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1 de outubro de 2013

A GUERRA DE TROIA



Possivelmente essa guerra ocorreu no atual país chamado Turquia entre os anos de 1.500 e 1.200 a.C.  De um lado, cidades da Grécia e do outro, a cidade de Troia. 

Mapa com a localização de Tróia.
Ilíada e Odisseia de Homero:
A história desse conflito foi narrada 400 anos depois dos combates, por um poeta da Grécia Antiga, chamado Homero, ao qual tradicionalmente se atribui a autoria dos poemas épicos Ilíada e Odisseia. A Ilíada é um grande poema de 15.693 versos que narra à lendária Guerra de Troia. Cidade também chamada pelos gregos de Ílion. Odisseia narra às aventuras de Odisseu ou Ulisses – após a Guerra de Troia, até o seu retorno à sua terra natal. Esses poemas relatam poucos fatos reais, porém muitas doses de mitologia grega.

Imagem do poeta Homero.
Até meados do século 19, acreditava-se que tudo não passava de ficção. Em 1871, porém, foram encontrados os restos superpostos de nove cidades numa colina chamada Hissarlik na Turquia pelo arqueólogo alemão Heinrich Schliemann. Uma dessas cidades soterradas apresentava evidências de ter sido uma comunidade fortificada, destruída por volta de 1250 a.C.. Apesar de ainda não haver um consenso entre os pesquisadores, alguns consideram essas ruínas como a prova de que Troia e a guerra existiram. Os estudos arqueológicos permanecem até hoje e nos revelam ossadas humanas, inscrições de cerâmica e as próprias muralhas da cidade.

Ruínas do Muro de Tróia.

Objetos encontrados nas escavações (anos 90) mostram um sistema avançado de segurança de Troia.
Versão mitológica da Guerra de Tróia:
Considerando a versão mitológica, a Guerra de Troia teve início com a união
de Peleus e Tethis, deusa-ninfa dos mares. A deusa da discórdia, Eris, não sendo convidada para o evento, resolveu lançar um desafio contra aqueles que estavam na festa de casamento. Chegando repentinamente à festa, Eris ofereceu uma maçã de ouro (pomo da discórdia) àquele deus que demonstrasse maior senso de justiça. As deusas Hera, Afrodite e Atena tentaram possuir o valioso apetrecho. A disputa entre as deusas motivou Zeus a convocar o príncipe troiano Paris, o mais belo dos homens, a julgar quem mereceria o referido prêmio. Ansiosas pela conquista da maçã, as três deusas ofereceram uma oferta distinta à Paris. Atena lhe prometeu sabedoria; Hera lhe jurou poder, e Afrodite lhe prometeu o amor da mais bela mulher do mundo. Paris cedeu à oferta de Afrodite, que em troca lhe prometeu o amor de Helena, mulher do rei espartano Menelau.

Helena e Paris, pintura de Jacques-Louis David, 1788

Dessa forma, Paris organizou-se para ir à busca de sua prometida. Durante o trajeto rumo à Esparta, os profetas gêmeos Cassandra e Heleno tentaram persuadir Paris para que desistisse de tal empreitada. No entanto, Paris já estava obcecado pela mulher de Menenlau e, por isso, seguiu seu caminho em direção à Esparta. Chegando à cidade, Menelau tratou Paris com todo o prestígio referente à sua posição. No período de sua estadia, o rei Menelau teve que ausentar-se para acompanhar um funeral. Aproveitando da oportunidade, Paris capturou a rainha Helena e roubou parte das riquezas de Menelau. Chegando à Troia, Paris organizou os preparativos para o seu casamento com Helena. Enfurecido, Menelau mobilizou todos os antigos pretendentes de Helena para que juntos recuperassem a honra do rei espartano. Entre os integrantes da tropa, destacava-se Agamenon, irmão de Menelau e rei de Micenas.
Diversos heróis gregos se reuniram na empreitada marítima, que partindo do porto de Áulis, atravessaria o mar Egeu com destino à Troia. Muitos dos convocados resistiram ao chamado de Menelau, pois havia uma profecia que os invasores de Troia ficariam presos na cidade por mais de vinte anos. Odisseu fingiu estar louco para não ir à guerra, no entanto – ao ver seu filho mais novo convocado – desfez a sua própria farsa.
Ao longo dos preparativos da força grega, Odisseu ficou sabendo que a esquadra não teria sucesso caso não recorresse ao apoio de Aquiles. Dessa maneira, Odisseu foi até a ilha de Ciros para tentar persuadir o bravo guerreiro a participar dos combates contra Troia. Mesmo com os guerreiros reunidos, um novo problema veio a complicar a situação grega. A deusa Ártemis exigia que Agamenon sacrificasse sua filha Ifigênia, para que os ventos conduzissem os gregos à cidade de Troia. Usando o mar Egeu como rota, mais de mil navios foram enviados para Troia.
Embarcações gregas chegando à Troia.

