Participe do Blog Pensando Alto!

5 de agosto de 2019

A QUEDA DA BASTILHA E O INÍCIO DA REVOLUÇÃO FRANCESA.

A Queda da Bastilha por Voyager.

As ideias iluministas que estavam ascendendo rapidamente nessa época contrariavam a ideologia do Antigo Regime. Na segunda metade do século XVIII, na França, as coisas não estavam indo nada bem para o Rei Luís XVI e para a aristocracia. O rei francês não imaginava que às consequências da política absolutista determinaria uma revolução que mudaria o mundo.
            O Terceiro Estado francês era vítima do absolutismo há mais de trezentos anos e estava completamente revoltado com o Antigo Regime. Essa revolta foi causada pela sociedade de privilégios, formada porque o clero e a nobreza tinham isenção de impostos, e essas taxas eram pagas somente pelo Terceiro Estado. Além disso, o poder centralizado nas mãos do rei; a hereditariedade das terras; e a crise causada pelas más colheitas devido ao inverno rigoroso, foram fatores que somaram-se a insatisfação do Terceiro Estado.
            O rei, em uma tentativa de amenizar a insatisfação do Terceiro Estado convocou a chamada Assembleia dos Notáveis.
            Essa assembleia foi uma medida paliativa de tentar fazer uma reforma fiscal que suprimia as isenções fiscais que beneficiavam nobres e clérigos e, além disso, submetia todos os proprietários de terras a pagar uma "subvenção fiscal". Porém, como o voto da Assembleia era por Estado e não por pessoa, o clero e a nobreza se juntaram contra o Terceiro Estado para manter seus privilégios.
            A crise financeira se desdobrou em uma crise política e administrativa e, pressionado, o rei convocou os Estados Gerais.
            Os Estados Gerais eram uma assembleia composta por representantes de cada Estado, que não se reunia desde 1614. Eles se reuniram em Versalhes, com objetivo de fazer com que os votos fossem contados por cabeça. Contudo, o Terceiro Estado não atingiu os objetivos, porque a aristocracia se reuniu contra os revoltosos impedindo que a ampliação da participação política popular ocorresse.
            Diante disso, os representantes do Terceiro, com o apoio de alguns membros do clero, se retiraram da reunião. Alguns dias depois, esse grupo formou uma assembleia geral permanente e jurou que permaneceria unida até que uma Constituição fosse aprovada pra França.
            O clima estava tenso na sociedade francesa. As classes dominantes estavam sem força política para resistir à opressão popular. O monarca ordenaria que os deputados que restavam se unissem aos outros, enquanto, secretamente, mobilizaria tropas ao entorno de Paris e Versalhes. Assim, no dia nove de julho de 1789, foi proclamada a Assembleia Nacional Constituinte. 
            Com a Assembleia Nacional, o rei foi motivado a tomar medidas mais radicais. Entre elas, a demissão do ministro Jacques Necker, que foi o estopim para a revolta popular. Nesse contexto, em quatorze de julho de 1789, o povo foi às ruas e tomou a Bastilha, uma prisão política, em busca de armas.
            A Tomada da Bastilha consolidou a oposição popular contra o absolutismo de Luís XVI, dando início a maior revolução social da História: A Revolução Francesa.

(Autor do texto: João Victor Gama).

