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21 de julho de 2020
5 de agosto de 2019
A QUEDA DA BASTILHA E O INÍCIO DA REVOLUÇÃO FRANCESA.
![]() |
| A Queda da Bastilha por Voyager. |
As
ideias iluministas que estavam ascendendo rapidamente nessa época contrariavam
a ideologia do Antigo Regime. Na segunda metade do século XVIII, na França, as
coisas não estavam indo nada bem para o Rei Luís XVI e para a aristocracia. O
rei francês não imaginava que às consequências da política absolutista
determinaria uma revolução que mudaria o mundo.
O
Terceiro Estado francês era vítima do absolutismo há mais de trezentos anos e
estava completamente revoltado com o Antigo Regime. Essa revolta foi causada
pela sociedade de privilégios, formada porque o clero e a nobreza tinham
isenção de impostos, e essas taxas eram pagas somente pelo Terceiro Estado.
Além disso, o poder centralizado nas mãos do rei; a hereditariedade das terras;
e a crise causada pelas más colheitas devido ao inverno rigoroso, foram fatores
que somaram-se a insatisfação do Terceiro Estado.
O
rei, em uma tentativa de amenizar a insatisfação do Terceiro Estado convocou a
chamada Assembleia dos Notáveis.
Essa
assembleia foi uma medida paliativa de tentar fazer uma reforma fiscal que
suprimia as isenções fiscais que beneficiavam nobres e clérigos e, além disso,
submetia todos os proprietários de terras a pagar uma "subvenção
fiscal". Porém, como o voto da Assembleia era por Estado e não por pessoa,
o clero e a nobreza se juntaram contra o Terceiro Estado para manter seus
privilégios.
A
crise financeira se desdobrou em uma crise política e administrativa e,
pressionado, o rei convocou os Estados Gerais.
Os
Estados Gerais eram uma assembleia composta por representantes de cada Estado,
que não se reunia desde 1614. Eles se reuniram em Versalhes, com objetivo de fazer
com que os votos fossem contados por cabeça. Contudo, o Terceiro Estado não
atingiu os objetivos, porque a aristocracia se reuniu contra os revoltosos
impedindo que a ampliação da participação política popular ocorresse.
Diante
disso, os representantes do Terceiro, com o apoio de alguns membros do clero,
se retiraram da reunião. Alguns dias depois, esse grupo formou uma assembleia
geral permanente e jurou que permaneceria unida até que uma Constituição fosse
aprovada pra França.
O
clima estava tenso na sociedade francesa. As classes dominantes estavam sem
força política para resistir à opressão popular. O monarca ordenaria que os
deputados que restavam se unissem aos outros, enquanto, secretamente,
mobilizaria tropas ao entorno de Paris e Versalhes. Assim, no dia nove de julho
de 1789, foi proclamada a Assembleia Nacional Constituinte.
Com
a Assembleia Nacional, o rei foi motivado a tomar medidas mais radicais. Entre
elas, a demissão do ministro Jacques Necker, que foi o estopim para a revolta
popular. Nesse contexto, em quatorze de julho de 1789, o povo foi às ruas e
tomou a Bastilha, uma prisão política, em busca de armas.
A
Tomada da Bastilha consolidou a oposição popular contra o absolutismo de Luís
XVI, dando início a maior revolução social da História: A Revolução Francesa.
(Autor do texto: João Victor Gama).
15 de abril de 2019
O ABSOLUTISMO EM CHEQUE. Por João Victor Gama
No século XVII, em meio ao
constante crescimento burguês na Europa, os países eram governados
pelo Antigo Regime, que consistia em um governo absolutista,
onde o rei detinha o poder total.
No que se refere à economia, as
monarquias absolutistas acumulavam capital através do mercantilismo.
O mercantilismo era um conjunto de práticas econômicas exercidas
pelo rei com objetivo de enriquecer o Estado através no
protecionismo, do monopólio, colonialismo, expansão manufatureira.
A sociedade no Antigo Regime era
hierarquizada. O clero e a nobreza possuíam privilégios por serem
isentos do pagamento de impostos. Neste contexto, o terceiro estado,
formado por camponeses, artesãos e burgueses sustentavam o clero e a
nobreza - representantes do primeiro estado; pagando impostos.
