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13 de setembro de 2012

Batalha de Tróia

A turma do 6o. Ano do Colégio Internacional Signorelli encenou a Batalha de Tróia com figurino de época e com o texto fundamentado no livro Íliada de Homero. O resultado desse trabalho levou a turma a engajar-se na história da Grécia Antiga incluindo na pesquisa o interesse sobre a mitologia.
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O QUE FOI A GUERRA DE TRÓIA?

por Roberto Navarro

Teria sido uma guerra da cidade de Tróia, no atual território da Turquia, contra várias cidades-estados da Grécia, em algum período entre os anos de 1 500 e 1 200 a.C. "Teria" porque a história desse conflito, narrada em vários poemas épicos da Antiguidade, mistura poucos fatos reais com muitas doses de mitologia grega. Até meados do século 19, acreditava-se que tudo não passava de ficção. Em 1871, porém, foram encontrados os restos superpostos de nove cidades numa colina na Turquia. Uma dessas cidades soterradas apresentava evidências de ter sido uma comunidade fortificada, destruída por volta de 1250 a.C. Apesar de ainda não haver um consenso entre os especialistas, alguns consideram essas ruínas como a prova de que Tróia existiu mesmo e a guerra também.
Pela versão puramente mitológica - narrada principalmente na Ilíada e na Odisséia, poemas épicos atribuídos ao grego Homero, que viveu por volta de 850 a.C. -, a história do conflito começa numa festa para a qual são convidados os principais deuses gregos, com exceção de Éris, deusa da discórdia. Como vingança, Éris oferece uma maçã de ouro à convidada mais bela da festa, gerando uma disputa entre as várias deusas presentes. Para resolver a questão, Zeus, o grande chefe dos deuses, exige que o príncipe Páris, filho do rei de Tróia, escolha a vencedora. Afrodite, deusa do amor, é apontada como a mais bela, mas para conseguir isso ela ofereceu antes um presente a Páris: o direito de ter a mais bela mortal do mundo, Helena, esposa do rei de Esparta, uma cidade-estado grega. Após seduzir e raptar a beldade, Páris atraiu a ira dos espartanos, que conseguiram o apoio de outras cidades-estados para invadir Tróia e recuperar Helena.
Apesar de possuírem um grande exército, os gregos cercaram a cidade rival por dez anos até conseguirem penetrar nas suas muralhas. Quando isso aconteceu, Helena foi levada de volta a Esparta e a população de Tróia foi massacrada. Os especialistas que tentam enxergar a história real por trás desses mitos acreditam que um conjunto de conflitos militares realmente ocorreu durante a Idade do Bronze (entre 3 000 e 1 000 a.C.). Os gregos lutavam não por Helena, é claro, mas pelo controle do estreito de Dardanelos. Essa estratégica passagem marítima, que fica perto de onde teria existido a cidade de Tróia, ligava o mar Egeu ao mar Negro, uma importante rota comercial da época. Apesar das referências literárias e das explorações arqueológicas, ainda não há nenhuma evidência inquestionável de que a Guerra de Tróia realmente aconteceu. Acreditar ou não nela ainda é uma questão de crença nos indícios encontrados até o momento.
Mas pelo menos uma coisa é indiscutível: a importância dos mitos relacionados à guerra contados nos poemas épicos. "São poemas que, no fundo, revelam o modo de ser do grego de uma época heróica, que servia de modelo comportamental para aquela sociedade", afirma a historiadora Maria Beatriz Florenzano, da Universidade de São Paulo (USP). Além de Ilíada e Odisséia, de Homero, o suposto conflito também inspirou muitos outros autores ao longo dos séculos, do poeta romano Virgílio - que, no século 1 a.C., foi o autor de Eneida, história sobre um príncipe troiano que escapa do massacre da cidade e funda Roma - ao escritor irlandês James Joyce - que, no início do século 20, escreveu Ulisses, em alusão a um dos principais heróis gregos da Guerra de Tróia.
Cenário lendário Gregos teriam atravessado o mar Egeu com mil navios
UNIÃO GREGA
Na época em que teria ocorrido o conflito, a Grécia não era unificada. O país se dividia em várias cidades-estados autônomas e independentes, formadas por uma cidade propriamente dita e pelas áreas agrícolas ao redor dela. Apesar de terem o mesmo idioma e a mesma religião, essas mininações viviam se hostilizando. Entretanto, podiam se unir para defender interesses comuns. Nessa polêmica guerra, várias cidades-estados teriam se juntado para enfrentar os troianos, com destaque para Esparta, Atenas e Argos.
GUERREIROS BRONZEADOS
Os relatos de Homero sobre a guerra contam sobre batalhas em que os dois exércitos se enfrentavam em campo aberto, com lanças, espadas, machados e flechas. A principal arma ofensiva era a lança, que podia ter mais de 5 metros de comprimento e costumava ser arremessada contra o inimigo. As espadas eram de bronze, mesmo material que reforçava os escudos de couro de boi e os capacetes.
ARMADA NUMEROSA
Segundo os textos mitológicos, as várias cidades-estados gregas conseguiram reunir uma armada de mil navios para atacar Tróia. Homero diz que eram "navios de 50 remos". Por esse relato, deduz-se que eram um típico barco da época chamado pentekonter, com cerca de 20 metros de comprimento e comandado por um capitão, que contava com 50 remadores. Essas embarcações raramente se afastavam da costa, pois transportavam pouca água e suprimentos.
TRÓIA E AS AMAZONAS
Se Tróia existiu, ficava no noroeste da Anatólia, a atual Turquia. Ela pode ter sido um centro comercial entre 1500 e 1200 a.C. Os poemas de Homero revelam que o rei troiano Príamo, pai de Páris, tinha um império que se estendia pela Ásia Menor. Os textos épicos também contam que na guerra os troianos receberam ajuda das lendárias amazonas, mulheres guerreiras.
DIVISA CONTINENTAL
O local das batalhas fica no limite entre a Ásia e a Europa

Um comentário:

Anônimo disse...

gostei porque me ajudou a fazer um trabalho escolar referente a isso!
mais acho que quando forem fazer teatro caprichar mais seria o essencial pois não foi tao bom assim. quando entrei no site pensei que seria um vídeo mais impactante mais o que vale é a intensão de vocês ajudar e passar para as pessoas o que intenderam mais essa é só uma crítica construtiva obrigado pela ajudinha.