15 de abril de 2019

O ABSOLUTISMO EM CHEQUE. Por João Victor Gama




No século XVII, em meio ao constante crescimento burguês na Europa, os países eram governados pelo Antigo Regime, que consistia em um governo absolutista, onde o rei detinha o poder total.
No que se refere à economia, as monarquias absolutistas acumulavam capital através do mercantilismo. O mercantilismo era um conjunto de práticas econômicas exercidas pelo rei com objetivo de enriquecer o Estado através no protecionismo, do monopólio, colonialismo, expansão manufatureira.
A sociedade no Antigo Regime era hierarquizada. O clero e a nobreza possuíam privilégios por serem isentos do pagamento de impostos. Neste contexto, o terceiro estado, formado por camponeses, artesãos e burgueses sustentavam o clero e a nobreza - representantes do primeiro estado; pagando impostos.
Com a crescimento da burguesia e a falta de mobilidade social em uma sociedade estratificada, difundiu-se em muitos países da Europa ideias que defendiam o fim do estado absolutista através de uma nova doutrina política e social que propunha a transformação do Antigo Regime em um governo liberal burguês.
O Iluminismo foi um novo conjunto de ideias, caracterizado pelo racionalismo humano. Esse pensamento dizia que a razão deveria se sobrepôr ao dogmatismo religioso. Os principais pensadores iluministas, que foram majoritariamente do terceiro estado, desenvolveram as ideias que futuramente revolucionaram a Europa, e determinaram o fim do absolutismo. Entre eles, Jonh Locke defendeu a liberdade política e econômica. Locke defendia o contrato social, onde o rei estabelecia um pacto de responsabilidade com a sociedade. Nesta relação, a sociedade civil teria o direito de substituir ou rebelar-se contra o governo tirânico. Diderot e D´alambert juntaram todos os conhecimentos existentes e escreveram a Enciclopédia. Barão de Mostesquieu propôs a divisão de poder em três – legislativo, executivo e judiciário. Jacques Rosseau, foi grande filósofo francês que pontuou a importância do governo sempre sujeitar-se a vontade geral dos cidadãos.
Essas ideias tomaram grandes proporções rapidamente pela Europa. Buscando frear o liberalismo burguês e manter-se no poder, alguns reis absolutistas – Prússia, Espanha, Portugal, Rússia e Áustria - praticaram o despotismo esclarecido, que foi um ato de implementar ideias iluministas dentro do reino. Esses soberanos utilizaram os ensinamentos propostos pelas teorias iluministas sem abrir mão do absolutismo na prática política.
O pensamento iluminista influenciou a mentalidade europeia a partir do século XVIII, modificando a visão tradicional do homem moderno através da razão e da ciência demonstrando uma nova forma de explicar a realidade, que cabia à Igreja justificar os acontecimentos relacionando-os com os preceitos religiosos e a fé. O iluminismo gerou uma onda revolucionária na Europa cujas consequências culminaram na ascensão da burguesia ao poder.

7 de fevereiro de 2019

Nas plumas de Quetzacoalt: a principal divindade da cultura asteca.

Quetzal: o pássaro.


Quetzacoalt: o Deus Sol

O ciclo natural da vida orienta a existência e a sobrevivência dos seres vivos na natureza, onde ela mesma se encarrega de manter o próprio equilíbrio.
Os indígenas, em sua diversidade, compreendiam a importância do respeito à natureza para garantia do alimento, da caça, da moradia e da própria subsistência. E neste universo de mistério, predadores, plantas medicinais e riquezas; a simbiose entre o homem e o meio ambiente, faziam com que a natureza assumisse um papel divino. No mesmo espaço onde existiam tantas perguntas, ao mesmo tempo era o lugar onde estavam as respostas, em um balanço cíclico do nascimento, do crescimento, do envelhecimento e da morte, das metamorfoses provenientes das estações do ano, e do passar das horas ditados pelo despontar até o pôr do sol.
A principal divindade da cultura Asteca é o deus Quetzalcoatl: o Deus Sol; irmão gêmeo de Xolotl, Deus das Trevas e da má sorte.
A origem do nome Quetzalcoalt está na composição por justaposição de duas palavras - quetzal, uma ave de bela plumagem que habita a selva do sudeste de México, e cóatl, que significa “serpente”, sendo traduzido ou interpretado pelos espanhóis como “serpente emplumada”.
Os Astecas veneravam as plumas do Quetzal como uma alegoria do crescimento das plantas. As penas de Quetzal eram muito valiosas e os mais poderosos bordavam-nas em suas vestimentas. Desta maneira, governantes e nobres se distinguiam do resto da população pela aproximação ao Deus Quetzalcóatl nos rituais religiosos e sacrifícios humanos realizados à ele.
Um dos cocares mais famosos era o penacho atribuído a Moctezuma – rei dos astecas, que governou até a chegada dos espanhóis na América. Para conseguir as longas plumas iridescentes, era preciso capturar a ave e depois libertá-la. Matar a um Quetzal era um crime cuja sentença acabava em pena de morte.
No livro “A conquista da América. A questão do outro”, escrito Tzvetan Todorov, a desconstrução do mundo asteca e a conquista do México, liderada por Hernan Cortez, culminou no fim do império de Monteczuma. O autor faz uma análise comparativa entre o a visão dos indígenas e a visão dos espanhóis mediante ao encontro de mundos tão distintos. No que se refere aos indígenas, o historiador utiliza o livro maia Chilam Balam para descrever e apresentar a concepção do mundo asteca e a noção de tempo cíclico, que inclui a relação do homem com a natureza, onde “o mundo é colocado, em princípio, como superdeterminado; os homens respondem a essa situação regulamentando minuciosamente sua vida social. Tudo é previsível. Tudo é previsto. Os astecas conheciam a ordem dos dias.
Este aspecto cultural definiu as distinções hierárquicas na sociedade devido a forte integração do indivíduo com a vida religiosa. Um indivíduo não era igual ao outro, e assumiam papéis distintos na sociedade, determinados não só, pela classe social que ocupavam, mas também, pelas roupas, adornos, tipos de casa.
O futuro do indivíduo era resultado de um passado coletivo que se revelava pelos presságios. E por essa razão o calendário asteca é cíclico, como o ritmo da natureza. Em um mundo voltado para o passado, dominado pela tradição, sobrevém a conquista: um acontecimento imprevisível, surpreendente, único (Todorov, 1999:100) e fatal para sociedade asteca.
Em 1519, quando o conquistador Hernán Cortés chegou ao México, o imperador asteca, Moctezuma Xocoyotzin, acreditou que Cortés era o Deus Quetzalcóatl, o que levou ao genocídio dos astecas pelos espanhóis, a colonização, escravização, assimilação cultural e construção de um novo mundo, cuja base não era mais a relação com a natureza, e sim a expropriação das riquezas naturais.
Dos belos templos que se transformaram em ruínas, o pássaro Quetzal sobrevive relembrando um passado de uma grande civilização.