Com a crescimento da burguesia e
a falta de mobilidade social em uma sociedade estratificada,
difundiu-se em muitos países da Europa ideias que defendiam o fim do
estado absolutista através de uma nova doutrina política e social
que propunha a transformação do Antigo
Regime em um governo
liberal burguês.
O Iluminismo foi um novo
conjunto de ideias, caracterizado pelo racionalismo humano. Esse
pensamento dizia que a razão deveria se sobrepôr ao dogmatismo
religioso. Os principais pensadores iluministas, que foram
majoritariamente do terceiro estado, desenvolveram as ideias que
futuramente revolucionaram a Europa, e determinaram
o fim do absolutismo.
Entre eles, Jonh Locke defendeu a liberdade política e econômica.
Locke defendia o
contrato social, onde o rei estabelecia um pacto de responsabilidade
com a sociedade. Nesta relação, a sociedade civil teria o direito
de substituir ou rebelar-se contra o governo tirânico. Diderot e
D´alambert juntaram todos os conhecimentos existentes e escreveram a
Enciclopédia. Barão de Mostesquieu propôs a divisão de poder em
três – legislativo, executivo e judiciário. Jacques
Rosseau, foi grande filósofo francês que pontuou
a importância do governo sempre sujeitar-se a vontade geral dos
cidadãos.
Essas ideias tomaram grandes
proporções rapidamente pela Europa. Buscando
frear o liberalismo burguês e manter-se no poder, alguns reis
absolutistas – Prússia,
Espanha, Portugal, Rússia e Áustria
- praticaram o despotismo esclarecido, que foi um ato de implementar
ideias iluministas dentro do reino. Esses
soberanos utilizaram os ensinamentos propostos pelas teorias
iluministas sem abrir mão do absolutismo na prática política.
O
pensamento iluminista influenciou a mentalidade europeia a partir do
século XVIII, modificando a visão tradicional do homem moderno
através da razão e da ciência demonstrando uma nova forma de
explicar a realidade, que cabia à Igreja justificar os
acontecimentos relacionando-os
com os preceitos religiosos e a fé. O iluminismo gerou uma onda
revolucionária na Europa cujas
consequências culminaram na ascensão da burguesia ao poder.
7 de fevereiro de 2019
Nas plumas de Quetzacoalt: a principal divindade da cultura asteca.
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| Quetzal: o pássaro. |
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| Quetzacoalt: o Deus Sol |
O ciclo natural da vida orienta a existência e a sobrevivência dos seres vivos na natureza, onde ela mesma se encarrega de manter o próprio equilíbrio.
Os indígenas, em sua
diversidade, compreendiam a importância do respeito à natureza para
garantia do alimento, da caça, da moradia e da própria
subsistência. E neste universo de mistério, predadores, plantas
medicinais e
riquezas; a simbiose entre o homem e o meio ambiente, faziam com que a
natureza assumisse um papel divino. No mesmo espaço onde existiam
tantas perguntas, ao mesmo tempo era o lugar onde estavam as
respostas, em um balanço cíclico do nascimento, do crescimento, do
envelhecimento e da morte, das metamorfoses provenientes das estações
do ano, e do passar das horas ditados pelo despontar até o pôr do
sol.
A
principal divindade da cultura Asteca é o deus Quetzalcoatl: o Deus
Sol; irmão gêmeo de Xolotl, Deus das Trevas e da má sorte.
A origem do nome Quetzalcoalt
está na composição por justaposição de duas palavras - quetzal,
uma
ave de bela plumagem que habita a selva do sudeste de México,
e cóatl,
que significa “serpente”, sendo traduzido ou interpretado pelos
espanhóis como “serpente emplumada”.
Os Astecas veneravam as plumas
do Quetzal como uma alegoria do crescimento das plantas. As penas de
Quetzal eram muito valiosas e os mais poderosos bordavam-nas em suas
vestimentas. Desta maneira, governantes
e nobres se distinguiam do resto da população pela aproximação ao
Deus Quetzalcóatl nos rituais religiosos e sacrifícios
humanos
realizados à ele.
Um
dos cocares mais famosos era o penacho atribuído a Moctezuma – rei
dos astecas, que governou até a chegada dos espanhóis na América.
Para conseguir as longas plumas iridescentes, era preciso capturar a
ave e depois libertá-la. Matar a um Quetzal era um crime cuja
sentença acabava em pena de morte.
