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19 de agosto de 2010

QUANDO A SITUAÇÃO SÓCIOECONÔMICA DITA OS RUMOS DO ESPORTE

Nós, brasileiros, sabemos que sediaremos uma Copa do Mundo pela segunda vez em 2014. Por isso, nós da revista, notamos uma semelhança entre a época da primeira Copa do Mundo de 1950 e a futura de 2014. O fato é que pela segunda vez, o Brasil sediará uma Copa em um momento pós crise econômica.

Se voltarmos no tempo veremos que em 1950, o mundo passava por uma época de crise mundial (apenas cinco anos após a 2ª Guerra Mundial). Hoje, estamos numa época também pós-crise, só que dessa vez causada por motivos diferentes, pois o Brasil só consegue sediar uma Copa quando os países ricos de 1º mundo não estão interessados ou não podem. Se olharmos atentamente não só para os períodos em que o Brasil foi sede dos jogos, mas para todos os outros países sedes importantes para Olimpíadas ou Copa do Mundo em época de crise, percebemos que os países escolhidos como sede raramente foram em países de primeiro mundo.

A primeira crise desde a retomada dos Jogos Olímpicos foi pós 1ª Guerra Mundial. A sede das Olimpíadas de 1920 foi a cidade da Antuérpia, na Bélgica. Os pobres coitados dos Bélgica tiveram que dar um jeito de organizar os jogos. As próximas Olimpíadas e Copa do Mundo pós-crise foram as Olimpíadas de 1948 e a Copa de 1950. As sedes da Copa do Mundo e das Olimpíadas foram dois países que não se envolveram muito com a guerra: o Brasil - que oficialmente declarava um país neutro; e a França

Mais uma vez vamos dar um salto no tempo, rumo à época da Guerra Fria (de 1945 a 1991). Durante todos esses anos de guerra, é impressionante a quantidade de vezes em que países de menor poder econômico na Europa e países latino americanos sediaram eventos importantes (duas Copas e uma Olimpíada no México, uma Copa na Argentina, uma no Chile, a já antes citada a copa do Mundo no Brasil em 1950, as Olimpíadas na Finlândia, a Copa do Mundo na Suíça e a Copa do Mundo na Suécia). Durante todo esse tempo, quase meio século, os países mais envolvidos na Guerra Fria: a URSS e os EUA, só sediaram uma competição importante cada um, sendo que uma delas, as Olimpíadas de Moscou em 1980 sofreu uma série de boicotes.

É caros leitores, nem o esporte vive sem influências do sistema em que vivemos. Quando os países desenvolvidos não querem sediar eventos importantes, são os países periféricos que sediam. Parece que voltamos à época do neo-colonialismo, onde os países menores eram controlados por países ricos.

Texto escrito por: Leonardo Haubrichs e Matheus Cristiano (CPII/USCII T905)

A HISTORIA DE JESSÉ OWENS

Muitos já ouviram falar da famosa história de um negro chamado Jessé Owens que ganhou quatro medalhas nos Jogos Olímpicos de 1936 na Alemanha. Segundo os fatos, nestes jogos, Hitler deixou de cumprimentá-lo, pois ele era negro. Mas essa história não é contada como realmente aconteceu, e você leitor, saberá a verdade por trás daquele incidente.

Nas Olimpíadas de 1936, devido à pressão e ameaça de boicote de países como Estados Unidos, França e Inglaterra caso judeus não fossem permitidos de participar dos jogos, Hitler se viu obrigado a permitir que os judeus competissem, e estes o fizeram até pela delegação alemã.

Os jogos começaram, e Hitler entusiasmado, compareceu em todas as competições importantes do primeiro dia. Quando o primeiro alemão ganhou uma medalha, o chanceler germânico fez questão de cumprimentá-lo pessoalmente e assim também o fez com todos os vencedores do dia.

No dia seguinte, Hitler não foi a todos os jogos, e alguns atletas ficaram sem cumprimentos. O Comitê Olímpico tomou providências em relação a isso e obrigou Hitler cumprimentar a todos e não isentar-se das saudações pessoais.

Hitler optou por não condecorar ninguém, e um desses não-cumprimentados foi Jessé Owens, campeão de atletismo pelo EUA.

Uma prova concreta do que estamos falando, caro leitor, é a biografia de Jessé Owens, lançada oito anos depois, em que ele fala que não havia sofrido preconceito, nem desrespeito de Hitler, mas sim de Roosevelt o então presidente dos EUA, e da delegação norte-americana. Este depoimento confirma uma história bem diferente da amplamente divulgada pela imprensa mundial, no entanto, não suspende a hipótese de racismo, devido a negligência do chanceler com as outras delegações. Desconfie de boatos, e levante os fatos para criar a sua verdade.

Texto escrito por: Leonardo Haubrichs e Matheus Cristiano (CPII/ USCII T905)

CATARINA DE MÉDICIS

Atualmente, tem se tornado polêmica a crescente emancipação das mulheres na sociedade. Cada vez mais o mercado de trabalho tem sido tomado pelas mesmas, e a figura feminina cujo único papel era cuidar do marido e dos filhos – tal como no século XIX – tem se tornado central na sociedade contemporânea. Após os movimentos feministas e conquistas de direitos mais justos para as mulheres, onde a luta teve inicio no final do século XIX, a vida do gênero feminino melhorou bastante, mas nem sempre as coisas foram fáceis assim.

Nascida em Florença em 1519, Catarina de Médicis era conhecida como ‘madame, de la serpente’ por causa de sua astúcia e poder de manipulação. Catarina foi casada com Henrique, o Duque de Órleans aos quatorze anos. Apesar de não ser considerada bela, era extremamente inteligente, pois sabia falar latim e grego, interessava-se por história e geografia, e possuía gostos como poesia e música.

Na corte de Francisco I as damas francesas não usavam lingerie – foi Catarina quem difundiu o uso da calcinha entre as damas da corte. Vinda de Florença e Roma, cidades-berços do Renascentismo, Catarina trouxe além da lingerie, o perfume ‘acqua della regina’ ou ‘eau de cologne’. Quando aportou na França, chegou com vários cozinheiros, especialistas em doces e salgados, e juntamente com eles trouxe novidades para a culinária, tais quais: o azeite de oliva, o espinafre, a ervilha e a alcachofra. Além de invar e atribuir requinte à cozinha francesa, Catarina de Médicis já mostrou ao seu tempo o potencial criativo e dinâmico das mulheres.