Fonte: TODOROV, Tzvetan. A conquista da América. A questão do outro. SP, Martins Fontes, 1999.

28 de novembro de 2018

Resenha do livro “O vampiro que descobriu o Brasil”. Por João Victor Gama




O livro ‘’O Vampiro que descobriu o Brasil”, de Ivan Jaf, conta a história de Antônio Brás, um taverneiro que, em um dia, enquanto esperava o último freguês para fechar o estabelecimento, foi surpreendido por um vampiro com uma mordida no pescoço.
Depois de descobrir que se tornou um vampiro, Antônio precisava encontrar e matar o Velho (vampiro que o mordeu) para recuperar os hábitos “mortais”. E nesta jornada, para além da eternidade, a vingança de Antônio é contada ao longo da História do Brasil. As aventurar do protagonista são vividas durante os diferentes fatos históricos presentes na historiografia brasileira. Desta forma, Ivan Jaf consegue despertar o interesse ao leitor pelo estudo e conhecimento dos 500 anos de História do Brasil.
Construindo o protagonista como um vampiro, e consequentemente, um ser imortal capaz de contar a História do Brasil, trouxe a narrativa uma mistura de ficção com realidade. No início do livro, logo ao tomar conhecimento sobre vampiros, Antônio concluiu que o Velho provavelmente estivesse se passando por um dos tripulantes da esquadra de Cabral. Durante a narrativa, o autor caracteriza o Velho como um vampiro que envolve-se com os personagens principais de nossa história, criando um clima de suspense e mistério.
Entre os fatos históricos narrados, o livro passa pela chegada dos portugueses ao Brasil em 1500, pela invasão dos holandeses e o governo de Maurício de Nassau, pela crise do comércio de cana-de-açúcar, pelo ciclo do ouro, Período Joanino, Independência, Brasil Império, Proclamação da República, Era Vargas, construção de Brasília, até chegar no período de Redemocratização.
Como leitor, achei interessante a estratégia do autor em misturar a história dos vampiros com a história do Brasil, essa estratégia narrativa faz com que seja possível saber mais sobre a capacidade dos vampiros de viver eternamente, e ainda aprofundar o conhecimento da nossa história, trazendo leveza ao enredo, diversão e muita aventura.