No livro
“A conquista da América. A questão do outro”, escrito Tzvetan
Todorov, a desconstrução do mundo asteca e a conquista do México, liderada por Hernan Cortez, culminou
no
fim do império de Monteczuma. O
autor faz
uma análise comparativa entre o a visão dos
indígenas
e a visão dos espanhóis mediante ao encontro de
mundos tão distintos. No que se refere aos indígenas, o historiador
utiliza o livro maia Chilam Balam para descrever e apresentar a
concepção do
mundo asteca e a noção de tempo cíclico, que inclui a relação do
homem com a natureza, onde “o
mundo é colocado, em princípio, como superdeterminado; os homens
respondem a essa situação regulamentando minuciosamente sua vida
social. Tudo é previsível. Tudo é previsto. Os astecas conheciam a
ordem dos dias.
Este
aspecto cultural definiu as distinções hierárquicas na sociedade
devido a forte integração do indivíduo com a vida religiosa. Um
indivíduo não era igual ao outro, e assumiam papéis distintos na
sociedade, determinados não só, pela classe social que ocupavam, mas
também, pelas roupas, adornos, tipos de casa.
O
futuro do indivíduo era
resultado de um passado coletivo que se revelava pelos presságios. E por essa razão o calendário asteca é cíclico, como o ritmo da
natureza. Em um
mundo voltado para o passado, dominado pela tradição, sobrevém a
conquista: um acontecimento imprevisível, surpreendente, único
(Todorov,
1999:100) e fatal para sociedade asteca.
Em
1519, quando o conquistador Hernán Cortés chegou ao
México,
o
imperador asteca, Moctezuma Xocoyotzin, acreditou que Cortés era o
Deus Quetzalcóatl, o que levou ao
genocídio dos astecas
pelos espanhóis, a colonização, escravização,
assimilação cultural
e construção de um novo mundo, cuja base não era mais a relação
com a natureza, e sim a expropriação das riquezas naturais.
Dos
belos templos que se transformaram em ruínas, o pássaro Quetzal
sobrevive relembrando um passado de uma grande civilização.
Fonte:
TODOROV, Tzvetan. A
conquista da América. A
questão do outro. SP, Martins Fontes, 1999.
28 de novembro de 2018
Resenha do livro “O vampiro que descobriu o Brasil”. Por João Victor Gama
O livro ‘’O Vampiro que descobriu o Brasil”, de Ivan Jaf, conta
a história de Antônio Brás, um taverneiro que, em um dia, enquanto
esperava o último freguês para fechar o estabelecimento, foi
surpreendido por um vampiro com uma mordida no pescoço.
Depois de descobrir que se tornou um vampiro, Antônio precisava
encontrar e matar o Velho (vampiro que o mordeu) para recuperar os
hábitos “mortais”. E nesta jornada, para além da eternidade, a
vingança de Antônio é contada ao longo da História do Brasil. As
aventurar do protagonista são vividas durante os diferentes fatos
históricos presentes na historiografia brasileira. Desta forma,
Ivan Jaf consegue despertar o interesse ao leitor pelo estudo e
conhecimento dos 500 anos de História do Brasil.
Construindo o protagonista como um vampiro, e consequentemente, um
ser imortal capaz de contar a História do Brasil, trouxe a narrativa
uma mistura de ficção com realidade. No início do livro, logo ao
tomar conhecimento sobre vampiros, Antônio concluiu que o Velho
provavelmente estivesse se passando por um dos tripulantes da
esquadra de Cabral. Durante a narrativa, o autor caracteriza o Velho
como um vampiro que envolve-se com os personagens principais de nossa
história, criando um clima de suspense e mistério.
Entre os fatos históricos narrados, o livro passa pela chegada dos
portugueses ao Brasil em 1500, pela invasão dos holandeses e o
governo de Maurício de Nassau, pela crise do comércio de
cana-de-açúcar, pelo ciclo do ouro, Período Joanino,
Independência, Brasil Império, Proclamação da República, Era
Vargas, construção de Brasília, até chegar no período de
Redemocratização.
Como leitor, achei interessante a estratégia do autor em misturar a
história dos vampiros com a história do Brasil, essa estratégia
narrativa faz com que seja possível saber mais sobre a capacidade
dos vampiros de viver eternamente, e ainda aprofundar o conhecimento
da nossa história, trazendo leveza ao enredo, diversão e muita aventura.