Durante os ataques contra os troianos, os gregos tiveram grandes dificuldades de organizar os combates. Agamenon e Aquiles entraram em desavença durante a partilha das riquezas obtidas com os conflitos. O desentendimento entre os guerreiros ameaçou seriamente a vitória dos gregos, que só voltaram a bater as tropas troianas quando Aquiles voltou ao combate. Os conflitos com os troianos se alongaram durante dez anos. Além disso, a cidade de Troia, sendo uma região cercada por muralhas intransponíveis, resistia intacta às tentativas de invasão dos gregos. Visando dar um fim ao combate, o astuto Odisseu ordenou a construção de um enorme cavalo feito de madeira como oferenda à deusa Atena. Os troianos consideravam o cavalo um animal sagrado recolheu o “presente de grego” e levaram para dentro da cidade. A noite quando todos os troianos dormiam do interior do cavalo, saíram os guerreiros de Odisseu, que saquearam e destruíram a cidade de Troia, o rei Príamo foi morto, Helena foi levada de volta para Esparta e Paris matou o semideus Aquiles com uma flecha no calcanhar que era seu ponto mortal.

A imagem retrata o Cavalo de Troia.
A lenda de Aquiles:
Aquiles era filho de Tétis e Peleu, rei dos mirmidões da Tessália. Ao nascer sua mãe o segurou pelos calcanhares e o mergulhou de cabeça para baixo no Estinge, rio que dava sete voltas no inferno, e deu a Aquiles o poder da invulnerabilidade, ou seja, nada penetrava seu corpo. Uma profecia condenava Aquiles a morrer jovem no campo de batalha. Mais tarde, sua mãe profetizou que ele poderia escolher entre dois destinos: lutar em Troia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, mas sendo logo esquecido. Ele escolheu o primeiro e partiu para Troia.
No décimo ano de luta, capturou a jovem Briseida, que lhe foi tomada por Agamenon, revoltado Aquiles retirou-se da guerra, e o convenceram a dar a armadura que usava ao seu amigo Pátroclo. Heitor filho do rei de Tróia matou Pátroclo e para vingar Aquiles faz as pazes com Agamenon, para ter a oportunidade de enfrentar Heitor.
Aquiles mata Heitor e arrasta seu corpo em torno da muralha de Troia, porém, Paris, irmão de Heitor, atirou uma flecha envenenada em Aquiles, e atingiu seu único ponto vulnerável, os calcanhares, local que sua mãe segurou para mergulhá-lo no rio. Assim surgiu a expressão “calcanhar de Aquiles”, quando se refere a ponto fraco, de alguém ou de algo.

Aquiles morrendo; estátua localizada nos jardins do Achilleion, em Corfu.

Versão histórica da Guerra:
Alguns estudiosos tentam observar a história real por trás dos mitos da Guerra de Troia onde um conjunto de conflitos realmente existiu, os gregos lutavam não por Helena, mas pelo controle do estreito de Daradanelos, uma estratégica passagem marítima que ligava o mar Egeu ao mar Negro, uma importante rota comercial da época. Troia era uma rica e poderosa cidade, que devido aos altos impostos cobrados dos navios, atraía a cobiça de muitos povos da região. Com a conquista de Troia, Micenas tornou-se a cidade mais poderosa da Grécia e passou a controlar o tráfego marítimo na região, até a invasão dos Dórios.
Diante de tantas referências literárias e dos estudos arqueológicos, ainda não há nenhuma evidência inquestionável de que a Guerra de Troia realmente existiu. Acreditar ou não nela ainda é uma questão de crença nos indícios encontrados até o momento. Os poemas de Homero revelam o modo de ser do grego de uma época de heróis, que servia de modelo comportamental para aquela sociedade.

Referências Bibliográficas:
- SALERNO, Silvana, A Ilíada e a Guerra de Troia. São Paulo: DCL, 2008
- JUNIOR, Cesar da Costa. Projeto Araribá - História . São Paulo: Moderna, 2010
- Blog Pensando Alto: http://crfbpensandoalto.blogspot.com.br
- IMAGENS sobre a Guerra de Troia: www.google.com.br
- http://super.abril.com.br/historia/troia-444496.shtml
- TROIA. Direção: Wolfgang Petersen. Estados Unidos, 2004. 162 min.

Trabalho escrito das alunas do Colégio Inetrnacional Signorelli (6o Ano) :
Clara Beatriz, Fernanda Baiense, Isabela Dalcanale.










Um comentário:

Irivan Rodrigues disse...

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