22 de novembro de 2018

Fanfic: um ótimo recurso para estimular jovens escritores.


Fanfic é a abreviação da expressão inglesa fanfiction, que significa ficção de fã”. A Fanfic é um gênero narrativo de ficcção inspirado em obras, personagens, enredos de filmes, séries, HQ’s, videogames, mangás, animes, grupos musicais, celebridades, vinculados a produtos midiáticos famosos. A ideia é que os fãs criarem narrativas paralelas ao original, inspiradas nos personagens e enredos destes produtos.
A Fanfic é um ótimo caminho para incentivar e aprimorar a escrita e a leitura de jovens da geração digital, pois além de imaginarem e produzirem a continuação da história do personagem preferido, é possível criar a própria história e compartilhar o livro em uma Plataforma Digital de Publicação Livre, criando desta forma uma rede de seguidores e novos fãs para o jovem escritor.
No Curso de Redação e Roda de Leitura, a aluna Bia Castilho fã de romances e da obra da Paula Pimenta “Fazendo um filme”, escreveu o livro: “O Dia que Mudou Minha Vida” disponível na Plataforma Spirit Fanfic para leitura pelo link https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-dia-que-mudou-minha-vida--ana-beatriz-castilho-bia-13470453 E ainda ganhou o primeiro lugar no concurso literário da escola!
O livro “O dia que mudou minha vida” conta a história de Maya, uma geek apaixonada por romances, que conhece Cauã, um surfista, que por coincidência do destina vai estudar na mesma escola de Maya. Em um clima de “amizade” e romance, Maya começa a viver e escrever um livro.
O livro de Bia em breve ganhará uma sequência, e a ansiedade dos fãs pelo “O Dia que Mudou Minha Vida 2” tem deixado a jovem autora cheia de novas ideias. Para os curiosos, na postagem a seguir, confira uma crônica com o grupo de amigas de Maya, e não deixe de seguir a autora no Instagram: @o_dia_que_mudou_minha_vida
Parabéns Bia Castilho!!







O Dia que Mudou Minha Vida - Crônica Por Bia Castilho


Feriado prolongado! 17/11/2017 até o dia 20/11/2017 não tem aula!
Era sábado, e eu fui viajar com a Sally, a Di, a Yasmin (e a queridíssima Dona Telma) para Búzios passar o feriado.
Estávamos no carro e ainda faltava uma hora para chegarmos quando a Sally disse:
- Gente, como é a casa em que vamos ficar? Porque eu não vou ficar dividindo banheiro não!
- Calma Amiga, lá tem quatro quartos e quatro banheiros. Porém, eu e a Di vamos dividir um. – eu respondi.
- Ei! Eu não fiquei sabendo dessa divisão de quartos não! - reclamou Di.
-Ficou sim! Eu te avisei quando estávamos vendo F.R.I.E.N.D.S naquele sábado a noite. - respondi.
-Maya, você sabe que à noite eu nunca presto atenção no que você fala e ainda mais quando eu estou vendo uma série de TV!
- Gente calma, se vocês quiserem podemos montar barracas e dormir sob a luz do luar ! – disse calmamente Yasmin
- Não! Sem chance! Você acha que eu vou dormir em um chão duro rodeada de insetos?! – comentou Sally.
- Aff... – sussurrou Diana
Tirando a discussão do banheiro coletivo ou individual, a viagem foi ótima e correu tudo bem. Mas, no segundo dia, no meio da noite, ouvimos um grito da Sally e fomos correndo para o quarto dela. Chegando lá, a Sally estava em cima da cadeira gritando, e para piorar com uma máscara verde no rosto!
- Um monstro morto no meu quarto! È um rato!! - gritou Sally.
- Como assim um monstro? Você?! - questionou Diana
- AI MEU DEUS! UM GAMBAAAAAAAAA! - gritei.
- Que fofo! Podemos cuidar dele! - disse Yasmin empolgada.
- Não podemos ficar com ele! Temos que pedir ajuda para o IBAMA! Esses animais são protegidos por lei.- indagou Diana.
- OK! Vou ligar para eles. - respondi.
Algumas horas depois o IBAMA chegou e levou o gamba. Esta é a época de procriação da espécie marsupial, e é comum que ela seja confundida com ratos, e por isso muitas pessoas se assustam, chagando até matá-los.
O gambá tem hábitos noturnos e alimenta-se de frutos silvestres, ovos e filhotes de pássaros. A característica mais marcante desse animal é o terrível odor proveniente de um líquido produzido pelas glândulas axilares, que o gambá utiliza como recurso de defesa quando se sente ameaçado. Outra atitude comum dos gambás em uma situação de ameaça é fingir-se de morto na esperança de que quem o ataque desista.
Moral da história: preserve, ame e cuide da natureza!