22 de novembro de 2018
Fanfic: um ótimo recurso para estimular jovens escritores.
Fanfic
é
a abreviação da expressão inglesa fanfiction,
que significa
“ficção
de fã”. A
Fanfic é um gênero narrativo de ficcção inspirado em obras,
personagens, enredos de
filmes,
séries, HQ’s, videogames, mangás, animes, grupos musicais,
celebridades, vinculados
a produtos midiáticos famosos.
A ideia é que os
fãs criarem narrativas paralelas ao original,
inspiradas nos personagens e enredos destes produtos.
A
Fanfic é um ótimo caminho para incentivar e aprimorar a escrita e a
leitura de jovens da geração digital, pois além de imaginarem e
produzirem a continuação da história do personagem preferido, é
possível criar a própria história e compartilhar o livro em uma
Plataforma Digital de Publicação Livre, criando desta forma uma
rede de seguidores e novos fãs para o jovem escritor.
No
Curso de Redação e Roda de Leitura, a aluna Bia Castilho fã de
romances e da obra da Paula Pimenta “Fazendo um filme”, escreveu
o livro: “O Dia que Mudou Minha Vida” disponível na Plataforma
Spirit Fanfic para leitura pelo link
https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-dia-que-mudou-minha-vida--ana-beatriz-castilho-bia-13470453
E ainda ganhou o primeiro lugar no concurso literário da escola!
O
livro “O dia que mudou minha vida” conta a história de Maya, uma
geek apaixonada por romances, que conhece Cauã, um surfista, que por
coincidência do destina vai estudar na mesma escola de Maya. Em um
clima de “amizade” e romance, Maya começa a viver e escrever um
livro.
O
livro de Bia em breve ganhará uma sequência, e a ansiedade dos fãs
pelo “O Dia que Mudou Minha Vida 2” tem deixado a jovem autora
cheia de novas
ideias. Para os curiosos, na postagem a seguir, confira uma crônica
com o grupo de amigas de Maya, e
não deixe de seguir a autora no Instagram:
@o_dia_que_mudou_minha_vida
Parabéns
Bia Castilho!!
O Dia que Mudou Minha Vida - Crônica Por Bia Castilho
Feriado
prolongado! 17/11/2017 até o dia 20/11/2017 não tem aula!
Era
sábado, e eu fui viajar com a Sally, a Di, a Yasmin (e a
queridíssima Dona Telma) para Búzios passar o feriado.
Estávamos
no carro e ainda faltava uma hora para chegarmos quando a Sally
disse:
-
Gente, como é a casa em que vamos ficar? Porque eu não vou ficar
dividindo banheiro não!
-
Calma Amiga, lá tem quatro quartos e quatro banheiros. Porém, eu e
a Di vamos dividir um. – eu respondi.
-
Ei! Eu não fiquei sabendo dessa divisão de quartos não! - reclamou
Di.
-Ficou
sim! Eu te avisei quando estávamos vendo F.R.I.E.N.D.S naquele
sábado a noite. - respondi.
-Maya,
você sabe que à noite eu nunca presto atenção no que você fala e
ainda mais quando eu estou vendo uma série de TV!
-
Gente calma, se vocês quiserem podemos montar barracas e dormir sob
a luz do luar ! – disse calmamente Yasmin
-
Não! Sem chance! Você acha que eu vou dormir em um chão duro
rodeada de insetos?! – comentou Sally.
-
Aff... – sussurrou Diana
Tirando
a discussão do banheiro coletivo ou individual, a viagem foi ótima
e correu tudo bem. Mas, no segundo dia, no meio da noite, ouvimos um
grito da Sally e fomos correndo para o quarto dela. Chegando lá, a
Sally estava em cima da cadeira gritando, e para piorar com uma
máscara verde no rosto!
-
Um monstro morto no meu quarto! È um rato!! - gritou Sally.
-
Como assim um monstro? Você?! - questionou Diana
-
AI MEU DEUS! UM GAMBAAAAAAAAA! - gritei.
-
Que fofo! Podemos cuidar dele! - disse Yasmin empolgada.
