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1 de outubro de 2010

IMPRESSÕES E CRÍTICAS DO FILME OLGA

CRÍTICA DO ALUNO DANIEL ALVES T905 CPII/USCII: O filme Olga, realizado em 2004, pelo diretor Jayme Monjardim, conta a respeito da alemã, judia e comunista Olga Benário, mulher do líder comunista brasileiro Luiz Carlos Prestes. Filha de uma família de classe média alemã, Olga rompeu com sua classe de origem para se dedicar à causa socialista, unindo-se ao governo revolucionário soviético. O filme deixa clara a posição do governo Vargas, e não deixa de beber no maniqueísmo freqüente da política da época ao pontuar as diferenças entre direita, esquerda, democracia e ditadura. Dentro da temática da revolução vivida nos anos de 1930 no Brasil e no mundo, o filme destaca o romance de Olga e Prestes, o nazismo e a presença dos campos de concentração, e aí os clichês não poderiam faltar. Mensagens de esperança, dor e sofrimento se alternam a discursos revolucionários e utópicos. Olga quer mudar o mundo, como todo bom revolucionário socialista que se preze, nem que seja à força. Não há maior clichê do que a conversa entre a adolescente Olga e seu pai, quando ela decide deixar a família e se unir aos soviéticos na luta pela revolução comunista em todo o mundo. Após nascer a filha de Olga, Anita Prestes, os nazistas permitem que o bebê seja amamentado por 14 meses na enfermaria da prisão alemã. Este é o único momento em todo o filme que vemos Olga feliz. A personagem escreve cartas para Preste, que estava preso no Brasil, falando sobre o nascimento da filha. Essas cenas são o prólogo para a crueldade que se inicia quando Anita ao desmamar é tomada à força de Olga. O filme termina com a leitura da última carta de Olga destinada à Prestes e Anita, antes da revolucionária ser morta na câmara de gás em um campo de concentração.

CRITICA DO ALUNO MATEHUS CRISTIANO T905 CPII/USCII: É interessante observarmos na história de Olga como as manifestações populares têm capacidade para mudar e romper com o governo capitalista. Afinal, foi graças a voz socialista da época que Olga protestou durante toda sua vida, e assim conseguiu ficar com a filha Anita durante algum tempo. A história de Olga retratada no filme nos dá a esperança de mudar nosso país, cheio de políticos corruptos, problemas sociais e falta de direitos básicos como: comida, água e habitação. Além disso, é interessante observar através do filme que o capitalismo não é tão bom quanto parece. Não que os comunistas sejam “bonzinhos”, afinal sabemos de vários atos reprováveis dos comunistas, como governos ditatoriais, perseguições, campos de concentração, e etc. Devemos lutar por nossos direitos e por nossas convicções, está é a mensagem de Olga Benário.

Um comentário:

José Aloísio Soares disse...

Olga, filme top ten. Melhor produzido até hoje. Merecia Oscar de fotografia, roteiro e elenco. Conta o lado negro da história do Brasil... O casal Olga e Prestes veio para o Brasil da URSS, visando à instalação do regime soviético em Pindorama... Aconteceu o romance, a protagonista ficou grávida do comunista e a revolução fracassou, felizmente. A judia-alemã apelou para ficar no Brasil. Só que Getúlio Vargas na época era ditador e simpatizante dos nazistas... Fez o Itamaraty pagar o primeiro mico internacional... Entregou Olga ao governo alemão que a condenou à câmara de gás... Getúlio tinha dupla personalidade. Uma como ditador e a outra a partir do governo eleito que se tornou conhecido como Pai de Pobres ... Será que sofria do transtorno de bipolaridade? Décadas mais tarde, o governo do Brahma implantou a doutrina lulopetista para o órgão que não parou de pagar mico...