3 de setembro de 2018

Museu Nacional Presente


Vídeo da campanha de requalificação do Museu Nacional: nosso patrimônio histórico cultural.


Dia 02/09/2018, com 200 anos de existência, o Museu Nacional sofreu uma tragédia por falta de verbas e políticas públicas direcionadas à educação, à ciência e à manutenção das universidades públicas. Todos nós, brasileiros, perdemos nossa história, identidade e patrimônio por negligência do Estado diante deste fato que caracteriza uma perda irreparável.

Link de Notícias: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45391771

9 de abril de 2018

RESENHA CRÍTICA DO FILME O GLADIADOR




O filme O Gladiador {2002} retrata a história de Maximus, um general que tornou-se escravo e gladiador.
Maximus era o general favorito do imperador. Ele recebeu a notícia de que o rei havia morrido, quando na verdade tinha sido assinado por Cômodus, filho do imperador, que matou o pai após saber da escolha do monarca em nomear Maximus com seu sucessor.
Como herdeiro do trono, Cômodus acusou Maximus da morte do pai, matou sua família e retirou a patente de general. Maximus fugiu e foi capturado como escravo e forçado a lutar pela vida nas arenas. E tornando-se gladiador, conseguiu fama para vingar-se de Cômodus.
O gladiador era um escravo lutador na Roma Antiga. O termo usado para definí-los vem de uma espada: o gládio.Eles eram divididos em várias categorias, entre elas, o mais fascinante era o retiário. Essa classe tinha como única defesa uma espécie de ´´manga`` feita de lâminas que iam do ombro até a mão e também levava um grande tridente e uma rede, com a qual imobilizava o adversário.
Entre tantos aspectos da época, a película retrata a política do pão e circo {Panem et circenses}, como ficou conhecida. Ela era realizada pelos líderes romanos que a utilizavam com a população em geral, para mantê-la fiel às ordens estabelecidas, conquistar o apoio do povo e fazê-los esquecer da crise que Roma estava passando.
Assim, nos tempos de crise, em especial no tempo do Império, as autoridades acalmavam o povo construindo grandes arenas, onde os escravos se transformavam em gladiadores e lutavam até a morte com animais, corriam em bigas, quadrigas. O circo romano também incluía: acrobacias, bandas, espetáculos com palhaços, artistas de teatro e corridas de cavalos.
Outro costume dos imperadores era a distribuição de cereais para a plebe, para evitar que ela morresse.



Autor: João Victor Gama

31 de janeiro de 2018

Vídeo: apresentação de crônicas. "O cliente tem sempre razão".




Em uma atividade do Curso de Redação e Roda de Leitura para Colaboradores da Rede Zona Sul, que relacionou música e narrativa com a canção “Faroeste Caboblo” da Legião Urbana, foi solicitado aos alunos que produzissem um texto a partir da trajetória de Santo Cristo: o protagonista da história escrita por Renato Russo.
Confira a seguir a redação que com muita criatividade e crítica conseguiu ilustrar uma narrativa comum à realidade das comunidades cariocas.
 



ESCOLHAS ERRADAS DESTINO CERTO.

