrskkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkhahahahahah

Anônimo disse...

Vc esta de parabens...Otimo documentário!!OBRIGADA!

Anônimo disse...

Vc esta de parabens...Otimo documentário!!OBRIGADA!

Anônimo disse...

muito bom....

Anônimo disse...

Ótimo documentário.

Anônimo disse...

Muito bom mesmo, me ajudou muito ;)

Anônimo disse...

muito bom!, porem o nome de benito mussolini esta errado, la esta escrito "bendito".