-
Não podemos ficar com ele! Temos que pedir ajuda para o IBAMA! Esses
animais são protegidos por lei.- indagou Diana.
-
OK! Vou ligar para eles. - respondi.
Algumas
horas depois o IBAMA chegou e levou o gamba. Esta é a época de
procriação da espécie marsupial, e é comum que ela seja
confundida com ratos, e por isso muitas pessoas se assustam, chagando
até matá-los.
O
gambá tem hábitos noturnos e alimenta-se de frutos silvestres, ovos
e filhotes de pássaros. A característica mais marcante desse animal
é o terrível odor proveniente de um líquido produzido pelas
glândulas axilares, que o gambá utiliza como recurso de defesa
quando se sente ameaçado. Outra atitude comum dos gambás em uma
situação de ameaça é fingir-se de morto na esperança de que quem
o ataque desista.
Moral
da história: preserve, ame e cuide da natureza!
3 de setembro de 2018
Museu Nacional Presente
Vídeo da campanha de requalificação do Museu Nacional: nosso patrimônio histórico cultural.
Dia 02/09/2018, com 200 anos de existência, o Museu Nacional sofreu uma tragédia por falta de verbas e políticas públicas direcionadas à educação, à ciência e à manutenção das universidades públicas. Todos nós, brasileiros, perdemos nossa história, identidade e patrimônio por negligência do Estado diante deste fato que caracteriza uma perda irreparável.
Link de Notícias: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45391771
9 de abril de 2018
RESENHA CRÍTICA DO FILME O GLADIADOR
O filme O Gladiador
{2002} retrata a história de Maximus, um general que tornou-se
escravo e gladiador.
Maximus era o
general favorito do imperador. Ele recebeu a notícia de que o rei
havia morrido, quando na verdade tinha sido assinado por Cômodus,
filho do imperador, que matou o pai após saber da escolha do monarca em nomear Maximus com seu sucessor.
Como herdeiro do
trono, Cômodus acusou Maximus da morte do pai, matou sua família e
retirou a patente de general. Maximus fugiu e foi capturado como
escravo e forçado a lutar pela vida nas arenas. E tornando-se
gladiador, conseguiu fama para vingar-se de Cômodus.
O gladiador era um
escravo lutador na Roma Antiga. O termo usado para definí-los vem de
uma espada: o gládio.Eles eram divididos
em várias categorias, entre elas, o mais fascinante era o retiário.
Essa classe tinha como única defesa uma espécie de ´´manga``
feita de lâminas que iam do ombro até a mão e também levava um
grande tridente e uma rede, com a qual imobilizava o adversário.
Entre
tantos aspectos da época, a película retrata a política do pão e
circo {Panem et circenses},
como ficou conhecida. Ela era realizada pelos líderes romanos que a
utilizavam com a população em geral, para mantê-la fiel às ordens
estabelecidas, conquistar o apoio do povo e fazê-los esquecer da
crise que Roma estava passando.
Assim,
nos tempos de crise, em especial no tempo do Império, as autoridades
acalmavam o povo construindo grandes arenas, onde os escravos se
transformavam em gladiadores e lutavam até a morte com animais,
corriam em bigas, quadrigas. O circo romano também incluía: acrobacias, bandas, espetáculos com palhaços, artistas de teatro e
corridas de cavalos.
Outro
costume dos imperadores era a distribuição de cereais para a plebe,
para evitar que ela morresse.
Autor: João Victor Gama
2 de fevereiro de 2018
31 de janeiro de 2018
Vídeo: apresentação de crônicas. "O cliente tem sempre razão".
Em
uma atividade do Curso de Redação e Roda de Leitura para
Colaboradores da Rede Zona Sul, que relacionou música e narrativa
com a canção “Faroeste Caboblo” da Legião Urbana, foi
solicitado aos alunos que produzissem um texto a partir da trajetória
de Santo Cristo: o protagonista da história escrita por Renato
Russo.
Confira
a seguir a redação que com muita criatividade e crítica conseguiu
ilustrar uma narrativa comum à realidade das comunidades cariocas.
ESCOLHAS
ERRADAS DESTINO CERTO.
Por
Denis Rocha
Quando
criança Carlos teve uma vida difícil, morando junto com seus três
irmãos e sua mãe na periferia do Rio de Janeiro, no bairro de
Bonsucesso, na comunidade do Parque União. Sendo ele: pobre, negro e
excluído da sociedade que o marginalizava.
Todos
os dias saia com sua família para pedir esmolas nos sinais de
trânsito da Praça das Nações, parte nobre do bairro onde morava.
E ali ficavam até conseguirem o suficiente para sustentarem-se.
Na
adolescência, já acostumado com as malandragens da vida de rua, se
juntava aos outros meninos de sua idade a fim de ir ao Centro do Rio
na Saara praticar vários furtos, e ate mesmo roubar à mão armada,
mas não com revólveres, e sim, com um canivete prateado de cabo
azulado, que sua mãe dizia ter sido de seu pai.
Aos
finais de semana seu destino era certo! Pegava carona pela porta de trás ou pulando a janela do ônibus 484, que ia de Olaria à
Copacabana. E nesse trajeto, já no teto do ônibus, zoava todos que
encontrava pelo caminho, aproveitando a adrenalina sem se importar em
arriscar a própria vida. A volta era outra aventura. Corria da
polícia após ter furtado um dos velhinhos que andavam descuidados.
Hoje
ele reside no bairro de Bangu, depois de ter sofrido um acidente ao
cair do terceiro andar de uma casa fugindo da polícia que o
perseguia por causa do roubo de um carro forte da empresa Transbank.
O acidente o deixou de cadeira de rodas e com pouca mobilidade no
braço esquerdo, tornando-o um dos poucos deficientes a residir no
complexo penitenciário de Bangu 3.
22 de novembro de 2017
A VIAGEM DOS ALIMENTOS NA HISTÓRIA.
DESCRIÇÃO DA PROPOSTA DE ATIVIDADE:
Nesta postagem do Blog Pensando Alto serão apresentados textos escritos pelos alunos do Curso de Redação e Roda de Leitura para Colaboradores do Supermercado Zona Sul, cujo objetivo do trabalho foi conhecer a história e a viagem dos alimentos a partir das Grandes Navegações iniciadas no século XV/XVI.
O tema foi abordado através de uma aula expositiva e teve como alicerce o livro: A viagem dos alimentos. As trocas entre os alimentos. (escrito por Janaína Amado. Luiz Carlos Figueiredo). Após conhecermos a trajetória dos alimentos mais presentes no cotidiano dos brasileiros, os alunos puderam observar e refletir sobre a importância das trocas comerciais e culturais intrínsecas no encontro entre as civilizações da Europa, da África, da Ásia e da América.
A partir da leitura de trechos selecionados do livro, os alunos tiveram que resumir e organizar o conteúdo da aula tendo como base os seguintes eixos:
a) A revolução do século XVI: apresente as principais mudanças que contribuíram para as trocas entre os continentes.
b) O que os europeus trouxeram? Apresente alguns alimentos e sua importância econômica para a Europa.
c) Os alimentos americanos. Apresente a importância de dois alimentos para os nativos americanos e a impressão que os europeus tiveram ao conhecê-los.
d) Conclusão. Destaque de que forma a viagem dos alimentos contribuiu para transformação dos hábitos alimentares e culturais dos europeus e dos nativos da América.
No segundo momento da aula, sob a conjuntura das modificações ocorridas a partir do desenvolvimento da sociedade capitalista industrial, surgida a partir do século XVIII, os alunos observaram o avanço do setor de distribuição de produtos e a mudança na cultura e nos hábitos alimentares até a criação dos supermercados nos anos de 1930, e do próprio Zona Sul, fundado pelos irmãos e imigrantes italianos: Francesco Leta e Mario Leta em 1959.
Como proposta de atividade foi realizada uma apresentação sobre o tema: A viagem contemporânea dos alimentos. Quais são os produtos que mais agradam os clientes? Os nacionais ou importados?
O trabalho feito em grupo teve como objetivo a construção de um texto narrativo sobre um produto nacional e um produto importado vendido no Zona Sul e escolhido de forma livre pelos alunos, de qualquer sessão, do qual fosse observado maior expressão de venda.
O roteiro abaixo apresenta as etapas da atividade:
- Escolha uma seção de sua responsabilidade, que está presente na função diária de solicitação de pedidos na loja, para exemplificar no texto um produto nacional e importado de maior venda.