Por Denis Rocha

Quando criança Carlos teve uma vida difícil, morando junto com seus três irmãos e sua mãe na periferia do Rio de Janeiro, no bairro de Bonsucesso, na comunidade do Parque União. Sendo ele: pobre, negro e excluído da sociedade que o marginalizava.
Todos os dias saia com sua família para pedir esmolas nos sinais de trânsito da Praça das Nações, parte nobre do bairro onde morava. E ali ficavam até conseguirem o suficiente para sustentarem-se.
Na adolescência, já acostumado com as malandragens da vida de rua, se juntava aos outros meninos de sua idade a fim de ir ao Centro do Rio na Saara praticar vários furtos, e ate mesmo roubar à mão armada, mas não com revólveres, e sim, com um canivete prateado de cabo azulado, que sua mãe dizia ter sido de seu pai.
Aos finais de semana seu destino era certo! Pegava carona pela porta de trás ou pulando a janela do ônibus 484, que ia de Olaria à Copacabana. E nesse trajeto, já no teto do ônibus, zoava todos que encontrava pelo caminho, aproveitando a adrenalina sem se importar em arriscar a própria vida. A volta era outra aventura. Corria da polícia após ter furtado um dos velhinhos que andavam descuidados.
Hoje ele reside no bairro de Bangu, depois de ter sofrido um acidente ao cair do terceiro andar de uma casa fugindo da polícia que o perseguia por causa do roubo de um carro forte da empresa Transbank. O acidente o deixou de cadeira de rodas e com pouca mobilidade no braço esquerdo, tornando-o um dos poucos deficientes a residir no complexo penitenciário de Bangu 3.

22 de novembro de 2017

A VIAGEM DOS ALIMENTOS NA HISTÓRIA.




DESCRIÇÃO DA PROPOSTA DE ATIVIDADE:



            Nesta postagem do Blog Pensando Alto serão apresentados textos escritos pelos alunos do Curso de Redação e Roda de Leitura para Colaboradores do Supermercado Zona Sul, cujo objetivo do trabalho foi conhecer a história e a viagem dos alimentos a partir das Grandes Navegações iniciadas no século XV/XVI.
            O tema foi abordado através de uma aula expositiva e teve como alicerce o livro: A viagem dos alimentos. As trocas entre os alimentos. (escrito por Janaína Amado. Luiz Carlos Figueiredo). Após conhecermos a trajetória dos alimentos mais presentes no cotidiano dos brasileiros, os alunos puderam observar e refletir sobre a importância das trocas comerciais e culturais intrínsecas no encontro entre as civilizações da Europa, da África, da Ásia e da América.



            A partir da leitura de trechos selecionados do livro, os alunos tiveram que resumir e organizar o conteúdo da aula tendo como base os seguintes eixos:
a) A revolução do século XVI: apresente as principais mudanças que contribuíram para as trocas entre os continentes.
b) O que os europeus trouxeram? Apresente alguns alimentos e sua importância econômica para a Europa.
c) Os alimentos americanos. Apresente a importância de dois alimentos para os nativos americanos e a impressão que os europeus tiveram ao conhecê-los.
d) Conclusão. Destaque de que forma a viagem dos alimentos contribuiu para transformação dos hábitos alimentares e culturais dos europeus e dos nativos da América.
            No segundo momento da aula, sob a conjuntura das modificações ocorridas a partir do desenvolvimento da sociedade capitalista industrial, surgida a partir do século XVIII, os alunos observaram o avanço do setor de distribuição de produtos e a mudança na cultura e nos hábitos alimentares até a criação dos supermercados nos anos de 1930, e do próprio Zona Sul, fundado pelos irmãos e imigrantes italianos: Francesco Leta e Mario Leta em 1959.
            Como proposta de atividade foi realizada uma apresentação sobre o tema: A viagem contemporânea dos alimentos. Quais são os produtos que mais agradam os clientes? Os nacionais ou importados?
            O trabalho feito em grupo teve como objetivo a construção de um texto narrativo sobre um produto nacional e um produto importado vendido no Zona Sul e escolhido de forma livre pelos alunos, de qualquer sessão, do qual fosse observado maior expressão de venda.
O roteiro abaixo apresenta as etapas da atividade:
  1.  Escolha uma seção de sua responsabilidade, que está presente na função diária de solicitação de pedidos na loja, para exemplificar no texto um produto nacional e importado de maior venda.
  2.  Apresente um argumento para justificar a razão da maior procura do produto mais vendido na seção pelos clientes.
  3. Conclua procurando responder as seguintes questões: quais são os produtos que mais agradam os clientes? Os nacionais ou os importados?
Acompanhe a seguir essa história contada aos olhos de quem trabalha no setor de distribuição e varejo e teve a oportunidade de viajar no tempo para conhecer a trajetória dos alimentos!Boa leitura!






