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27 de abril de 2009

Buda e o nirvana: a salvação do ciclo das reencarnações.

A vida de Buda era regada de luxos e de riquezas. O ciclo de ritos e orações para aliviar o peso da reencarnação como forma de algum dia abandonar a passagem pela Terra e alcançar a luz divina era algo que o incomodava. Um belo dia, Buda resolveu sair de seu palácio e observar a vida exterior. Foi então que percebeu que as diferenças sociais, as desigualdades e o próprio retorno da alma a vida terrena não eram exigências divinas, e sim, obra da própria ação humana. Buda percebeu que a luz divina, entendida como o Nirvana, só se daria a partir do desapego as coisas mundanas, ou seja, ao supérfluo material, que se encarregava de prender o homem ao ciclo de reencarnações que parecia interminável. Desta maneira, resolveu abandonar sua vida anterior e meditar em cima de uma árvore buscando desta maneira o Nirvana e o equilíbrio absolto. Desta maneira nasceu o budismo, que baseia-se nos seguintes ensinamentos deixados por Buda: • “A vida é sofrimento. • O desejo causa o sofrimento. • O Nirvana favorece o fim do sofrimento. • É possível atingir o Nirvana segundo os ensinamentos de Buda”. A historia de Buda foi responsável pelo fim do sofrimento das reencarnações ensinado pela religião hinduísta como algo sem fim. Neste sentido, o homem se coloca a mercê de sua própria salvação por meio de seus atos e do desapego das coisas materiais. Esse seria o caminho para o Niravana, o único meio de atingir a luz divina e não voltar mais à terra. Atividade: Leia o texto e assista ao vídeo sobre o budismo. Agora escrava em um parágrafo o que você entendeu sobre a religião budista.

26 de abril de 2009

Projeto: “Além das fronteiras da escola. Pensando a universidade”.

Pensar a universidade enquanto um campo de conhecimento responsável por amadurecer as habilidades de um jovem transformando-o em um profissional apto para o mercado de trabalho, demanda muita vivencia e experiência individual. No entanto, a chegada na universidade tem acontecido cada vez de forma mais precoce, exigindo de nossos adolescentes uma escolha que definirá uma jornada de trabalho quando forem adultos, e influenciará, diante das escolhas no futuro, a trajetória de uma família. E o que o último ano do Ensino Fundamental II, o 9º ano, tem haver com isso se a pressão pela escolha correta só tem inicio ao final do Ensino Médio? Bom, se compreendermos a importância da universidade, enquanto um espaço de construção do conhecimento, voltado não apenas para o mercado de trabalho, perceberemos que escolher uma profissão demanda não apenas prever nossa condição socioeconômica no futuro, e sim, escolher funções que nos permitam trabalhar de forma criativa, interagindo e nos envolvendo afetivamente com o que escolhemos. Na maioria das vezes, os jovens se confundem entre vocação e a possibilidade de escolher uma profissão que lhe traga muito dinheiro. Esta dúvida poderia não existir, se nossos adolescentes descobrissem que trabalhar implica em criar e desenvolver, e não assumir funções mecânicas apenas como forma de enriquecer. A medida que nos envolvemos afetivamente e conseguimos em nosso cotidiano transformar, criar, o crescimento profissional aparece como uma conseqüência do nosso envolvimento com o trabalho, enquanto se pensamos apenas no produto final, ou seja na remuneração, acabamos por esquecer da forma produtiva, contribuindo para que o trabalho se torne mecânico e repetitivo. Conceitualmente, trabalhamos a diferença entre trabalho criativo e trabalho mecânico, desta maneira, e a partir de um trabalho de campo, onde os alunos entrevistaram profissionais de diferentes áreas, eles mesmos puderam perceber a diferença entre os dois conceitos na prática. A seguir nossos próprios jovens contam em entrevistas e vídeos de que forma esses dois conceitos, o trabalho criativo e mecânico se misturam e se diferenciam nas diferentes formas de trabalho encontradas no mercado atual. Não deixe de conferir!

Martin Malabares: o exemplo de criatividade como forma de ganhar a vida.

Nascido na Argentina, Martin descobriu com o pai, ainda criança, o fascínio pela produção e venda de brinquedos. Observando a maneira como os brinquedos eram fabricados, ele não só ajudava o pai, como aproveitava para brincar e se divertir durante o trabalho. Quando jovem começou a faculdade de Economia e acabou desistindo, vindo para o Brasil como artista de circo. Distante da família, Martin começou a fazer malabares no sinal, como forma de divulgar seu trabalho. A vida de artista no inicio não foi fácil, mas diante da rede construída de amigos, o “palhaço malabarista” começou a fazer shows, criando em sua casa uma oficina para fabricar seus próprios matérias, que passaram a ser vendidos em feiras para pessoas interessadas na brincadeira e demais artistas. Atualmente, com um curso de barmen, os malabares passaram a acompanhá-lo na noite, e também nas festas infantis e demais eventos que passou a ser convidado, como novelas, comerciais, teatros, entre outras experiências que possui em seu currículo profissional. Convidamos o Martin Malabares para contar a importância do trabalho criativo para os alunos do 9º ano da Escola Degrau. Vestido de palhaço, cheio de brinquedos e acompanhado de um sotaque argentino, que mesmo nos 10 anos morando no Brasil parece não sumir, Martin demonstrou que em seu trabalho não existe rotina, e que a criatividade é fundamental para que ele continue a existir. O vídeo dessa aula, você confere aqui:no Blog Pensando Alto! Obrigada e parabéns Martin! Quem se interessar em conhecer mais sobre nosso “palhaço malabares” é só acessar: www.circo-do-martin.blogspot.com