- Apresente um argumento para justificar a razão da maior procura do produto mais vendido na seção pelos clientes.
- Conclua procurando responder as seguintes questões: quais são os produtos que mais agradam os clientes? Os nacionais ou os importados?
Acompanhe a seguir essa história contada aos olhos de quem trabalha no setor de distribuição e varejo e teve a oportunidade de viajar no tempo para conhecer a trajetória dos alimentos!Boa leitura!
A viagem dos alimentos: resumo.
A partir do século XV iniciou-se uma revolução, que acabaria atingindo cada ser humano do planeta.
A revolução alimentar dos povos se deu ela introdução de novos ingredientes e temperos. Os produtos já existentes na Europa, muitos de origens asiáticas ou africanas, foram trazidos para a América, outros foram transportados da América para a Europa, África, Ásia, e atravessaram a terra inteira! Como o coqueiro, nativo da Ásia, e é a árvore que hoje é símbolo das praias do nordeste.
Esse processo de mundialização foi a maior revolução nos hábitos alimentares humanos ocorridos durante o período moderno. A introdução dos alimentos europeus na América foi quase simultânea a chegada dos colonizadores ao continente. Os europeus plantaram vegetais que já conheciam e consumiam, utilizando técnicas familiares de plantio e manejo.
Com o aumento do intercâmbio de alimentos entre os continentes também mudaram os padrões alimentares de cada região, alterando profundamente os costumes e até mesmo ávida social dos povos. O sucesso das plantas americanas foi tal que, os africanos morreriam hoje de fome sem a mandioca e o milho.
A introdução e a difusão dos bois, vacas, porcos, ovelhas, cabras e galinhas na América, e a batata, milho e tomate na Europa, alteraram as economias regionais, mudando técnicas, hábitos alimentares e crenças.
O nosso pão de cada dia.
(Autor: Michel Silva)
Como será que começou à minha história?
Eu comecei a ser inventado lá no inicio do século 20A. C, na região da Mesopotâmia, onde hoje em dia é o Iraque.
Nessa época tinha fartura de plantação de trigo e deram inicio a minha chegada ao mundo.
No começo eu não tinha muita forma. Era rústico e um pouco feio. Tenho que admitir!
Me usavam até como meio de pagamento de serviços prestados.
Logo depois, chegaram os meus anjos: os profissionais que iriam começar a me transformar em quem sou hoje. Eles eram chamados padeiros!
Em 1910, foi a minha vez de desembarcar no Brasil. Essa terra linda! “Tudo que se planta dá”. Por aqui, aí sim, estou feliz!
Foram me evoluindo dia a dia. Ganhei um belo nome: pão francês.
Com o decorrer do tempo amadureci e me tornei um lindo pãozinho, charmoso e também muito gostoso. Branquinho ou moreninho me transformei no alimento mais vendido do mundo!
Atualmente, estou em 96% das casas dos brasileiros.
Agradeço imensamente aos meus padeiros elegantes. Esse nosso casamento nunca acabará!
Como será que diria um grande padeiro:
- Ah pãozinho lindo em minha vida! Você nunca morrerá!
A viagem dos alimentos 2
(Autor: Denis Rocha)
A viagem dos alimentos teve inicio no final do século XV e inicio do XVI, com as viagens entre a Espanha e as Antilhas. Com ela, os espanhóis, africanos e asiáticos tiveram acesso a uma grande variedade de alimentos, sendo eles: a batata inglesa, o milho, a batata doce, o tomate. Dando aos povos uma nova oportunidade de enriquecer nutritivamente as refeições.
A troca de alimentos entre os continentes favoreceu ambos os lados, pois muitos desses novos legumes transformaram os hábitos alimentares das civilizações se tornando itens essenciais para suportar períodos de fome.
Frutas e animais se incluíram na alimentação do dia a dia, trazendo muitos benefícios nutritivos como vitaminas e proteínas. Novos conceitos e técnicas foram difundidos e propagados pelo mundo levando benefícios e aumentado a produção em escalas bem maiores.
Muitas vantagens obtivemos com a viagem dos alimentos. No entanto, com o avanço das cidades e da população precisamos atentar para qualidade da produção alimentar que vivemos hoje, onde se usa uma grande quantidade de químicos para garantir a maior parte da colheita sem esquecendo de cultivar alimentos mais saudáveis.
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