A viagem dos alimentos: resumo.
(Autor: Alex Nunes de Oliveira)



            A partir do século XV iniciou-se uma revolução, que acabaria atingindo cada ser humano do planeta.
            A revolução alimentar dos povos se deu ela introdução de novos ingredientes e temperos. Os produtos já existentes na Europa, muitos de origens asiáticas ou africanas, foram trazidos para a América, outros foram transportados da América para a Europa, África, Ásia, e atravessaram a terra inteira! Como o coqueiro, nativo da Ásia, e é a árvore que hoje é símbolo das praias do nordeste.
            Esse processo de mundialização foi a maior revolução nos hábitos alimentares humanos ocorridos durante o período moderno. A introdução dos alimentos europeus na América foi quase simultânea a chegada dos colonizadores ao continente. Os europeus plantaram vegetais que já conheciam e consumiam, utilizando técnicas familiares de plantio e manejo.
             Com o aumento do intercâmbio de alimentos entre os continentes também mudaram os padrões alimentares de cada região, alterando profundamente os costumes e até mesmo ávida social dos povos. O sucesso das plantas americanas foi tal que, os africanos morreriam hoje de fome sem a mandioca e o milho.
            A introdução e a difusão dos bois, vacas, porcos, ovelhas, cabras e galinhas na América, e a batata, milho e tomate na Europa, alteraram as economias regionais, mudando técnicas, hábitos alimentares e crenças.


O nosso pão de cada dia.
(Autor: Michel Silva)



Como será que começou à minha história?
Eu comecei a ser inventado lá no inicio do século 20A. C, na região da Mesopotâmia, onde hoje em dia é o Iraque.
Nessa época tinha fartura de plantação de trigo e deram inicio a minha chegada ao mundo.
No começo eu não tinha muita forma. Era rústico e um pouco feio. Tenho que admitir!
Me usavam até como meio de pagamento de serviços prestados.
Logo depois, chegaram os meus anjos: os profissionais que iriam começar a me transformar em quem sou hoje. Eles eram chamados padeiros!
Em 1910, foi a minha vez de desembarcar no Brasil. Essa terra linda! “Tudo que se planta dá”. Por aqui, aí sim, estou feliz!
Foram me evoluindo dia a dia. Ganhei um belo nome: pão francês.
Com o decorrer do tempo amadureci e me tornei um lindo pãozinho, charmoso e também muito gostoso. Branquinho ou moreninho me transformei no alimento mais vendido do mundo!
Atualmente, estou em 96% das casas dos brasileiros.
Agradeço imensamente aos meus padeiros elegantes. Esse nosso casamento nunca acabará!
Como será que diria um grande padeiro:
- Ah pãozinho lindo em minha vida! Você nunca morrerá!



A viagem dos alimentos 2
(Autor: Denis Rocha)



            A viagem dos alimentos teve inicio no final do século XV e inicio do XVI, com as viagens entre a Espanha e as Antilhas. Com ela, os espanhóis, africanos e asiáticos tiveram acesso a uma grande variedade de alimentos, sendo eles: a batata inglesa, o milho, a batata doce, o tomate. Dando aos povos uma nova oportunidade de enriquecer nutritivamente as refeições.
            A troca de alimentos entre os continentes favoreceu ambos os lados, pois muitos desses novos legumes transformaram os hábitos alimentares das civilizações se tornando itens essenciais para suportar períodos de fome.
            Frutas e animais se incluíram na alimentação do dia a dia, trazendo muitos benefícios nutritivos como vitaminas e proteínas. Novos conceitos e técnicas foram difundidos e propagados pelo mundo levando benefícios e aumentado a produção em escalas bem maiores.
            Muitas vantagens obtivemos com a viagem dos alimentos. No entanto, com o avanço das cidades e da população precisamos atentar para qualidade da produção alimentar que vivemos hoje, onde se usa uma grande quantidade de químicos para garantir a maior parte da colheita sem esquecendo de cultivar alimentos mais saudáveis.


TRABALHO EM POWER POINT:
















TRABALHO EM POWER POINT: